Planejamento Tributário e Informatização

27 agosto, 2009 por rogerio furtado

A informatização dos processos de acompanhamento e apuração tributária trará certamente ao cenário empresarial um novo contexto. Com escrituração eletrônica e emissão eletrônica de nota fiscal, a redução da burocracia será enorme, com conseqüente aumento da eficiência do processo de fiscalização e apuração. Como já previsto na constituição federal, a troca de informações entre os estados da federação, permitirá um melhor controle dos impostos inter-estaduais. No entanto, a maior informatização da gestão tributária não ocorre em perfeita harmonia com o importante processo de reforma tributária, o que certamente culminará em uma discussão mais aquecida sobre os interesses de tributação sobre a produção ou no consumo, o que enseja divergências de interesse entre estados produtores e consumidores. Uma característica é certa…não há mais espaço para uma atividade empresarial que negligencie a importância de um bom planejamento tributário, pois certamente será muito mais fácil a autuação e multa em situações de sonegação ou erros de apuração. Apesar de previsto no código civil e ratificado em diversas súmulas do Supremo Tribunal Federal, “não é é permitido à autoridade fiscal, cercear ou impedir o funcionamento de uma empresa para fins de cobrança tributária”, o uso do maior fiscalização em postos de fiscalização rodoviária, portuária e aeroportuária serão muito mais eficientes, as apurações interestaduais, principalmente sobre o ICMS, serão objeto de intenso controle. Ou seja, planejar o local de instalação da indústria e sua distribuição territorial para os pontos de venda e armazenamento, deverão ser intimamente estudadas para prover ao empresário as informações fundamentais para o cálculo de viabilidade econômica de sua atividade. Já para os empresários cautelosos, que estudaram a viabilidade de seu negócio, à luz da correção do recolhimento tributário, usando como ferramenta de decisão, os benefícios tributários oferecidos em cada estado, e se mantêm atentos às decisões e deliberações que afetam intimamente o seu setor, certamente serão beneficiados. Estamos em momento de transição, onde as oportunidades se deslumbram sobre os empresários preparados, onde o baixo profissionalismo culminará certamente em um retardo nos resultados desejados, e que a maior agilidade nos processos de liberação de produtos alfandegários, menor tempo de permanência em postos fiscais rodoviários e portuários, e menores custos com burocracia, poderão certamente favorecer os empresários de melhor preparo técnico.

Alianças Estratégicas no Setor Saúde

27 agosto, 2009 por rogerio furtado

Aliança Estratégica é um prática muito comum na área de saúde, seja através da incorporação de serviços completos e mais especializados em hospitais e clínicas especializadas ou da contratação terceirizada de mão-de-obra médica. O atendimento médico-hospitalar apresenta diversas complexidades operacionais específicas de cada especialidade e a eficiência operacional encontra diversos desafios a serem superados. A união de laboratórios de análises clínicas, com hospitais e centros de diagnósticos por imagem são exemplos clássicos da relação de aliança encontrada nos serviços de atenção à saúde de média e alta complexidade. Seja através de uma simples aliança, onde duas empresas ocupam um espaço próximo e compõem uma maior integralidade na assistência à comunidade, ou através da fomalização de uma joint-venture, com a criação de uma empresa única que converge os dois ou mais serviços oferecidos pelas empresas participantes. O serviço médico-hospitalar apresenta vantagens competitivas sustentáveis ao concentrar os esforços através da fusão dos interesses e das competências essenciais de cada grupo participante. Com o avanço tecnológico e a concorrências cada vez mais acirrada, os estabelecimentos de saúde não são mais capazes de desenvolverem isoladamente as competências em todas as áreas de atenção assistencial, sob o risco de constituírem setores pouco eficientes e aquém da qualidade exigida pelo mercado. Ao fomentar a união de empresas especializadas, quais sejam, laboratórios de análises clínicas, centros de diagnósticos por imagem, serviços de hemodinâmica, grupos de anestesiologia, centros de atenção especializada em cardiologia, oftalmologia, endoscopia digestiva, entre outros, os hospitais de hoje são capazes de apresentar excelentes níveis de complexidade. No entanto, é comum a dificuldade em se padronizar, normatizar e harmonizar os interesses conflitantes, e ainda, percebemos com freqüência a ruptura do processo de crescimento da instituição, ou processo de certificações de qualidade, em virtude de determinados serviços não se adequarem no mesmo ritmo que os demais departamentos. O menor controle gerencial sobre os serviços agregados ao hospital, afeta enormemente os interesses globais da instituição, que se vê muitas vezes pressionado à recisões contratuais traumatizantes e embates de interesses muito divergentes. 

