Estratégias para empresas na rede
março 10th, 2010 by BI International
As redes sociais estão em evidência, mas não dá para usá-las sem um planejamento estratégico. É isso que mostra a HSM OnLine, que cita o vídeo de Adrian Slywotsky, especialista em estratégia, dizendo que o mercado mudou para as empresas na Era Digital.
Ele reforça que deter o market share não significa mais lucratividade e diz que é preciso responder três perguntas: “onde nós como fornecedores poderemos criar lucratividade em nosso setor? O que acontece com a forma que os clientes estão mudando, não somente em suas preferências, mas também no seu poder que redefine o espaço de oportunidades? Qual o design ou modelo de negócios da próxima geração que temos que construir para capturar e proteger a lucratividade?”
Analisar essas questões é essencial, pois talvez a melhor estratégia seja se manter fora das redes. Caso a decisão seja aderi-las, é preciso cautela, é o que alerta Rene de Paula, especialista em experiência do usuário da Microsoft Brasil.
“Vamos respirar fundo, os problemas concretos ainda permanecem e os conceitos clássicos de estratégica continuam valendo. A Web 2.0 trouxe a ideia de que tudo é muito fácil, o que faz, às vezes, a empresa partir para uma estratégia digital diferente da realidade da organização. Tem muita gente interessada nas mídias por medo e insegurança e também pela manipulação das opiniões. E isso não é estratégico”, aconselha Rene de Paula.
A consultora Valéria Jureidini, da Basics, empresa de consultoria em mídias sociais, lembra que o posicionamento nas redes precisa estar de acordo com o planejamento estratégico da empresa. Ter um bom nome na praça não é fácil, e as mídias da internet serão mais uma ferramenta para essa construção ou desconstrução de imagem, afinal as pessoas ganham voz e são ouvidas por milhares de outras pessoas através dessas ferramentas interativas. Por isso é importante saber onde a empresa está e onde ela quer chegar.
Não é tão simples usar as redes, não é? Por isso mesmo Katia Cecotosti, da HSM OnLine, listou 10 dicas para as empresas realizarem um mapeamento estratégico. Vejam:
“1- Se a estratégia estiver voltada para gerar negócios, o Twitter tem demonstrado uma boa ferramenta com retorno para promoções específicas para quem está nesta rede social. Não se esqueça que promessa é dívida. Só ofereça aquilo que você poderá entregar. Na Web 2.0 a quantidade de pessoas atingidas por uma ação é totalmente imprevisível. O que pode ser bom ou ruim. Portanto, prepare sua infraestrutura para entregar e gerar acesso. Divulgue suas ações promocionais sempre com muito respeito e de maneira honesta.
2- Antes de lançar uma plataforma de mídia social, crie uma governança, estabelecendo em primeiro lugar o propósito do negócio. Defina em seguida a sua estrutura operacional, ou seja, defina os papéis de cada membro da equipe no projeto. Crie políticas e procedimentos desta operação de acordo com a lei vigente no país, assim como políticas de mediação, regras para envio de conteúdo e utilização pelo usuário.
3- Calcule o quanto você custa por hora. Cheque se passar horas no Twitter ou em outra plataforma está realmente dando resultados para o negócio.
4- Se você for se apresentar em nome da empresa, cuidado com a maneira impessoal de se comunicar. Tanto a marca da empresa, quanto a do profissional, devem ser preservadas.
5- Estratégia para o diálogo não é via de mão única. Precisa ter interação. Uma plataforma somente informativa não gera relacionamento direto. Tenha a visão real sobre isso.
6- Confiança perdida na web é difícil de recuperar. Não seja leviano em suas ações.
7- Tenha sempre um plano B para situações de demandas adicionais, momentos de crise, perfis falsos em nome da empresa, provisionamento para o crescimento. Enfim, liste todos os cenários possíveis.
8- Veja como você balizará suas métricas e se realmente conhece as pessoas que fazem parte da sua rede. Onde você não tem garantia de quem está é melhor nem entrar.
9- Saiba o que fazer com a informação que vem para você, para não ser apenas mais uma enxurrada de mensagens para administrar no dia-a-dia.
10- Cuidado para não ficar vivendo de moda. A internet não tem a tecla voltar. O que você fizer vai se replicar para o resto da eternidade.
(Fonte: as dicas acima foram dadas pelos especialistas Valéria Jureidini e Rene de Paula).”
O B.I. International é uma escola de negócios que inova ao utilizar as redes. O B.I. avalia seus alunos também pelos blogs produzidos e realiza concurso dos melhores Blogs Acadêmicos. Essa é uma forma de incentivar os alunos a explorarem as novas tecnologias e difundir seus conhecimentos em nível mundial.
Conheça e participe das redes do B.I.:
Youtube - Biinternational
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O papel mulher na sociedade atual
março 8th, 2010 by BI International
O Blog de Rosely Sayão aborda um tema importante: como a mulher se desdobra na difícil missão de ser mãe, profissional, esposa e mulher? Nada melhor que o dia de hoje, o dia dedicado a elas, para se pensar nas atitudes femininas e a forma como elas ocorrem: por pressão ou por escolha?
Rosely Sayão mostra uma pesquisa recente que apontou que bebês de até quatro meses têm sido alimentados, frequentemente, com comida industrializada; um dos motivos apontados é o fato de muitas mães não saberem cozinhar. Um grande número delas reclamam cansaço devido à dedicação dupla que as divide entre o trabalho e o cuidado com os filhos.
