Como ser criativo?

19 julho, 2009 por rodrigoramos

Alguns meses atrás dei aulas de empreendedorismo para uma turma de curso técnico no Senac de Ribeirão Preto e perguntei para os cerca de 50 alunos quem se considerava criativo. Apenas 5 ergueram as mãos.

É muito comum pensarmos que criatividade é um dom, ou nascemos criativos ou não. Que a criatividade é fruto de uma certa genialidade, de pessoas excêntricas que fechadas em um quarto/escritório/laboratório bagunçado conseguem ter idéias mirabolantes. Não compartilho destas idéias.

Assim como a definição do professor de Stanford Robert I. Sutton, defendo que todo o ato criativo é resultado de uma nova combinação de idéias existentes. Ou seja, fazer novas coisas com aquilo que já existe. Por exemplo, combinar tecnologias de armazenamento de música digital com um design arrojado e uma interface amigável para criar o primeiro Ipod. A Apple não inventou a música digital, o sistema de armazenamento, a tela de LCD, a bateria, mas conseguiu unir e aperfeiçoar todas essas tecnologias já existentes em um produto inovador.

Se criatividade é uma combinação de idéias, entendo que a única forma de sermos criativos é conhecer muitas idéias. Quanto mais abrangente for o nosso conhecimento, mais criativos seremos. Por isso,  temos que ser curiosos, estudar sobre diversas áreas de conhecimento (e não somente daquelas em que somos especialistas), estar atento para tendências e também compartilhar nossas idéias com pessoas das mais diferentes idades, círculos sociais, raças e vivências.

Aliás, dividir e debater experiências são a melhor forma de associar idéias pois aproveitamos o conhecimento e vivência de outras pessoas no processo criativo. É por isso que as grandes invenções e produtos são fruto de equipes, pois cada membro tem um conhecimento, uma vivência diferente que pode se transformar em caminhos para novas idéias do grupo.

Então, se quiser estimular a sua criatividade, estude mais, compartilhe mais e ouça mais!

Abaixo segue vídeo onde o professor Sutton explora essa combinação de idéias com criatividade (em inglês com opções de legendas).

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Mc Donald’s Verde

18 julho, 2009 por rodrigoramos

Visitando o ótimo blog Elogios por Dia li um post totalmente relacionado com o que venho escrevendo sobre “Os gigantes da onda verde”, falando sobre uma loja verde do Mc Donald’s na Carolina do Norte (EUA).

O Mc Donald’s lançou um projeto piloto de lojas “verdes” que utilizam tecnologia e práticas que diminuem o consumo de energia, água e recursos naturais. O projeto contempla os interesses da sociedade, meio ambiente e com certeza gerará muito valor para a marca e acionistas da empresa.

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Interior Verde 

Tudo começa na construção da loja, onde são utilizados materiais de construção com o máximo de elementos reciclados (madeira, metais, gesso), comprados na região onde a loja será construída, estimulando a economia local e diminuindo a emissão de gases poluentes no transporte dos materiais de outros locais para a obra. Cerca de 95% da madeira utilizada na construção é certificada pela FSC e todas as tintas, selantes e adesivos possuem o mínimo de compostos orgânicos voláteis (poluentes do ar e água). Os equipamentos e iluminação de cozinha são preparados para ter o máximo de eficiência, reduzindo o consumo de energia elétrica e de água. O projeto de arquitetura contempla muitas janelas e clarabóias, possibilitando o máximo de utilização de iluminação natural. A loja também possui um sistema inteligente de iluminação artificial que regula a intensidade das lâmpadas de LED com a intensidade da luz exterior, diminuindo também o consumo.

Exterior Verde 

O local é escolhido de forma que seja de fácil acesso para as pessoas irem a pé ou com transportes alternativos, diminuindo as emissões de carbono. As lojas contam com vagas preferenciais para veículos com menor consumo de combustível e híbridos, além de estação para recarregar veículos elétricos. As plantas utilizadas no paisagismo são nativas e adaptadas para sobreviver com pouca quantidade de água.Por fim, nos restaurantes existem quiosques multimídia com  conteúdo educativo sobre sustentabilidade a fim de conscientizar a população local.

