Etica e Governança Corporativa

12 dezembro, 2011 por Ricardo Davini

ATRIBUIÇÃO DA ÉTICA E DA MORAL ÀS PRÁTICAS DE GOVERNANÇA CORPORATIVA

 

Resumo: Os grandes escândalos financeiros, envolvendo diversas corporações nos EUA que causaram prejuízos incomensuráveis ao mercado, despertaram a atenção da sociedade em geral para a relevância do estudo da governança corporativa. Este trabalho objetiva a demonstrar as práticas de governança corporativa no âmbito empresarial das empresas, tendo as premissas da ética e da moral contextualizadas, demonstrando sua importância no mundo corporativo para a eficácia do processo como um todo. Desta maneira, para que possamos atingir o objetivo proposto, ao longo do presente texto, refletiremos sobre os conceitos de ética, moral e governança corporativa.

Palavras – Chave: ética – moral – governança corporativa

ÉTICA

 

Derivada do grego “ethos” que traduz a interioridade do ato humano, ou seja, aquilo que gera uma ação genuinamente humana e que brota de dentro do sujeito moral, ou seja, êthos remete-nos para o âmago do agir, para a intenção. Também variando de palavras em Latim que levam a “costumes”, está relacionada ao caráter e busca o conhecimento do modo de viver do pensamento humano, diferenciando-se da moral que trata de normas, regras e tabus estabelecidos pela sociedade.

Antigamente a ética buscava os fundamentos teóricos para encontrar o melhor modo de viver, e conviver, analisando o melhor estilo de vida tanto pública como privada. Após a revolução industrial, que parametrizou a profissionalização e a especialização do conhecimento, o estudo da ética tornou-se uma disciplina independente, sendo definida como “a área da filosofia que se ocupa do estudo das normas morais nas sociedades humanas”1  .

Se analisarmos nesse sentido, podemos dizer que a ética busca explicar os usos e costumes de um agrupamento humano e procura solucionar seus dilemas comuns. Então a ética acaba por ser uma ciência que estuda a conduta humana nas relações em sociedade.

Apesar de haver base princípios éticos na lei, como tal a ética não pode ser confundida, pois o Estado criador da lei não pode obrigar o indivíduo a cumprir normas éticas por força, e menos ainda impor sanções, pois estas se delineiam por si mesmas atreladas por comportamentos únicos de cada ser.

Dada a vastidão do assunto, seu estudo remontaria a muitas eras históricas, partindo de uma formação societária de base, desde o homem das cavernas e seus comportamentos aos dias de hoje. Há campos específicos da história e da antropologia que cuidam especificamente dessas áreas e até das ciências naturais (anatomia, biologia) que procuram o conhecimento através do comportamento natural do indivíduo para entender seu comportamento.

Entretanto, a ética por si mesma, se restringe ao campo particular do caráter e da conduta humana à medida que esses estão relacionados a certos princípios comumente conhecidos por “princípios morais”.

Outra discussão infindável já pendendo para o lado filosófico da questão, seria tratar o lado certo, errado da questão ou ainda pender para o bem ou mal das situações. Como mensurar e delinear atitudes, como parametrizar comportamentos e ações das mais diversas possíveis? Pela filosofia os assuntos mais diversos oriundos da discussão ética resvalam para a falta devida de significancia, fadado portanto ao fracasso certo.

1-                 Institute for Global Ethics

Um bom resumo diz-se que o indivíduo por ter a noção do bem, e do certo tem a capacidade de praticá-lo, porém o contrário também, logo levando à escolha das atitudes e comportamentos que o conduzam ao bem ou estar dependendo do que vier a escolher.

Pela filosofia o comportamento ético é aquele considerado bom, onde os impactos das atitudes são positivos e levam a uma sensação de bem estar, de dever cumprido, de aceitação dos demais indivíduos.

Por bom ou certo, analisam-se as circunstancias e não as leis em geral. E essa bondade se determina pelo resultado das ações ou pelos meios que levaram a esse resultado. “Como deve-se agir perante os outros” é a grande questão que leva ao centro da Etica, pois respondendo a essa pergunta é que se determina o meio em que se vive e a convivencia com os demais indivíduos.