Elas querem férias das crianças também, como têm no trabalho. Para isso, muitas não dispensam as babás, nem no feriado. Afinal, é comum a cena de mães acompanhadas com filhas pequenas que se inquietam, choram, fazem birra, seja em salões de beleza, restaurantes, shoppings, etc.
Hoje, no Dia Internacional da Mulher, esses dados devem nos fazer refletir sobre o papel da mulher no mundo atual e sua relação com a liberdade.
A mulher conquistou sua presença em quase todos os seguimentos profissionais, tem filhos - casada ou não - sem ser crucificada, estabelece e rompe relações amorosas de acordo com sua vontade (e não mais de acordo com a vontade dos pais), cultiva a beleza que lhe convém, possui autonomia financeira… Enfim, ela conquista, a cada dia, liberdade. Mas essa liberdade é sem fronteiras?
Muitas realmente acreditam nisso: se esquecem das variadas pressões a que estão submetidas, muitas delas tão sutis que se travestem de seus propósitos pessoais. A liberdade feminina anda junto com as restrições, pois não é possível ser mãe, esposa (quando se escolhe ser), profissional e mulher, tudo ao mesmo tempo, sem lidar com abdicações e escolhas.
Depois da fase de conquista, bate também o cansaço e o questionamento daquilo que realmente vale à pena. Surgem perguntas: o que fazer com os filhos que precisam da disponibilidade (não necessariamente da presença física) em tempo integral da mãe? Com o passar dos anos e com a aparência física que perde o frescor? Com as disputas profissionais e desafios que desgastam e sugam energia? E as obrigações sociais com amigos, parentes e demais pessoas que convive?
É por isso que Sayão pergunta: “E agora, Maria?”
O B.I. International aproveita a oportunidade para agradecer às mulheres por sua existência. O B.I. reafirma sua admiração pela fibra feminina, que inova a cada instante, equilibra razão com emoção, doçura e determinação. Mulheres que empreendem de forma única, transformando os lares, as empresas e todos os lugares por onde passam. A todas vocês parabéns e felicidades!
Tags: 8 de março, B.I, bi international, dia internacional das mulheres, educação executiva; gestão, escola de negócios, mulher, o papel da mulher na sociedade
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Albert Einsten, o inovador!
março 5th, 2010 by BI International
O aluno do B.I. International, André Luiz Souza, divulgou, em seu Blog Acadêmico texto sobre “Albert Einsten: o gênio da inovação!”.
Einsten revolucionou a ciência e isso só foi possível devido ao seu perfil empreendedor e inovador, características essenciais àqueles que desejam se destacar no mercado de trabalho atual, cada vez mais competitivo. Por tudo isso, acreditamos ser válida a reprodução do texto do nosso aluno. Quem sabe serve de inspiração para novas idéias?
“Há quase 131 anos atrás, no dia 14 de março, nascia na cidade de Ulm, Alemanha, o menino Albert Einstein, cuja habilidade para entender o desconhecido e o incompreensível era formidável. Considerado como um dos maiores pensadores e visionários do século XX segundo a revista The Time (Person of the Century), seus estudos e teorias comprovadas no ramo da física teórica e espacial revolucionaram, de forma inovadora, a forma de pensar de 9 em cada 10 pessoas no mundo nos dias atuais. De etnia judaica e trabalhando para o escritório de patentes na cidade de Berna, cidade na qual habitava, na Suíça, estabeleceu em 1905, aos 26 anos de idade, a formulção da teoria da relatividade especial , além de outros artigos sobre o quanta de luz, dimensões moleculares, movimento browniano e E=mc², cuja fórmula é mais conhecida no mundo inteiro do que o seu significado.
Em 1915, formulou a teoria da elatividade geral (isso mesmo, Einstein levou 10 anos para generalizar a teoria da realtividade), na qual descrevia que o espaço-tempo é curvo e nada poderia viajar mais rápido do que a velocidade da luz. A maior prova de que isso era verdade aconteceu em 1919 quando uma equipe de astrônomos liderados por Arthur S. Eddington tirou fotos do eclipse solar e, através de cálculos matemáticos, comprovou que a luz vinda de estrelas em um certo ponto atrás do Sol sofriam um desvio quando passavam na iminência do astro. Tal desvio, segundo Einstein, seria devido à curvatura do espaço-tempo atribuída à gravidade do Sol.
Até o ano de 1919, Einstein foi casado com Mileva Maric com a qual teve dois filhos reconhecidos (Hans e Eduard).
Dois anos mais tarde, A.E. receberia o prêmio Nobel de Física, mas não por sua teoria revolucionária, porém pelos seus estudos da lei do efeito fotoelétrico. O prêmio recebido foi dado à sua ex-esposa como promessa pelo rompimento do casamento.
Pacifista nato, muitas vezes renunciou promoções e trabalhos que envolvessem a guerra ou materiais bélicos. Assinou o tratado de não-proliferação de armas nucleares anos antes de sua morte. A. Einstein morreu em 17 de abril de 1955 ainda tentando unificar a sua teoria da relatividade com a quântica e o magnetismo chamada teoria unificada.
O que dizer então de Albert Einstein? Gênio? Físico Inovador? Único?