Parabéns para o Mc Donald’s por esta iniciativa! Uma empresa que era vista como “vilã” da sociedade por contribuir com a epidemia global de obesidade está transformando a sua marca com ações como a substituição dos seus cardápios com alimentos mais saudáveis, educação da população para alimentação mais saudável, estímulo ao esporte e, com esta ação, benefícios para o meio ambiente e sociedade.Acredito que em pouco tempo a empresa irá superar a imagem negativa e será vista por todos como uma empresa consciente e benéfica para a sociedade.

Clique aqui para mais informações sobre o projeto.

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As gigantes do movimento verde - GE

17 julho, 2009 por rodrigoramos

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Este é o último post da série “As gigantes do movimento verde” sobre o ranking que assisti das empresas que mais se destacam em iniciativas de sustentabilidade no mundo. Na minha opnião, a GE é a que apresenta o modelo mais amplo, até mesmo pelo modelo de negócios da empresa baseado em inovação.

Desde 2004, a empresa investe em inovações que diminuam o impacto ambiental das suas fábricas e reduzam, ao mesmo tempo, os seus custos de produção. Estas inovações se tornam produtos que são comercializados e geram o mesmo benefício aos clientes da GE. A estratégia de investir em tecnologias verdes que diminuam os custos da empresa e se tornem produtos lucrativos para a GE foi dado o nome de Ecomagination.

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Inicialmente contando com 17 produtos, o portfolio ecomagination já alcançou em 2008 mais de 80 produtos, chegando à um faturamento de U$17 bilhões / ano (o equivalente ao faturamento da Gerdau). Os produtos abrangem uma ampla gama de segmentos como eletrodomésticos de menor consumo, Lâmpadas de LED, turbinas de avião, motores de trens, geradores e outros produtos de aplicação industrial. Todos eles com menor consumo de energia e menor emissão de resíduos.

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Combinando menor impacto ambiental, com maiores lucros, a estratégia Ecomagination da GE está entregando para os seus stakeholders aquilo que toda empresa responsável deveria buscar hoje: gerar valor para o acionista, para o ambiente e para a sociedade.

Conheça mais as ações da GE acessando o site http://ge.ecomagination.com/.

As gigantes do movimento verde - Honda

16 julho, 2009 por rodrigoramos

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A Honda, assim como a sua concorrente Toyota, demonstra a preocupação do impacto dos seus produtos na sociedade e no planeta. Suas ações de sustentabilidade estão baseadas em 5 frentes:

- Redução na Emissão de Gases poluentes: A empresa se empenha em eliminar as emissões de gases poluentes (como o monóxido de carbono e óxido nitroso) dos veículos movidos à gasolina.

- Redução na emissão de CO2: A Honda trabalha para casar a demanda por mobilidade com a diminuição do CO2 emitido por seus veículos. Para isso, investe em veículos híbridos (gasolina + energia elétrica), nova geração de motores a diesel, sistema de injeção diferenciada e turbinas de avião menos poluentes.

- Combustíveis Alternativos: Nesta área a empresa é líder mundial na tecnologia limpa de célula de hidrogênio onde o seu automóvel FCX Clarity, emite como subproduto apenas água. Além disso investe em energia solar e combustíveis renováveis, lançando no Brasil a primeira moto do mundo com tecnologia Flex (etanol + gasolina).

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- Ciclo de Produção: A Honda busca produzir os produtos mais “limpos” e eficientes do mundo, nas fábricas mais “limpas” e eficientes do mundo.

- Comunidade: A empresa investe em ações de preservação do meio ambiente e de valorização das comunidades onde tem presença.

Mais informações sobre as ações da Honda, clique aqui.

Você consegue imaginar alguma empresa automobilística que não esteja preocupada com o meio ambiente, mesmo sabendo da sua grande participação na poluição do meio ambiente?

Pense nas marcas chinesas que estão desembarcando no Brasil.  Qual o custo (social e ambiental) do baixo preço desses produtos?

As gigantes do movimento verde - Toyota

14 julho, 2009 por rodrigoramos

Desde o lançamento do modelo Prius em 1997, a Toyota é líder em automóveis híbridos que geram menos poluentes e economizam combustível. O Prius e as diversas tecnologias que a Toyota está desenvolvendo são resultado de uma forte política de sustentabilidade que engloba não somente tecnologias de automóveis como também a preocupação na produção e no papel da empresa frente a sociedade.

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A visão de sustentabilidade da Toyota engloba três áreas: a Tecnologia, a Manufatura e a Responsabilidade Social.