A ética, através dos tempos, proporcionou à filosofia o direito de tratá-la como doutrina especulativa do comportamento, não podendo ser normativa, pois essa característica acaba por ser essencialmente da moral. As mudanças do comportamento vem sendo observadas desde então e através da comparação com a moral, é possível se detectar os problemas e indicar caminhos, mostrar enfim como cada indivíduo age, se forma, se constrói, em relação à convivencia em sociedade.

Extensos são os campos de aplicação da ética, tais como economia, política, ciencia que levam a outros campos como ética nos negócios, nas pequenas e grandes empresas e corporações. Atinge a família, a sociedade em torno do indivíduo, os comportamentos de guerra, ou movimentos ecológicos e feministas.

A ética conclama em silencio ou em alarde por causa própria a todos a voltarem para si em suas reflexões, pensamentos e ações e agirem de maneira a que todos tenham o desejado bem estar. Mas por muito ou por pouco, não se sabe bem, é um clamor silencioso que atinge a poucos que estão dispostos a seguirem suas convicções, a arriscar-se a mudanças de comportamento, de considerar o outro antes da ação. De observar antes de agir, de aprender e utilizar o conhecimento, de viver de maneira correta, ética. Acaba por ser uma chama na escuridão a apagar-se lentamente ao longo do tempo por falta de ar que a sustenha.

MORAL

 

A moral vem do latim “mores” que é relativo aos costumes. Remonta ainda à Roma antiga onde sua origem se relacionou muito com a palavra grega êthica mas à parte que tratava da questão dos hábitos, costumes, usos e regras na associação dos valores sociais.

Essa confusão de associações entre o comportamento humano e as regras que o cerceiam acabou por afetar o entendimento de muitos entre a ética e a moral. Apesar disso, concluem-se os estudos que a ética encontra-se com a moral no sentido de que não existem costumes e hábitos de convivencia em sociedade separados de uma ética individual, seguido de um valor social que devidamente enraizado numa sociedade, torna-se uma lei, que por si rege a própria moral.

A moral é um conjunto de regras estabelecidas no convívio do indivíduo em sociedade, ou seja uma forma de controle social. Ela se submete a um valor que vai desde o cumprimento do dever como ato de vontade própria, até a obediencia de lei fixada por normas, usos e costumes da sociedade.

A vontade de cumprir os valores não deve ser subjetiva, pois então ficaria somente na aspiração a atingir o bem, de forma abstrata. De maneira concreta, é necessário integrar a moral com objetivo, levando a assimilação e cumprimento das normas estabelecidas e mais importante a aceitação dessas normas pela sociedade, mesmo que reformuladas de tempos em tempos.

A moral tem por objeto o comportamento humano devidamente regido por regras e valores morais, os quais se encontram gravados em nossas consciências, e em nenhum código; comportamento resultante de decisão da vontade que torna o homem, por ser livre, responsável por sua culpa quando agir contra as regras morais.”

Um assunto que sempre foi alvo de curiosidades e estudos, várias foram as temáticas a respeito de sua origem, que vão de biológicas a empíricas, mas num grande contexto pode-se resumir em que a moral não surge de forma natural, como a benevolencia mas da capacidade do ser humano de se colocar no lugar do semelhante, de sentir as agruras do outro com se fossem suas, e fazer com que as experiências do outro enriqueça as suas próprias.

A discussão da Ética em relação à Moral

 

A ética se preocupa com o comportamento do homem em sociedade enquanto a moral é um conjunto de normas que o regulam, tornando o seu caráter obrigatório.

Independendo de estudos, a moral sempre existiu, pois o ser humano possui a consciencia que o leva a distinguir o bem do mal no contexto em que vive. A Ética por sua vez investiga e explica as normas morais, levando o homem a agir não somente por costumes, educação ou tradição, mas por convicção e inteligencia.

A ética é teórica e reflexiva enquanto a moral é prática; no entanto ambas se completam, pois o conhecer e o agir são indissociáveis. A análise da ação mediante as situações as colocam em constante interação para definirem o melhor caminho a seguir. A ética acaba por ser uma espécie de juíza do comportamento moral do indivíduo, cerceando as ações e esclarecendo a realidade.