Cada pessoa tem uma teoria sobre a personalidade de Einstein. O que podemos dizer é que sem ele estaríamos 10 anos atrasados na nossa ciência (claro que se ele não existisse teríamos outras teorias ou até a mesma teoria inventada por outra pessoa). Por isso, devemos considerá-lo como um cientista promissor, criador de idéias inovadoras a frente do seu tempo. Um cientista que utilizou uma percepção da sua infância ao questionar o que enxergaríamos se pudéssemos cavalgar sobre um feixe de luz e uma idéia de relatividade quando descreveu o que sentimos quando caímos de um elevador em movimento acelerado. Idéias hoje consideradas básicas porém bem complexas e revolucionárias para quem estava habituado com o que sir Isaac Newton descrevera em seu Philosophie Naturalis Principia Mathematica.
Para terminar, descrevo uma frase de A. Einstein em carta a seu filho Eduard, em 5 de fevereiro de 1930:
“A vida é como andar de bicicleta. Para manter o equilíbrio, é preciso se manter em movimento.”
Fonte: Blog Acadêmico de André Luiz Alves Ribeiro
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B.I. inova ao aderir aos blogs
março 3rd, 2010 by BI International
O B.I. International acompanha as tendências de mercado e adere às redes. Além de Twitter, Orkut, Flicker, Youtube e Facebook, o B.I. oferece espaço para alunos e professores na blogosfera.
O Blog Acadêmico é um serviço inovador oferecido pelo B.I.. Trata-se de uma ferramenta interativa, usada como sistema de avaliação, que possibilita aos alunos desenvolverem novos projetos, e, acima de tudo, compartilhá-los com outros usuários em nível mundial, é o Blog dos alunos.
Os blogs que se diferenciam aparecem na página principal do site do B.I., como destaque. Os posts com conteúdos relevantes e interessantes produzidos pelos alunos e professores aparecem no Blog Institucional, são divulgados para imprensa e usados para produção de novos conteúdos de mídia.
O post do professor Alexis Novelino “As vantagens da empresa familiar” é um exemplo. Foi colocado no Blog Institucional e publicado no Portal dos Administradores.
A aluna AlineVarricchio tem se esmerado na produção de posts, tendo se destacado com o post “Auto-ajuda ou auto-atrapalha?”. Vejam o comentário de Tais Mattos:
“Parabéns pelo texto, muito bom. Prendeu totalmente minha atenção, todas as palavras muito bem colocadas e inspiradoras. (…)”
Os professores Francisco Xavier, Carlos Valente, Marlene Marchiori também possuem posts no Blog Internacional. O professor Cássio Brandão, coordenador do MBA International do BI, também destaca-se pelo envolvimento e comprometimento enviando textos que contribuem para a formação dos alunos no Blog do MBA Internacional.
O B.I. Internacional não apenas defende a inovação, como investe na prática e utiliza ferramentas web para avaliar seus alunos e para incentivar uma educação ímpar e antenada.
Se você também quer participar, envie seu artigo para comunicacao@biinternational.com.br
Tags: Alexis Novelino, Aline Inacio, alunos do B.I., avaliação, Balog dos Alunos, bi international, blog, Blog Acadêmico, Blog do MBA, Blog do MBA Internacional, blog dos alunos, blog institucional, blogosfera, Cássio Brandão, educação continuada, Educação Executiva, Está na rede, facebook, Gestão, Inovação, internet, orkut, Portal dos Administradores, professores do B.I., redes sociais, teitter, vantagens da empresa familiar, web
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Conhecimento globalizado
março 1st, 2010 by BI International
Ricardo Secco é Account Manager da IBM Brasil e aluno do B.I. International. Ele participou do Programa de Inovação com Módulo Internacional em Berkeley, Califórnia, promovido pelo B.I. e conta sua experiência:
O que o motivou a participar do módulo em Berkeley?
Ricardo Secco: Conclui meu MBA pela Business School São Paulo (BSP) com Extensão na Rotman School of Management (Universidade de Toronto, Canadá) em 2005. Desta forma, gostaria de ter uma atualização internacional em temas estratégicos. O Programa de Inovação em Berkeley oferecido pelo BI se encaixou perfeitamente nisso.
Qual o diferencial em ir com uma turma de brasileiros e ter acompanhamento da equipe do B.I.?
Ricardo Secco: Conhecer pessoas e negócios próximos à realidade que temos no Brasil. O acompanhamento do B.I. customizou a logística para tornar isso possível.
Como foi a vivência em uma das melhores business schools do mundo?
Ricardo Secco: Sensacional.
Como networking em nível mundial contribui para os negócios e para a vida profissional?
Ricardo Secco: Realizar cursos e programas em escolas internacionais traz outra dimensão de conhecimento.
O que você tem a dizer sobre o corpo docente, as atividades e a metodologia de ensino?
Ricardo Secco: Muito bom. Recomendo o programa a todos que estiverem buscando este tipo de experiência.
É perceptível que, em um mundo globalizado, conhecimento é a palavra de ordem e vem sendo cada vez mais valorizado e cobrado pelas grandes empresas. O B.I. International está atento às novas demandas e oferece a possibilidade de vivencias únicas em seus módulos internacionais. Faça como Ricardo Secco, destaque-se através da experiência internacional. Programe-se:
Babson - 8 a 12 de agosto; 28 de novembro a 02 de dezembro; e de 05 a 09 de dezembro de 2010.
O programa Desenvolvimento de (intra)empreendedores, executivos e acionistas foi criado especialmente para executivos que buscam complementar a sua formação como executivo, pois, em seus 4 dias de duração, Babson trabalha o indivíduo empreendedor e potencializa suas capacidades de gestão, planejamento e análise de risco do negócio ou projeto.
