É fato que, em pleno Terceiro Milênio, pouquíssimas mulheres ocupam os mais altos postos nas companhias. Um primeiro olhar sobre a história recente nos faz entender que a mulher está há pouco mais de 50 anos no mercado de trabalho, atuando em postos administrativos. Segundo Antonieta Christovam, é a partir da década de 70 que vemos as mulheres começando a ocupar cargos de liderança. Muito timidamente, há poucos anos temos mulheres no comando das empresas. Mas por que tão poucas?
Quanto à primeira consideração, Antonieta afirma que um maior número de mulheres está nas faculdades. “É certo que elas estão buscando maior qualificação. Há até casos de faculdades voltadas especialmente à qualificação feminina para a liderança, caso da Babson College, nos EUA.” Além disso, há no Brasil um movimento interno às empresas (de maior porte) quanto ao desenvolvimento de habilidades para a ocupação de cargos de liderança pelas mulheres.
Quanto ao que têm de abrir mão, mais e mais os líderes competentes são medidos pelo equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Esse líder que mantém uma vida “saudável” é um dos mais procurados hoje em dia. “Tenho ouvido em muitas empresas vários gestores de RH dizerem, veemente, que olham com bons olhos as mães que saem para levar seus filhos ao colégio, que participam ativamente da vida familiar”, conta-nos Christovam.
Portanto, é apenas uma questão de tempo vermos mais e mais mulheres como Presidentes e CEOs de companhias significativas no mercado. As qualidades femininas começam a ser percebidas no mercado de trabalho e, cada vez mais, passam a integrar o perfil desejado nos cargos estratégicos das organizações. Esta descoberta inspirou a autora norte-americana e doutora em psicologia Lois P. Frankel a escrever a obra "Mulheres lideram melhor que homens".
Em seu livro, Frankel detalha que o estilo feminino de liderança pressupõe construir uma rede de colaboração mais do que um sistema de hierarquia; influenciar as pessoas usando a menor quantidade possível de músculos; treinar indivíduos para que eles ofereçam o seu melhor; e criar equipes de sinergia que se distinguem na solução de problemas. Segundo a autora, as mulheres têm condições de desempenhar esse papel de líder com mais naturalidade, confiança e espontaneidade. Isso porque estão acostumadas a elaborar e organizar as tarefas relativas à gestão da casa e da família, orçamentos, lidar com pessoas diferentes etc. Para ela, ainda hoje as mulheres são treinadas para serem assessoras ou companheiras, mas não líderes. Recentemente, a escola de negócios B.I. International lançou no Brasil o programa educacional Leading Corporate Entrepreneurship & Innovation – The Women´s Program at Babson, em parceria com a Babson Executive Education.
Renata Montenegro de Menezes, Gestora de Negocios do B.I., esteve em Babson conhecendo mais do programa e nos conta um pouco de sua experiência, relatada em seu diário de viagem.
“O curso é extremamente interessante. O grupo é pequeno e o nível é elevado. A média de idade fica entre 40 e 50 anos. Além de terem cargos de muita relevância em grandes empresas, como AT & T, Carlson Wagonlit e Bank of America, são mulheres experientes, que realmente têm a acrescentar em qualquer tópico. Várias coisas interessantes sobre Babson me foram contadas pela minha nova amiga indiana. Uma delas é que há estudantes que pagam até US$ 50 mil por ano pela tuition de Babson. Sem contar moradia e livros! E que Babson é uma das mais concorridas escolas do Leste dos EUA (o Leste é considerado o nosso Sudeste, ou seja, onde está o desenvolvimento). O curso superou as expectativas. Desde o contato com aquelas mulheres, com o conteúdo dado, cada detalhe foi muito bom. Não houve discrepância no nível de experiência, porque um dos segredos da magia deste curso é justamente a DIVERSIDADE, ou seja, pessoas diferentes, de formações diferentes e culturas de trabalho diferente. Isso permite que você obtenha, com clareza, diferentes ângulos de um mesmo problema ou situação, então toda discussão fica muito rica. E ter numa sala de aula mulheres de 30 a 50 anos, também torna a discussão muito mais interessante, pois o nível de maturidade é muito similar e, ao mesmo tempo, há fatores muito diferentes, como a abertura de mente e inovação dos 30 e a experiência de vida e ensinamentos dos 50… Networking, empreendedorismo e inovação são marcas do BI e, definitivamente, quem participar desse programa encontrará networking, empreendedorismo e inovação. Mas o mais importante é voltar com um plano de ação de lá, algo que iniciamos no primeiro dia de aula e terminamos no último. Empregamos todas as teorias dadas nas aulas num plano de ação, saindo com algo concreto do aprendizado.”- conta Renata.
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