A ética e a moral por fim significam respeitar a vida; dentro de ações medidas e conscientes ou completamente distorcidas, o homem toma as rédeas da vida, da convivencia, e controla o bem e o mal, de maneira que a ética e a moral se formem numa mesma realidade.

 

GOVERNANÇA CORPORATIVA

A governança corporativa está relacionada à gestão de uma organização, sua relação com os acionistas (shareholders) e demais partes interessadas (stakeholders): clientes, funcionários, fornecedores, comunidade, entre outros. Sua essência está baseada em mecanismos de solução para o conflito de agência, decorrente da assimetria informacional e conflito de interesses entre as partes envolvidas.

O movimento pela governança corporativa teve seu início em meados da década de 80 nos EUA. Os grandes investidores institucionais passaram a se mobilizar contra algumas corporações que eram administradas de maneira irregular, em detrimento aos acionistas. Esse movimento foi se expandindo pelo mundo, chegando à Inglaterra, inicialmente, e depois se estendendo pelo resto da Europa.

No Brasil, essa corrente é mais recente. Começou a partir de 1999, com a criação do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) e do primeiro Código Brasileiro das Melhores Práticas de Governança Corporativa, e vem crescendo significativamente. Também a reforma da lei das sociedades anônimas em 2001 promoveu um considerável avanço nos padrões de governança na legislação brasileira.

A importância da governança corporativa não se concentra apenas em disciplinar as relações entre as diversas áreas de uma organização ou com partes externas. A implementação das boas práticas de governança corporativa possibilita uma gestão mais profissionalizada e transparente, diminuindo a assimetria informacional, minorando o problema de agência, procurando convergir os interesses de todas as partes relacionadas, buscando maximizar a criação de valor na empresa.

 

Modelos

 

Segundo o IBGC, os sistemas de governança corporativa no mundo dividem-se em dois grupos:

1. “Outsider System”: é aquele em que os acionistas são pulverizados e estão alheios ao comando diário da empresa. Dentro deste sistema encontra-se o modelo anglo-saxão adotado nos Estados Unidos e Reino Unido, sendo caracterizado da seguinte forma:

- estrutura de propriedade dispersa nas grandes empresas,

- papel importante do mercado de ações na economia,

- ativismo e grande porte dos investidores institucionais,

- foco na maximização do retorno para os acionistas (“shareholder oriented”).

Esse modelo em que os acionistas apesar de não fazerem parte da gestão operacional da empresa, sabem que todas as ações realizadas, são em função do bom retorno financeiro aos acionistas, portanto relatórios de desempenho e análise de indicadores financeiros fazem parte do cotidiano da empresa

2. “Insider System”: é aquele em que grandes acionistas estão no comando das operações diárias, diretamente ou via pessoa de sua indicação. Dentro deste sistema encontra-se o sistema de governança corporativa da Europa Continental e Japão, que se caracteriza da seguinte forma:

- estrutura de propriedade mais concentrada,

- presença de conglomerados industriais-financeiros,

- baixo ativismo e menor porte dos investidores institucionais,

- reconhecimento mais explícito e sistemático de outros “stakeholders” não financeiros, principalmente funcionários (“stakeholder oriented”).

Com a participação ativa de acionistas e, como dito anteriormente, com a participação de outros stakeholders, a gestão passa acontecer, também, fora da empresa com a apresentação de projetos que atinjam a comunidade ao redor com trabalhos sociais e ambientais e por conseqüência a continua apresentação de relatórios e balanços sociais.

 

Mecanismos

A governança corporativa se da através da plena utilização de seus mecanismos, são eles: Conselho de administração, auditoria independente e conselho fiscal.

Conselho de Administração

Orgão responsavel pelo auxilio à Diretoria Executiva na elaboração das estratégias, assim como definir, orientar e supervisionar os executivos quanto a parametrização de valores estrategicas às empresas.