Carga horária: 40 horas/aula
Berkeley - 28 e 29 de outubro de 2010
O Innovation Program corresponde a uma imersão de 2 dias na University of California, Berkeley, próxima a São Francisco. Berkekey reflete o espírito da Califórnia: explorar idéias inovadoras; buscar grandes oportunidades; ousar e mudar o mundo.
Carga horária: 20 horas/aula.
Columbia - 03 a 05 de novembro de 2010
O programa Macroeconomic Risk Management, oferecido para os alunos B.I. International, proporciona ao participante uma visão macro da economia da America Latina. Durante seus 3 dias de duração, são abordados temas como as crises financeiras, macro-tendências latino americanas, respostas políticas às crises e finanças.
Carga horária: 30 horas/aula
MIT - 30 de novembro e 01 de dezembro de 2010.
O programa Construção, Liderança e Manutenção de uma Organização Inovadora
tem duração de dois dias e aborda conhecimentos e habilidades na área de conhecimento. A partir do aprofundamento em pesquisas, são desenvolvidas estratégias para promover a inovação e o crescimento de sua empresa no atual contexto de mudanças nos mercados, nas tecnologias e nas demandas dos consumidores.
Carga horária: 20 horas/aula
Pré-requisito: Inglês Fluente
Shanghai - segundo semestre de 2010
O programa possibilita aos participantes acessos aos conceitos da economia chinesa, ampliar os conhecimentos sobre a realidade política, cultural e social chinesa, conhecer mais sobre a competitividade chinesa e seus modelos de negócios, compreender as opções estratégicas para a realização de negócios com a China, formação de networking com empresários chineses e latino-americanos.
Carga horária: 80 horas/aula
Swinburne - 07 a 14 de novembro de 2010.
O programa do módulo Swinburne, Empreendedorismo e Oportunidades de Negócios, é concebido para desenvolver competências em empreendedorismo e inovação e capacidade de identificar oportunidades, integrando o conhecimento teórico e a capacidade de sua aplicação em situações da vida real.
Carga horária: 60 horas/aula
Tags: bi international, business schools, carreira, conhecimento globalizado, Educação Executiva, Gestão, IBM, logística, mba, módulo internacional, negócios, networking, Programa de Inovação em Berkeley, Ricardo Secco, viagem internacional
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Auto-ajuda ou auto-atrapalha?
fevereiro 26th, 2010 by BI International
Fonte: Blog Aline Inacio, aluna do B.I. International
Depois dos calmos Quem mexeu no meu monge? e O monge, o queijo e a vida real, eu havia prometido não falar mais de livros de auto-ajuda. Mas quando vejo uma revista de administração que se diz topo-de-linha, onde um articulista pretensamente idem vem com essa balela de “o seu sucesso só depende de você”, “você tem as rédeas da sua vida” e coisas semelhantes, eu não consigo me conter.
Pensei um pouco mais a fundo sobre o tema - pelo menos ele serve para alguma coisa - e bolei uma teoria que agora divido com vocês, em primeira mão. Mas segura aí porque vai doer! Senão vejamos:
A maioria desses livros se apóia na seguinte falácia: Você é brilhante e para ser um sucesso só falta querer! Isto é:
SER UM GÊNIO + QUERER SER UM SUCESSO = SER UM SUCESSO!
Bom, se você já é um gênio e a única coisa que faltava para ser um sucesso era querer ser um sucesso, então tudo está resolvido. Porque depois de ler o livro de auto-ajuda você também passou a querer ser um sucesso! OK, então eu concordo que as pessoas devem ler UM livro de auto-ajuda, porque ele as fará querer ser um sucesso.
Bom, então o passo seguinte é todo mundo virar um sucesso, certo? Mas peraí, nem todo mundo é um sucesso… Então deve ter alguma coisa errada com a equação acima.
Se a segunda premissa é verdadeira (afinal, quem não quer ser um sucesso?) e o resultado esperado não aconteceu, então deve ter alguma coisa errada com a primeira premissa.
Exatamente! O problema está aí! Você não é um gênio…
Há algumas razões para isso. Mas há, também, muita esperança e você não precisa desanimar!

Em primeiro lugar não há motivo nenhum para ficar triste. Eu também não sou um gênio, porque também quero ser um sucesso, mas não sou. Logo, você tem ao menos a minha companhia.
Então, depois de ler o seu primeiro livro de auto-ajuda, você descobriu duas coisas:
1. Você não é brilhante;
2. Você precisa querer ser um sucesso - e isso você já quer!
Então, a única coisa que você precisa consertar é a primeira. Você precisa ser brilhante e, para isso, só existe uma maneira: RALAR, ESTUDAR!
O grande problema disso é que as pessoas não querem ralar, não querem estudar, querem o menor esforço. Elas querem ser brilhantes - e, consequentemente, um sucesso - sem nenhum trabalho. E os picaretas que escrevem livros de auto-ajuda prometem exatamente isso: você vai tornar-se um sucesso da noite para o dia sem nenhum esforço. Claro, porque querer ser um sucesso não dá trabalho nenhum e é, aliás, uma tendência natural do ser humano. Praticamente uma obrigação.
Aí, o sujeito nada brilhante que lê esse livro prefere acreditar somente na parte que diz que ele vai ser um sucesso sem fazer nada, do que na que diz que ele vai ter que estudar muito e que isso vai dar um trabalho danado.
Más notícias, amigo, isso não vai acontecer.