O poder regulatório é nocivo?

27 agosto, 2009 por rogerio furtado

Regulamentar é preciso? Encontramos em diversos momentos da economia, a atuação do governo no sentido de garantir a viabilidade do um determinado setor ou a economia como um todo. Será que a ausência dessas ações seria viável? Intuitivamente nos parece que não. Deixar que as forças de mercado atuem de forma livre em qualquer matéria não nos parece viável no longo prazo. Matematicamente já é comprovado que a busca incessante do sucesso individual levará invariavelmente à perda coletiva, um dos trabalhos premiados de Jonh Nash na Teoria dos Jogos. No segmento de saúde, a introdução da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), trouxe maior vigilância sobre os atores, no sentido de evitar o abuso econômico por parte dos planos de saúde e vem normatizando o comportamento dos atores envolvidos na assistência. O papel das agências reguladoras deve ser extremamente competente, blindada de interesses políticos ou sazonais, com visão de futuro de longo prazo, criando um ambiente competitivo e sustentável, o que certamente passa pela preservação do interesse social. O setor financeiro foi vitimado pela pouca atuação ou competência dos bancos centrais de todo o mundo, o que permitiu um efeito cascata de alavancagem financeira de enormes proporções, que não tinham compromisso com sustentabilidade e retorno produtivo de suas operações. Permitir abuso especulatório é uma falha no alicerce de qualquer atividade regulatória, cujo papel deve ser sempre o de promover uma competitividade sustentável e pautada no interesse comum, direcionada para o desenvolvimento e qualidade de vida da comunidade que sempre será afetada pelo a atividade desenvolvida pelas empresas de forma direta ou indireta. No entanto, cabe salientar que o poder legislativo e executivo deve dispor de grande sabedoria e isenção no momento de atuarem sobre qualquer setor da economia, sob pena de colher um efeito reverso para o interesse comum. Como exemplo, imagine se os atos regulatórios da ANS destruíssem a eficiência do setor de saúde suplementar? Seriam mais de 40 milhões de consumidores que seriam despejados no SUS, o que certamente traria um verdadeiro caos social.

Renault-Volvo: um case de insucesso

27 agosto, 2009 por rogerio furtado

Um insucesso em processo de fusão ou aquisição é muito mais fácil e freqüente de acontecer. O sucesso das operações dependem de diversos fatores, forças envolvidas e interesses conflitantes, no entanto, no caso Volvo-Renault, o que podemos destacar é o importante papel dos principais executivos envolvidos intimamente na negociação. Os CEO´s negligenciaram o devido respeito às dúvidas e resistências dos stakeholders, demonstrando desprezo aos conflitos culturais envolvidos e o natural apego nacionalista que ambas as empresas gozavam. Apesar de grandes sinergias encontradas, cuja recomendação pelo fusão é comumente encontrada entre os especialistas, seria necessário grande empenho dos conselhos administrativos no sentido de minimizar os sentimentos de perda de controle e evitar caracterizações de sobreposição de uma nação em detrimento de outra, para que os adjetivos positivos fossem melhor explorados no campo do provável ganho operacional e de market share que o processo de fusão bem sucedido traria a ambos os lados. Como sugestão aos que estão interessados em processos de fusão, vale lembrar que as fusões devem ser conduzidas com muita sensibilidade emocional, não desprezar a parte hipoteticamente mais frágil, ter respeito à cultura organizacional e manter grande foco nas vantagens que serão atingidas através das sinergias.

Modelo Delta

22 junho, 2009 por rogerio furtado

modelo delta

Motive-se para a mudança…

12 maio, 2009 por rogerio furtado

Aproveite este lindo vídeo

(permita-se 5 minutos de motivação para este dia…ligue o áudio) 

Toda mudança exige do líder: ENERGIA e SINERGIA.