Auditoria Independente

Conjunto de procedimentos tecnicos que tem por objetivo atestar a adequação de um ou fato para imprimir-lhecaracteristicas de confiabilidade. Com isso a clareza das ações e numeros de um empresa se tornam maiores, tornando assim muito mais confiaveis aos olhos de agencias reguladores, clientes e acionistas

Conselho Fiscal

Tem como função examinar a prestação de contas do exercicio assim como emitir pareceres sobre demonstrativos contabeis. Deve também verificar atos dos administradores e verificar o cumprimento de seus deveres legais e estatutarios.

A não utilização da governança corporativa, históricamente nos trouxe diversos problemas empresarias como abudo de poder, erros estratégicos e fraudes, logo podemos afirmar que a boa utilização da governança corporativa contribui para o desenvolvimento economico sustentável das empresas, proporcionando o controle total sobre um corporação, fato esse que só norteia seus diretores no caminho da definição de boas e consisas estratégias para suas empresas.

CONCLUSÃO

O movimento em torno das boas práticas de governança corporativa veio para ficar e não poder ser identificado com mais uma onda da administração. Desde seu nascimento, nos Estados Unidos na década de 80, os mecanismos de governança corporativa vêm proporcionando melhoras significativas na gestão das empresas e no ambiente regulatório, além de mais proteção aos investidores.

Uma administração competente aliada a uma política de transparência e prestação de contas pode gerar valor e se tornar um diferencial competitivo para a companhia.

Conclui-se que a ética é o instrumento fundamental para a vida em conjunto, seja na sociedade primitiva ou em uma corporação moderna. A humanidade não teria criado civilizações sem a adoção dos conceitos éticos e morais.

Experiência / Experience

20 abril, 2011 por Ricardo Davini

Olá a todos,

Andei pensando ultimamente sobre experiências e o quanto isso representa em nossas vidas. Quando jovens, galgando uma entrada no mercado de trabalho, reclamamos que as empresas não abrem as portas para o desenvolvimento de talentos, não entrarei nesse mérito, mas acho que atualmente existem grandes programas de estágios e jovens aprendizes disponibilizados pelas empresas, bem diferentes de alguns anos atrás, mas enfim, acho que melhoraram bastante nesse quesito.

Mas o fato é que experiências moldam o que será dos proximos anos, assim como nosso desenvolvimento enquanto profissionais e, recaindo sem sombra de duvidas sobre nosso estilo de ser, nossas idéias e compreensões dos eventos que acontecem e acontecerão em nossas vidas.

Não posso deixar de citar o livre arbítrio, não é o fato de termos passado por uma determinada esperiencia, que dela faremos a base para o resto da vida. Podemos, e devemos, a qualquer momento rearranjar a trajetoria de nossas vidas, ou como dizem os profissionais coaching copiando um jargão usado nas embarcações em alto mar, “traçar uma nova rota”.

E creio que mesmo mudando a rota, devemos aprender com nossas experiências, tirando o melhor de cada uma delas, e tenha certeza, cada uma delas teve ser valor, e aplica-las em nossos trabalhos com uma solução para uma caso dificil, em uma entrevista para se mostrar confiante a um entrevistador, em um grupo de amigos aprendendo a entender pontos de vista e balanceando com o propósito de ser ouvido e respeitado. A aplicabilidade de experiências é infinita e casos nem momentos oportunos irão faltar.

Por isso, se posso dar uma dica, explore suas experiências, compartilhe-as e acima de tudo, entenda-as. Pare por um momento e reflita sobre o que você aprendeu em determinada situação e o que pode tirar dela. Utilize as coisas más também, não as ignore, elas serão importantes e quando menos perceber, terá revertido algum quadro desfavorável e concluirá: “Meu Deus, não é que aquela merda de situação me ajudou em algo?!”

É isso gente……valeu!

Hello everybody,

I was thinking about experiences and how much representative is in our lifes. When young, looking for a entrance at the labor market, we complaint about the companies that don’t open the doors for the talent development, I won’t talk about this, but I think that actually theres greats treinee and young apprentice programs available at the companies, different of years ago, anyway, I believe they got better in this point.

But the fact is, the experiences shape what will be the next years, the same way our profesional development and going, without doubt,  to our self style, our ideas and comprehension of what are happening and will happen in our lifes.