Recentemente o Malcolm Gladwell abordou esse tema em Fora-de-série/Outliers - que você não leu porque tinha nas mãos a décima versão de “O padre e a cafetina” - mostrando que há três fatores essenciais para o sucesso: ser brilhante, praticar e sorte.
Você - que, lembre, não é brilhante - acha que estudar dá trabalho, praticar dá mais ainda e prefere, assim, apostar tudo na sorte. Afinal de contas, os papas da auto-ajuda dizem que se você realmente acreditar, a sorte virá. E você acredita. Senta em cima da sua bunda e fica esperando. Só que eles te enganam, espertamente esquecendo de dizer que você precisa se esforçar um pouco, ao menos. É como se Deus te dissesse que você vai ficar rico ganhando na loteria e aí você nem sequer se dá ao trabalho de comprar o bilhete.
Certa vez o magnata do petróleo Jean Paul Getty deu sua receita de sucesso: “Acorde cedo, trabalhe muito, ache petróleo”. Perfeito! O problema é que ela só funcionou para cinco pessoas até hoje. Eu, particularmente, não tenho nenhum amigo que achou petróleo na rua. Tudo bem, eu tenho poucos amigos. Talvez você conheça alguém que achou.
Mas não, as pessoas continuam a acreditar nisso. Tinha uma pessoa que trabalhava comigo que sonhava com uma posição na área comercial - onde era preciso estudar muito, falar muito bem para ser convincente e ter facilidade com números. Tudo o que essa pessoa não tinha - e que demoraria muito para conseguir. Eu brigava com o meu chefe, porque em vez de ficar incentivando esse sonho inalcançável, penso que ele deveria apontar-lhe caminhos mais factíveis, de acordo com as habilidades que ela já tinha, ou com as que conseguiria desenvolver mais facilmente.

Sonhos impossíveis não servem para manter a esperança acesa. Servem para confirmar um futuro frustrado. Dizem que devemos deixar as pessoas sonharem com o que quiserem. Tudo bem, desde que realmente saibam que aquilo é uma fantasia. Tipo Smurfs voadores ou baleias falantes.
Mas sonhar em ser astro da novela das oito (a menos que você realmente esteja se dedicando à carreira de ator) ou campeão do mundo de futebol (desde que você tenha entrado na escolinha com três anos de idade) não te farão uma pessoa feliz. Não faz bem querer ser bebê Johnson’s com vinte e nove anos.
Claro que é melhor sonhar do que ser pessimista. Mas sonhar enquanto faz alguma coisa pelo seu sonho é melhor ainda! Então vá lá! Leia um livro de auto-ajuda. Qualquer um, porque tanto faz. Se você já leu, então mãos-à-obra, vá estudar! Mas se começar a ler o segundo livro de auto-ajuda, então definitivamente você não é um gênio.
Outra prova disso, é que livros de auto-ajuda vendem milhões de cópias e os casos de sucesso são bem menos frequentes do que isso. Então a fórmula não funciona. No todo, ou em parte dela. Qual parte? Provavelmente a que diz que você é um gênio.
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O que esses livros realmente dizem, nas entrelinhas, é que todos nós somos uns bostas. Porque se só depende de nós sermos um sucesso - e mesmo assim somos um bostas - então quer dizer que somos realmente uns bostas. Ninguém prefere continuar a ser um bosta se tiver a opção de ser um sucesso ao alcance das mãos.
Talvez o problema resida no fato de as pessoas darem um valor desmedido à esperança e aos elogios (”Você é um gênio e, para ser um sucesso, só falta querer!”). Num interessante artigo sobre Qualidade e Performance, Peter Scholtes conta a ilustrativa história vivida pelos pilotos e instrutores da Força Aérea de Israel.
Estes notaram que, depois de um vôo ruim, seus pilotos eram repreendidos e, então, melhoravam a performance. Por outro lado, os pilotos que faziam bons vôos e recebiam elogios acabavam por piorar suas performances nas tarefas subsequentes.
Mas em vez de atribuir a melhora da performance à reprimenda e a piora ao elogio, eles perceberam que as mudanças nada mais eram do que caminhos naturais.
Quando você atinge a sua melhor marca, o caminho natural é piorar. Do mesmo modo, quando faz um trabalho ruim, provavelmente vai melhorar depois. Naturalmente.
Então, quando você está no fundo do poço, só há um lugar para onde pode ir: para cima.
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Antes de ser um pessimista-fatalista, espero que você veja nesse texto uma necessária dose de realidade na hora de pensar em seus sonhos. A tão propalada auto-ajuda dos livros adormece suas ambições, travestindo-as de falsa esperança. Ela te embala com a promessa de um maravilhoso sonho, enquanto você vive uma dura realidade, bem diferente daquela pintada em letras douradas na conta-corrente do autor que te engana. Assim, a grande falácia da auto-ajuda nada mais é do que uma grotesca lorota de auto-atrapalha.