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- Tecnologia: Através do seu departamento de pesquisa, a empresa procura a “mobilidade sustentável” onde desenvolvem produtos que atendam as necessidades dos consumidores e do meio ambiente, criando uma sociedade com mobilidade e harmonia com o planeta. Para isso estão desenvolvendo tecnologias para diminuir a emissão CO2, reduzir o consumo de combustíveis fósseis (com carros hybridos) e utilizar combustíveis alternativos como a célula de hidrogênio.

- Produção: na fabricação dos seus automóveis, a Toyota se preocupa não somente com o meio ambiente, mas também com a sustentabilidade em todos os processos, desde a produção até a coleta e reciclagem de automóveis usados. A empresa busca ter as plantas mais “verdes” do mundo, reduzindo ao máximo o desperdício, utilizando energia renovável em seu processo de produção, estimulando a consciência ambiental em seus funcionários, entre outras ações.

- Responsabilidade Social:  A empresa entende que contribui para a sociedade com a mobilidade que seus veículos proporcionam, mas além disso, realiza uma série de ações de educação ambiental em diversos países, patrocina ações e entidades voltadas ao meio ambiente (já investiu mais de 1,5 bilhões de yenes desde o ano 2000), além de investir na restauração de florestas tropicais.

Para quem quiser se aprofundar nas ações da Toyota, acesse o site global da empresa no http://www.toyota.co.jp/en/environment/sustainability/index.html e no site brasileiro http://www.toyota.com.br/meio-ambiente/intro.asp. Desde 1999 a empresa também disponibiliza relatórios sócio ambientais. Para acessá-los clique aqui (em inglês) ou aqui para o relatório brasileiro (2008).

Nos próximos posts descreverei as ações da Honda e da GE.

Ranking - As Gigantes do Movimento Verde

10 julho, 2009 por rodrigoramos

Hoje assisti um programa no canal Management TV (do grupo HSM) com o ranking com as 10 empresas que mais relevantes em Sustentabilidade no mundo. Normalmente rankings são questionáveis e os critérios de avaliação não foram colocados no programa, mas acho válido a exposição dos programas de sustentabilidade dessas grandes empresas. Nos próximos posts, irei descrever algumas ações das três primeiras colocadas do programa:

- Toyota (primeiro lugar)

- Honda (segundo lugar)

- GE (terceiro lugar)

O que é mais importante planejar ou agir?

10 julho, 2009 por rodrigoramos


O ótimo post de Jeffrey Stibel “Are you an Inventor or an Entrepreuner” no blog da Harvard Business, me fez pensar sobre a importância do equilíbrio entre o planejar e agir. Stibel defende que a diferença entre empreendedores e inventores é que os primeiros são aqueles que partem para a ação, fazem a idéia acontecer. Ele descreve como muitos empreendedores ficam “presos” nos seus planos de negócios, dedicando todo o seu tempo ao planejamento sem partir para ação. O problema, segundo Stibel é que “…planos de negócios normalmente são inúteis e até contra producentes…”.

No meu ponto de vista, devemos ter equilíbrio entre planejamento e ação. Planejar a implementação de uma idéia é diminuir riscos e aumentar as chances de sucesso. Partir para ação sem planejar é um jogo de tentativa e erro, onde as chances de sucesso e insucesso são próximas. Em um mundo com poucos recursos, o risco de não planejar é inaceitável.

Agora concordo que o melhor planejamento sem ação, não leva a nada. Conforme escrevi no post “O valor das idéias“, defendo que idéia sem ação realmente não tem valor. Já vivenciei experiências em grandes empresas onde a necessidade de números, pesquisas e projeções para aprovar um projeto faziam com que estes simplesmente não andassem. Quantas vezes já ouvimos também pessoas com idéias ótimas de negócio que simplesmente não vão para frente por falta de ação?

Desta forma, defendo a necessidade de um plano de negócios para novas idéias, de um planejamento cuidadoso, porém com altas doses de flexibilidade, propensão para correr riscos e vontade de implementá-las.