I can’t leave to quote the free will, is not the fact of we experienced some thing, that this will be our rule for the rest of life. We can, and we must, at any moment rearrange the track of our lifes, or like the professional coach says, copying a jargon of boats in open sea: “plot a new route”.

I believe that even changing the route, we must learn with our experiences, taking the best of each one, and for sure, each one has its values, aply it in our jobs with some solution for a difficult case, in an interview showing yourself confident to the interviewer, in a friends group learning and understanding points of view and balancing with the purpose to be heared and respected. The experiences applicability is infinite, cases and opportune moments won’t miss.

So, if I can offer a tip, explore your experiences, share it, and above everything, understand it. Stop for a moment and think about what you learn in some situation and what you can take of it. Use the bad things too, dont ignore them, it will be important and when you realize, you will have reversed some unfavorable situation e will conclude: “My God, is it possible that shit helped me on something!?”

Thats is friends…thank you!

White Space - Extra

6 abril, 2011 por Ricardo Davini

Ola a todos,

Recentemente fiz a trinca de posts sobre criatividade e, além disso, um trabalho final do módulo de Princípios da Gestão da Inovação foi entregue porém sem necessidade de subir no blog. Mas gostei bastante do trabalho, alias a nota foi bem interessante, e quero compartilhar com vocês.

O trabalho se baseia no conceito do White Space, uma folha em branco, um espaço em branco onde baseado em algumas premissas bem amplas devemos trabalhar a criatividade.

Segue ele:

Inicialmente, as lideranças de muitas empresas brasileiras, e falarei só de Brasil, são de uma ou duas gerações atrás e cresceram com a administração clássica em mente. Esse modelo apesar de ainda muito vivo, aparentemente não funciona com idéias inovadoras, por isso minha proposta nesse quesito, são duas:

  • Jovens lideranças
  • Quebra de paradigma da administração clássica

Lideranças atuais apoiadas pelas lideranças antigas embasados nas idéias de inovação. Com isso, podemos até usar o já conhecido gerenciamento de processos / projetos para implementar coisas novas. Tendo uma idéia nova no papel, a meu ver, projetos e processos se encaixam com facilidade.

Quando falamos em premissas, quero partir do principio da crença, os lideres devem de fato acreditar na força da inovação, perceber que o mundo atual se fez com base em grandes inovações e não simplesmente ver como algo que talvez possa funcionar.

Falando em ferramentas, sou um grande fã da metodologia BSC, pelo fato da mesma ser flexível o bastante para inclusão e exclusão de perspectivas. Como se trata de um método já difundido e famoso pelas empresas, pensei no seguinte modelo: as já clássicas perspectivas, acrescida da perspectiva ‘inovação’.

bsc.jpg

Explico:

  1. Aprendizado e crescimento formando a base de recursos humanos internos satisfeitos em uma empresa com bons salários e treinamentos contínuos.
  2. Funcionários satisfeitos trabalhando motivados para organizar e melhorar processos internos clássicos em uma empresa
  3. Com processos organizados e bem desenhados, temos tudo pronto para a perspectiva da inovação, onde a empresa com base nas já citadas premissas trabalham em prol de novidades internas e novidades para os clientes
  4. Com processos internos organizados e uma base solida para o desenvolvimento da inovação, temos mais produtos/serviços de qualidade a ofertar aos clientes, que de acordo com a estratégia consumirá mais desses produtos/serviços
  5. E, finalmente, com clientes satisfeitos consumindo produtos vindouros de idéias baseadas em uma estratégia de inovação, temos receita, o objetivo final de uma empresa.

Aparentemente uma visão romântica da gestão da estratégia com base na inovação, mas se pegarem esse simples modelo e levá-lo a sério, poderão apostar pra valer que esse sonho pode se tornar realidade.

Foi isso.Espero que gostem da idéia!

Abraços

Futuro Criativo

28 fevereiro, 2011 por Ricardo Davini

Hoje, em meio a tantas metodologias, processos de trabalho, fórmulas mágicas, excessos de controle, consultorias vendendo soluções prontas, temos espaço para criatividade, conseguimos inovar ou será que metodologias e processos ja dão conta do recado em nossos trabalho? Vale refletir.