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Sugestão de leitura: Experimentos em Psicologia - Festinger e a dissonância cognitiva
Rodolfo Araújo
Mestre em Administração de Empresas pela PUC-RJ, Pós-graduado em Tecnologia de Informação pela FGV-RJ e Bacharel em Comunicação Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Tags: Aline Inacio, aluno BI, ambição empresarial, autenticidade, auto ajuda, bi international, blog, Educação Executiva, Experimentos em psicologia, Gestão, liderança, livros, Rodolfo Araújo
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Criatividade é originalidade?
fevereiro 24th, 2010 by BI International
Por Clemente - Época Negócios de fevereiro
Inovação depende de acesso a uma base de conhecimento acumulado. Uma idéia abre caminho para outra, para outra, outra. Este processo é que gera mudança em grande escala na ciência, na economia e na cultura. Este é o tema de um livro que está repercutido nos meios empresariais - The Nature of Technology: What It Is and How It Evolves de Brian Arthur, especialista em inovação. Implicação disso(não tratada explicitamente no livro):se o novo vem sempre do conhecido, poderíamos “fabricar” inovação se houvesse um método para recombinar as idéias existentes na base de conhecimento. Está acontecendo. Descobrir regras para fazer rearranjos criativos de forma consciente e deliberada é a tarefa que a nascente disciplina da inovação sistemática se propõe realizar.Olha só: há 10 mil anos o PIB do mundo era zero. Então, uma tecnologia-a agricultura- habilitou o processo de geração de riqueza. Agricultura veio de elementos que já existiam na paisagem dos humanos da época(terra,plantas,animais) e possibilitou uma explosão de novos arranjos . O PIB passou de zero ao que é hoje graças ao rearranjo de coisas que já estavam aqui. O microchip é feito de sílica-areia da praia. O microchip é areia rearranjada (o cimento também é). A matéria prima desses “rearranjos” não são novos materiais, nem pessoas especiais, nem novos processos fabris.São processos mentais; idéias canalizadas na “direção certa”. Entendendo as operações mentais que produziram soluções inovadoras no passado, podemos criar inovação. Exemplo: o best seller “Estratégia do Oceano Azul” diz o seguinte: quer inovar? Pegue os atributos das ofertas existentes e “tire,ponha,aumente, diminua” um ou mais deles. Assim, sua oferta estará num “oceano azul” - livre da competição entre as que têm os mesmos atributos. No caso do Cirque du Soleil, exemplo do livro,eliminou-se animais e artistas famosos,introduziu-se música, dança,temas,estética apurada;diminuiu-se o numero de picadeiros,e aumentou-se o conforto da platéia.Mas como é que nós(que não somos gênios como os fundadores do Cirque) poderíamos ter concebido algo parecido? O problema era: criar um circo com menos custo e mais valor que os existentes. Uma contradição.Inovar é resolver contradições.Quem resolveu a contradição: “cortar custo e aumentar o valor” fez como? A base de conhecimento diz que problemas análogos foram resolvidos usando como direcionador um princípio que a inovação sistemática chama de “atmosfera enriquecida”. Adicione elementos sensoriais que tornem o ambiente mais estimulante. Pode ser cor,música,dança,descontração, odores,mas tem de “enriquecer a atmosfera”. É um dos princípios usados pela “SouthWest Airlines” para criar um clima agradável em seus vôos através de jogos e brincadeiras com os passageiros. É o que está por trás do que chamam “experiência de compra”.É o que o varejo usa em modelos como o Starbucks e Victorias´Secret.Um circo,uma loja de café,uma loja de roupas íntimas e uma linha aérea. Base de conhecimento compartilhado, certo?
Fonte: Blog Aline Inacio, aluna do B.I. International
Tags: bi international, compra, criatividade, economia, estratégia, Inovação, originalidade, tecnologia
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Sucessão e escolha do novo líder
fevereiro 22nd, 2010 by BI International
Por Alex Novelino, professor do B.I. International
Procurar e escolher o novo sucessor ou CEO da sua empresa pode ser uma tarefa difícil que demanda tempo e paciência. Grandes projetos, novos desafios, seleções de profissionais,avaliação de desempenhos são algumas das fases de um processo que pode durar anos. Eventualmente, a conscientização de que escolher um dos filhos como o sucessor pode não ser a melhor das saídas para o determinado momento da empresa transforma-se em um dos grandes desafios do fundador. Procurar alguém fora da empresa, não-familiar, mais difícil ainda. Pensando na complexidade do assunto da escolha de um novo líder, a newsletter da Prosperare irá apresentar nas próximas 7 edições uma série sobre o processo da passagem do bastão e da escolha do novo sucessor.
Em uma abordagem mais profunda de cada fase desse processo, a newsletter da Prosperare identificou 7 momentos: Quando começar a buscar um sucessor?; Decidindo se profissionais não-familiares serão procurados para o processo sucessório; Como escolher?; O modelo de liderança a ser escolhido; O que fazer com os que não foram escolhidos; A hora de passar o bastão; e a última hipótese: O que fazer se não houve planejamento algum e o líder “bateu as botas?”. São algumas dúvidas normais e naturais num momento tão crucial da vida da sua empresa e que por isso, valem uma atenção especial.
Fonte: Prosperare
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A Nova Economia
fevereiro 12th, 2010 by BI International
Francisco Xavier Silva*
Durante muito tempo a economia esteve atrelada a conceitos territoriais geopolíticos. Os conceitos de territórios limitados por regiões, blocos econômicos, continentes faziam que as forças políticas dominantes definissem os caminhos a serem seguidos.
Isso estava evidente nas reuniões nos encontros das nações, nos Fóruns de Comércio ou do Meio Ambiente. Isso mudou em muito, pois os caminhos da tecnologia promoveram os pequenos países, a informação está presente em todos os lugares em todos os cantos em e todas as camadas das populações.
Vide que recentemente o Fórum do Meio Ambiente rodada de Doha não chegou a um consenso, pois os pequenos países os chamados do terceiro mundo ou ainda os países emergentes tiveram força suficiente para pressionar aos chamados grandes que saíram de forma constrangedora pela porta dos fundos, pois não puderam impor suas vontades.