Prepare sua equipe para o sucesso… faça-os brilhar…

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Holding Familiar

22 abril, 2009 por rogerio furtado

Artigo - Federal - 2007/1526 - Elaborado em 05/2007.

Copiado do site http://www.g-10.net/12_33.htm em 22/04/2009.

1. Definição: A expressão holding significa segurar, manter, controlar, guardar. Não reflete a existência de um tipo de sociedade especificamente considerado na legislação, apenas identifica a sociedade que tem por objeto participar de outras sociedades, isto é, aquela que participa do capital de outras sociedades em níveis suficientes para controlá-las.Companhia holding é qualquer empresa que mantém ações de outras companhias em quantidade suficiente para controlá-las e emitir certificados próprios. Em sua forma mais pura, a companhia holding não opera partes de sua propriedade, mas direta ou indiretamente controla as políticas operativas e habitualmente patrocina todo o financiamento. (Walter E. Lagerquist).Companhia holding é uma sociedade juridicamente independente que tem por finalidade adquirir e manter ações de outras sociedades, juridicamente independentes, com o objetivo de controlá-las, sem com isso praticar atividade comercial ou industrial. (Oscar Hardy).

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Fusão Compaq X Digital

6 abril, 2009 por rogerio furtado

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A fusão da Compaq com a Digital, duas grandes empresas do setor de informática, nos meados de 1998, foi reconhecida como uma das maiores operações de fusão de empresas no setor e movimentou cerca de 9,6 bilhões de dólares. A operação foi finalizada através da troca de ações entre as empresas, visando à aquisição do controle por parte da Compaq. 

O processo de avaliação das empresas em questão seguiu critérios estabelecidos nas práticas de governança corporativa, onde podemos perceber 3 etapas fundamentais:

- Avaliação do “status quo”

- A aquisição do controle

- A avaliação das sinergias envolvidas

A avaliação da Compaq e da Digital inicialmente foi feita em seu status quo”, ou seja, reavaliando seus ativos a preço justo e projetando seu rendimento de acordo com seu comportamento histórico.O estudo foi baseado em fluxo de caixa descontado, levando-se em conta o custo de capital das empresas e seu crescimento, aos níveis previstos e com a empresa desenvolvendo suas atividades isoladamente.

Na segunda etapa, acrescentou-se ao estudo o valor da aquisição do controle. Ou seja, neste momento, percebemos que os levantamentos apontaram que a Digital poderia obter melhores resultados com uma administração mais eficiente, e conseqüentemente, as projeções de crescimento e lucro líquido poderiam ser revistos após a fusão, o que conseqüentemente permitiria um acréscimo aos valores avaliados em “status quo”.

Finalmente, o estudo aprofundou-se nas sinergias envolvidas, ou seja, além do valor dos ativos no seu “status quo”, valorizando-se pela mudança do controle da Digital, acrescentou-se as Sinergias. Neste último critério envolvido, as sinergias envolvidas no processo de fusão aumentariam ainda mais as possibilidades de resultados positivos das duas empresas no futuro, através de ganhos de escala, meios de distribuição, novos mercados e alteração dos custos de capital, entre outros.

Em resumo, percebemos que na fusão haviam bons ativos isolados a serem adquiridos, mas também haviam perspectivas de melhores desempenhos com a mudança do controle e sinergias criadas após a união das empresas.

No entanto, pelos estudos demonstrados na época, a Compaq ainda pagou um ágio adicional pela oportunidade, por questões do cenário do mercado, que extrapolaram todos os estudos de avaliação de empresas realizados na época, sinalizando um grande otimismo dos empresários do setor naquele momento.

Napoleão Bonaparte: Empreendedorismo e Inovação

30 março, 2009 por rogerio furtado

A humanidade teve grande influência deste líder único e brilhante. Napoleão foi capaz de perceber as limitações das técnicas vigentes de guerra e criou um modelo mais dinâmico de travar suas batalhas. Ficou reconhecido como um comandante capaz de mudar rapidamente a localização de suas tropas. O comandante do império francês optou por reduzir o peso dos mantimentos que os soldados carregavam durante suas incursões, o que permitia que os soldados chegassem melhor preparados mais rapidamente ao local de combate.  Sua destreza na condução das tropas não se resume a avanços na capacidade de armazenar alimentos compactados ou a criação do “Corp d’Armée”. O que mais chama a atenção na Liderança de Napoleão é sua capacidade de supervisão e motivação de seus soldados. As freqüentes conversas, a promessa aos vencedores por dias melhores, honra e glória, mantinha seus comandantes com grande fidelidade. O padrão de pequenas unidades de combate (Corp d’Armée) dispostas de forma sinérgica, porém com autonomia e individualidade, permitia que situações de fraqueza pudessem detectadas e neutralizadas rapidamente.