Ao mesmo tempo que vemos essas formulas de trabalho fazer sucesso mundo afora, muitos livros serem vendidos e grandes nomes da administração serem consagrados, podemos imaginar se há espaço para criatividade e se isso é visto com bons olhos pelo alto escalão das empresas.

Mas a meu ver, o ser humano sempre precisara de inovações e sempre tera inovações a mostrar ao mundo. Com base nessa criatividade que a evoução vem acontecendo e coisas sendo criadas, e, por mais que fórmulas mágicas apareçam prometendo tudo, nada superará a criatividade do ser humano.

O que deve de fato acontecer, são as empresas mais conservadoras abrirem seus olhos para o capital intelectual que possui e inspirar as pessoas a trazerem ideias e que essas ideias sejam ouvidas com respeito, sem desdenho. Com um clima desse, ate os mais conservadores entenderão o valor de uma boa idéia.

O futuro criativo esta garantido, tenho certeza disso, de uma forma ou de outra as coisas acontecem e continuarão acontecendo, o ser humano precisa disso pra dar continuidade a vida e a existencia do planeta Terra.

Caos criativo

21 fevereiro, 2011 por Ricardo Davini

Historicamente o ser humano vem mostrando que inovações e descobertas  estão inerentes à sua essência e que sempre, tanto as grandes personalidades de notório conhecimento público, quanto inventores de menor expressão, somando-se a população mundial, estão dispostos, e usarei um termo simples, a “fazer as coisas acontecerem”. Sim, meus amigos, girar a roda, fazer a engrenagem funcionar, andar pra frente, tudo em prol da evolução e progresso da própria raça humana.

Mas a pergunta/reflexão/discussão que quero levantar aqui é: “Porque temos que estar num situação extrema para começar a mudar as coisas?”. Ok, explicarei, porém, com mais perguntas. No governo de alguns países: “Porque só depois da taxa de desnutrição e fome se tornarem exorbitantes, o governo resolve ajudar os menos privilegiados?”. Em empresas: “Porque só depois que as contas estão estouradas, resolvem fazer cortes para diminuir custos?”. Em pessoas: “Porque só depois que estamos acima do peso, resolvemos fazer um regime?”.

O fato é, aparentemente, o ser humano não costuma pensar previamente nas coisas, ou talvez só de valor quando o problema aconteceu. Porque não ajudar os pobres antes da taxa de desnutrição se tornar muito alta? Porque não fazer economias antes das contas estourarem? Porque, meu Deus, sabendo do resultado de uma má alimentação, a pessoa não se alimenta com mais qualidade antes de ficar acima do peso?

Não que isso de fato seja uma regra, grandes movimentos também acontecem sem a premissa de um problema estar em evidência mas que uma boa e considerável parte deles aconteçam apenas após um grande problema, que a partir de agora chamarei de caos, não podemos negar.

Então, posso afirmar que o caos gera grandes movimentos, mudanças e inovações que sem ele, talvez não teríamos, ou seja, de certo modo e apesar de dores de cabeças homéricas geradas pelo caos, esse ainda é importante. Com base nisso, grandes situações mundiais de caos tiveram sua importância, pois desenvolvimento tecnológico e biomedicinal apenas aconteceram após terríveis guerras e epidemias atingirem a raça humana.

Com todas certeza grandes crises ainda ocorrerão e acredito que o ser humano, nessa perspectiva, não irá mudar. Ainda precisamos de um empurrão para que idéias, soluções e novidades aconteçam, até que me provem o contrário!!

E você, o que acha?

Abraços!

Criatividade

30 janeiro, 2011 por Ricardo Davini

Pensando em criatividade e lugares e situações que me inspirem, considerei diversas situações que de alguma forma pudessem me mostrar algo alem do que eu pudesse ver. Refleti a respeito do trabalho, ambiente burocrático com muitos processos a serem seguidos e pouco tempo para novidades e inspirações. Achei por bem, então, não considerá-lo um ambiente que inspira.

Pensei numa festa em família, ambiente descontraído em que minha mente esta tranqüila apenas aproveitando bons momentos com entes queridos. Mas ainda assim, não era um momento meu, onde apenas minhas idéias são foco. Descartei também esse momento.