Isso também está ocorrendo quando estamos falando de comércio, saúde, alimentação, tecnologia, direitos humanos, etc.
A decorrência disso está atrelada a um mundo de relações comerciais, pessoais, de notícias, que estão dispostos na internet diariamente.
Muitos de nós não mais vivemos no mundo físico, mas em um mundo virtual, não no mundo dos jogos com avatares (para os leigos, são os personagens criados replicas de um internauta), mas sim seu mundo virtual já está ligado à vida normal e sem esse conteúdo virtual não mais pode viver comer, comprar, sonhar, viajar, conversar, trabalhar e amar.
E quando esse pseudo-internauta caminha pelo mundo virtual, ele, como em um jogo, abre o seu novo território e outro modo de ver um novo mundo, onde não há fronteiras e só esbarram nas dificuldades do entendimento da língua.
A partir daí o que posso denotar é que a geopolítica não pode ser mais imposta a quem tem condições de viajar à velocidade do pensamento.
Hoje são 1,4 bilhões de pessoas que estão diariamente conectadas a esse novo mundo, onde suas fronteiras estão muito além do espaço territorial imposto pelo mundo velho, preso a conceitos arcaicos, tridimensional e cheio das arestas, e está limitado a conceitos de dimensão espacial.
Esses conceitos agora são apenas a base física e operacional do mundo digital real, de relações novas, de organização independente e onde existe uma nova estrutura de serviços e produtos completamente modificada, e onde a superestrutura de organização governamental que precisa ser constantemente reinventada para permitir que essas relações possam ser formalizadas contratualmente e ainda proteja o novo individuo da criminalidade tão organizada nesses países virtuais, esperando o desavisado e curioso a penetrar nas escuridões desse novo submundo.
Na contra mão desse novo mundo estão as velhas instituições, formadas nos séculos passados e ao longo e após as grandes guerras e revoluções culturais, onde o importante era manter suas populações presas ao espaço territorial conseguido e impedindo que esses indivíduos tomem conhecimento do novo, o que seria o caos para a manutenção do status quo e do ranço do antigo.
Assim, todos os dias saem novas regras ou imposições para impedir que novos estados geopolíticos virtuais sejam criados, mas esse novo ser não tem mais como ser contido e está faminto pelo novo mundo, pois o seu pensamento e energia fluem em um mundo etéreo e de luz tão intensa que permite que a cada dia ele alcance novos amigos, novos negócios, novos amores, novos mercados, novos empregos.
Esse indivíduo não tem gênero, idade, cor, preferências religiosas ou políticas, ele está buscando algo ser feliz está tentando oferecer sua mente na busca de soluções para a humanidade, ele está tentando salvar pessoas e países. Ele quer ser colaborativo, está querendo arrebanhar novos discípulos para a sua luta de sobrevivência.
Com isso, na nova classe de pessoas, estão aparecendo os chamados esclarecidos, maduros e também sonhadores, dispostos realmente a dar para receber, imprimem uma força de bloco, julgam rapidamente com honestidade, dizem a verdade, opinam sobre tudo, conhecem muito mais, além do que as leis lhes impõem e obedecem a essa muito mais por entendê-la em sua plenitude do que por temê-la.
Na relação do mundo dos negócios, o que se vê é que quem realmente acredita nesse mundo e tem foco pode modificar a sua vida, criando fortunas que estão sendo velozmente formadas, competindo francamente com o mundo velho dos grandes conglomerados financeiros que, para sobreviver, estão se fundindo em alguns poucos, enquanto as boas cabeças não mais estão a serviço da escravidão imposta pelos antigos sistemas de trabalho.
Essas cabeças estão agora a serviço de novas idéias que podem realmente fazer a diferença da sobrevivência dos grupos empresariais baseados em tecnologia e não aceitam os limites impostos pelos modelos paquidérmicos.
Quando eu digo: dar para receber; estou te oferecendo um bom negócio; estou pensando em pavimentar sua estrada para o seu sucesso, são conceitos da nova era do novo mundo da nova economia.
Isso significa ter sucesso pelo merecimento e não por tomar aquilo que o outro criou. Assim a By Vale Shopping, http://www.byvale.com.br vem oferecendo suas soluções para os micro, pequenos e médios empreendedores, de forma a dar a esses a possibilidade de estarem em um mundo sem fronteiras e flexíveis para se tornarem muito grandes.
Esse modelo visa atender a esse novo empreendedor que busca participar desta pangéia ciber-geopolitica econômica e socialmente independente.
Esse novo empreendedor que busca poder crescer muito além da fronteiras do seu bairro, cidade ou país e que ainda almeja participar das oportunidades possíveis desse novo mundo.
*Francisco Xavier Silva - Economista, Professor e Consultor do B.I. International. Pós-Graduado em Gestão Tecnológica - PMI e Econometria. Atuou como Gestor Financeiro e Comercial de Grupos Financeiros Nacionais e Internacionais, Grupos de Agronegócios e Instituições de Fomento ao empreendedorismo e ao ensino superior e profissionalizante.