Não se consegue sucesso apenas com boas idéias, o que fortalecia Napoleão e fazia efetiva sua ordem era a proximidade que mantinha com seus generais e marechais. A confiança depositada em seus altos comandantes, aliada à intimidade de compartilhar com eles, a concepção e distribuição de suas estratégias, servia não apenas para orientar, mas também para formar uma nova cultura de guerra. A excelente habilidade de seus generais era fruto da intimidade com Napoleão e o incentivo à autonomia. Ou seja, quando nem tudo era perfeitamente planejado, os comandantes sabiam como Napoleão gostaria que eles reagissem e assim o faziam. Napoleão foi perfeito na arte de liderar durante grande parte de sua biografia.

No entanto, no final de sua carreira, esqueceu-se do hábito que o havia tornado o maior imperador da frança, começou a se afastar de seus imediatos, criou ordens a distância e sem o devido refinamento estratégico, negligenciou os métodos de motivação e inibiu a liberdade de acesso a ele como líder. Conseqüentemente, as informações que chegam a Napoleão no final de seu império são de má qualidade, suas ordens são disseminadas de forma menos enérgica e a fidelidade de seus comandantes está abalada. A queda de seu império seria uma questão de tempo.

Ativos Intangíveis X Goodwill

29 março, 2009 por rogerio furtado

Em avaliação de empresas, principalmente em momentos de fusões e aquisições, observamos a necessidade de avaliar de forma completa todos os ativos disponíveis e imobilizados da empresa. Neste cenário, o ativo intangível é fundamental para mensurar  o real valor da empresa analisada. De acordo com as normas atualmente dispostas no pronunciamento CPC-04, em consonância com as diretrizes IFRS, o ativo intangível para ser reconhecido deve necessariamente atender a alguns requisitos, ou seja, “Ativo intangível é um ativo não monetário identificável sem substância física” (CPC-04).  Ante o exposto, cabem algumas considerações que delimitam melhor o que é ATIVO INTANGÍVEL:

- ser um ativo identificável isoladamente, ou seja, capaz de ser descrito individualmente e, inclusive, capaz de separá-lo da instituição em análise.

- ser controlável, ou seja, ter a característica de aceitar domínio, exclusividade de quem o controla, ou resultar de benefícios contratuais e protegidos pela lei em vigor.

-ser capaz de gerar benefícios econômicos.

O erro mais comum é confundir ativo intangível com ágio por expectativa de rentabilidade futura (goodwill).

O ágio (goodwill) ou deságio (goodwill negativo) nas negociações de empresas extrapola o cálculo contábil do valor justo da empresa.

Por meio das técnicas de reavaliação de empresas, os ativos e passivos podem ser revistos,  o valor histórico é ajustado para o valor recuperável ou justo, acrescenta-se a isso o ativo intangível da empresa, com a devida contra-partida no patrimônio líquido sob a anotação de ajuste de equivalência patrimonial.

Na prática, as sinergias envolvidas na negociação, a liquidez dos ativos negociados, as condições macroeconômicas e demais conjuntos de qualidades do negócio é que finalizam a negociação a preço de mercado. A negociação com valores acima ou abaixo do valor justo contábil é reconhecida como um ágio ou deságio no valor final da transação.

Assim como as formas de avaliação de empresas (valuation) são métodos passiveis de falhas e interferência do avaliador, o cálculo exato do ativo intangível também sofrerá destas mesmas dificuldades. Por sua baixa materialidade e dificuldade de comparação financeira, exceto em situações onde o direito de exploração ou concessão esteja bem quantificado, o ativo intangível poderá influenciar grande ágio ou deságio nas situações negociais. A marca ou patente são considerados importantes ativos intangíveis, no entanto, sua avaliação depende de expectativas futuras, e, consequentemente, fragilizam ainda mais sua quantificação e credibilidade.