Os detalhes fazem a diferença

9 julho, 2009 por rodrigoramos

Quem costuma viajar com frequência sabe como são chatos os vídeos de segurança da aeronave. Sempre iguais e desinteressantes, apesar da sua grande importância. Porque não aproveitar esse momento onde a atenção das pessoas está totalmente voltada para a tela para reforçar a marca da empresa aérea? Lendo o Blog do Cherto me deparei com este ótimo vídeo de segurança da Air New Zealand (aqueles que passam antes da decolagem). Observe que o uniforme das comissárias e pilotos são pintados no corpo, ou seja, eles estão nus! E para quem acompanha o inglês, repare na linguagem descontraída, direta e jovial.

Não conheço a Air New Zealand, mas posso dizer somente assistindo este vídeo que a sua marca me transmite inovação, ousadia, alegria, jovialidade e, mais importante de tudo, que é diferente das demais.

Em um mundo de produtos e serviços “commoditizados”, são os detalhes que fazem a diferença!

O acaso nos negócios e na vida

7 julho, 2009 por rodrigoramos

Reforçando a idéia do acaso (conforme escrevi no primeiro post deste blog “Será que as grandes idéias nascem ao acaso“), gostaria de descrever resumidamente a história de um grande amigo Régis Hoshino, que mostra como o acaso também influencia nossas vidas.

Lendo um artigo no jornal indicado por um amigo, Régis conheceu sobre o incentivo que o governo canadense estava oferecendo para brasileiros irem morar e trabalhar naquele país. Como ele é fanático por viagens, a idéia pareceu bem agradável. Mesmo sem ter idéia de onde iria trabalhar ou morar no Canadá, uma vida estável e com um bom trabalho na Nestlé do Brasil, ele resolveu dar entrada no visto de imigração (similar ao “green card”americano). Durante o processo de visto, um colega de trabalho da Nestlé (um argentino que morava na suíça), o convidou para uma semana de trabalho na filial canadense da empresa (sem saber de nada sobre o visto). Durante essa semana, Régis procurou alguns executivos e colocou sua vontade de mudar para o país, com a facilidade de ter visto permanete. Foi o suficiente para fazer entrevistas e garantir uma vaga de Suply Chain Manager na filial canadense da Nestlé, antes mesmo de se mudar para lá.

O que aconteceria se ele tivesse matado a sua idéia de morar no Canadá por não saber onde iria trabalhar ou morar, ou pelo medo de perder a estabilidade de um bom emprego por aqui? 

Estou escrevendo a história desse amigo para reforçar que quando estamos abertos para novas possibilidades (na vida, nos negócios, nas idéias) e principalmente partimos para a ação, o acaso faz a sua parte. 

Para que serve um container?

6 julho, 2009 por rodrigoramos

Um bom exercício de criatividade é imaginar outros usos para os produtos que vemos no dia a dia. Muitas vezes surgem oportunidades para novos negócios que nunca havíamos imaginado. Vou fazer uma simulação de como as idéias podem se combinar e resultar em produtos completamente inusitados.

O container foi pensado e desenvolvido para transporte de cargas, certo? Mas que tal uma casa feita a partir de um container? Pode-se aproveitar containers usados e transformar em uma casa de baixo custo, fácil transporte e construção (como esta casa chinesa abaixo).

Não ficou muito impressionado? Uma simples idéia de fazer uma casa pode se transformar em algo mais sofisticado. Que tal essas casas sustentáveis da BG Blocks feitas de cinco containers reciclados que utilizam energia solar e água aproveitada de chuvas: 

Bom se podemos fazer casas com mais de um andar, por que não fazer prédios inteiros de containers?

Se podemos fazer até um prédio de containers, seria razoavelmente simples construir um restaurante “móvel”, que acompanhe os seus clientes nas férias de verão, por exemplo.

Mas pensando bem, se o importante for mobilidade, por que ficar preso à um container? Que tal construir uma casa que possa ser drasticamente reduzida para transporte e seja facilmente expandida no local desejado? Poderíamos levar a nossa casa para passar as férias no campo, por exemplo.

É claro que essa foi somente uma simulação e cada um dos exemplos acima são produtos de empresas distintas que não necessariamente se inspiraram nas outras.Mas as associações de idéias são muito poderosas. Um bom brainstorming pode transformar um simples container em uma casa móvel e flexível.

Faça o teste! Junte alguns colegas, escolha um produto do seu dia a dia e pensem no que isso poderia se transformar. Façam sem críticas, deixem as idéias rolarem sem se preocupar se são viáveis ou não.

Garanto que o resultado será no mínimo inusitado!