Fonte: O Empreendedor
Tags: bi international, blocos econômicos, Educação Executiva, Fóruns do Comércio e Meio Ambiente, Francisco Xavier Silva, Gestão, informação, meio ambiente, negócios, tecnologia
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Por que bilionários como Bill Gates e Warren Buffet estão “deserdando” seus filhos
fevereiro 10th, 2010 by BI International
Por Alexis Novellino, professor do B.I. International
“Vou deixar aos meus filhos o suficiente para que eles possam fazer qualquer coisa, mas não tanto que não queiram fazer nada na vida”. Com essa declaração, o multi-milionário Warren Buffet, segundo homem mais rico do mundo, atrás apenas de seu amigo Bill Gates, reforça uma tendência mundial entre grandes empresários: a de deixar para seus herdeiros apenas uma pequena parte de suas fortunas e doar a maior parte para organizações beneficentes.
Buffet irá deixar menos de 10% de sua fortuna para seus filhos, e este percentual inclui doações para fundações beneficentes administradas por eles. Bill Gates, por sua vez, planeja deixar apenas US$ 10 milhões para cada um de seus três filhos.
Uma pesquisa recente realizada por Richard Harris, fundador do serviço online de testamentos totallyFREEwills, relatou que 62% das pessoas com patrimônio superior a U$S 800 mil em ativos líquidos, pretendem destiná-los para obras de caridade ou projetos sociais. Essa nova inclinação que os homens mais ricos do mundo estão adotando é, na verdade, uma forma de estimular seus herdeiros a fazerem seus próprios caminhos e não dependerem da herança dos pais, muitas vezes torrada em extravagâncias luxuosas. Viver sabendo que uma grande fortuna pode ser a resolução da maioria de seus problemas pode fazer com que herdeiros tornem-se pessoas desmotivadas e sem vontade de vencer problemas cotidianos, comuns a vida de qualquer pessoa normal.
Um exemplo clássico e famoso brasileiro é do herdeiro do Copacabana Palace, Jorge Guinle. Sobrinho do fundador do luxuoso hotel, Jorginho Guinle, como era conhecido nas rodas da alta sociedade carioca, gabava-se de nunca ter ido trabalhar na vida. Morou a sua vida toda numa suíte do próprio hotel e se orgulhava de ter gasto a fortuna que lhe foi deixada de herança de quase cem milhões de reais em festas, viagens pelo mundo e presentes para mulheres. Foi o playboy mais famoso do país na época áurea do Rio de Janeiro, entre a década de 1930 a 50.
Casos como de Jorginho Guinle são relativamente comuns. Até hoje, infelizmente, a maioria das famílias afortunadas dá grande atenção aos aspectos patrimoniais do planejamento sucessório (capital financeiro) e pouca atenção ao preparo e amadurecimento dos herdeiros para lidar com os aspectos emocionais, sociais e práticos de herdar grandes fortunas. Há uma grande falta de cuidados paternais e maternais adequados quando o dinheiro permite que os pais paguem empregados educadores para substituí-los em tarefas cotidianas com seus filhos. Isso pode sinalizar para os mesmos que as atividades profissionais de seus pais são muito mais importantes do que eles próprios. Por isso, muitas vezes, o diálogo e a conscientização de que a fortuna pode trazer muito mais problemas do que soluções, podem ser um outro importante ponto a ser tratado na gestão de fortunas e no planejamento sucessório.
Membro da família mais influente da Itália e neto do fundador da Fiat, Edoardo Agnelli, nunca demonstrou interesse nem talento suficiente para os negócios. Assim, também nunca obteve reconhecimento e muito menos carinho de seu pai. Cursou a University of Princeton e acabou se interessando pela filosofia oriental, chegando a passar um período na Índia. Buscava conforto em suas reclusões espirituais e nas drogas, e aos 46 anos suicidou. Casos como esse ilustram como a falta de contato e comunicação entre pais e filhos pode, muitas vezes, distanciar um planejamento sucessório de bons resultados.
Mas felizmente, ainda existem casos de sucesso. Na mesma família Guinle, há um exemplo de herdeiro bem sucedido. Com o mesmo nome do primo playboy, Jorge Guinle garante que as aparências com o primo param no nome. Começou a trabalhar aos 14 anos e hoje, aos 39 comanda um império de R$ 1,4 bilhão de tradings, empresa de logística e uma distribuidora de combustíveis. A empresa criada por sua mãe Germana, o grupo SAB, iniciou sua expansão no ano de 97, ao comando de Jorge. Único herdeiro homem de Germana, Jorge foi moldado pela mãe para aos poucos assumir o controle dos negócios da família. Desde sempre frequentava os escritórios da companhia e convivia com o cotidiano empresarial. Hoje, demonstra que assim como a mãe, tem o empreendedorismo na veia.
A opção de grandes empresários milionários em deixar a maior parte de suas fortunas para causas nobres e um legado que beneficie a sociedade pode ser realmente um grande incentivo para que seus filhos iniciem carreiras e paguem suas próprias contas. Mas o envolvimento de herdeiros desde o nascimento com a empresa e a educação dos mesmos para lidar com grandes quantias de dinheiro pode evitar gastos imaturos da herança e representar mais uma possível geração e continuidade de um legado familiar. Mas atenção, a legislação brasileira impõe uma série de restrições ao ato de atestar, e limites a dedutibilidade fiscal de ações filantrópicas. Por isso, antes de praticar filantropia ou de revisar testamento, procure um especialista.
Fonte: Prosperare
Tags: ações filantrópicas, administração, Alexis Novellino, bi international, Bill Gates, carreira, corporação, de pai pra filho, Educação Executiva, empresa, fortunas, Gestão Empresarial, herança, herdeiros, Jorginho Guinle, planejamento, Prosperare, Richard Harris, Warren Buffet
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