Então, finalmente, me veio umas das coisas que sempre me deram prazer e com certeza, mesmo com o passar do tempo, continuarão a dar. Música. Música sempre fez parte da minha vida, desde os tempos com meu avô no interior de São Paulo, ouvindo musica sertaneja, até hoje enquanto convicto apreciador do heavy metal e suas vertentes.

Pois bem, esse é o ambiente e a situação que me inspiram e que posso fazer valer minha criatividade, um ambiente com musica, seja ele enquanto ouvinte, apreciando um CD ou presenciando um show, ou praticando em minha velha e querida Epiphone SG Special.

Captadores GibsonMinha guitarra!

Nesse momento, e posso dizer, principalmente praticando, estou voltado simplesmente pra mim e meus pensamentos, sem me preocupar com o que esta acontecendo do lado de fora que barulhos estão vindo de lá.

Meus poucos porem eficientes lapsos de idéias vieram quando praticava minha guitarra, sozinho em meu quarto. Idéias de crescimento profissional do tipo “Por que não fazer um MBA?”, ou “Ainda gosto desse trabalho?”, ou idéias não praticadas como “e se eu derrubasse as paredes de casa… ficaria mais espaçoso e o som propagaria melhor!”.

Imagino que quando pratico minha musica, idéias e inspirações que me dão prazer e me fazem bem, assim como tocar a guitarra, me vêem a cabeça, sejam elas viáveis ou não, mas sem duvidas idéias que nascem de um momento de alegria.

É isso, concluindo, musica me inspira. E você, meu amigo/amiga que le esse blog, o que te inspira?

Jogo do avião – Simulação de linha de produção

5 janeiro, 2011 por Ricardo Davini

Olá a todos, 

Farei um resumo para quem não conhece o jogo do avião e após isso, colocarei minhas análises quanto as 3 etapas. 

O jogo do avião simula uma linha de produção de aviões de papel, desde o primeiro recorte na folha A4 até o teste de vôo que era de 3 metros. Na primeira parte, cada etapa: recorte, dobradura, colagem de adesivo e teste de vôo, deveriam ser feitas em blocos de quatro em quatro, explico melhor depois. Na segunda etapa, a produção era contínua, um a um, com a utilização do Kanban. E por último, o líder juntamente com a equipe escolheriam o melhor modelo de produção e realizariam a adaptação que bem entendessem. 

Etapa 1: Produção em blocos de quatro em quatro 

Esse tipo de produção, a meu ver, e historicamente analisando, não funciona muito bem, pois cada participante da produção deve produzir 4 peças para, aí sim, passá-las para a próxima etapa. Isso faz com que toda a linha de produção fique parada durante muito tempo até que as peças cheguem a cada uma das etapas. E todos sabem que funcionários parados significam perda de dinheiro para a “empresa que produz aviões”. E, se algum dos funcionários for mais rápido, essas peças se acumularão em estoque e, podemos concluir que material em demasia em estoque também é perda de dinheiro. 

Somando-se a isso devo destacar 2 pontos:

  • Falta de experiência dos funcionários. Sem tempo para treino e uma linha de produção desorganizada, muitas peças foram descartadas, dando muitos prejuízos à produção;
  • Líderes desalinhados com a equipe. Os líderes tiveram que agir como muitos “chefes” mundo afora e cobrar desordenadamente suas equipes, aos berros. 

Claramente notamos que a dupla, funcionários inexperientes com chefe gritando aos quatro cantos ao invés de motivá-los, não ajudam em nada, qualquer que seja a empresa e seu segmento, pelo contrário, desmotiva e provoca graves conseqüências. 

Etapa 2: Produção Contínua, um a um 

Já com mais experiência, a equipe agora deveria produzir ao invés de blocos de quatro, realizar o feitio das peças uma a uma e passar para a próxima etapa. E tudo isso com a ajuda de um Kanban por etapa, ou seja, a etapa anterior só produziria caso o Kanban estivesse vazio, indicando que uma nova peça poderia ser feita e entregue.

 Com o uso desse recurso, a quantidade de recursos em estoque diminuiu drasticamente assim como o número de descartes, aumentando assim a produção de aviões aprovados no teste de vôo. 

Com equipe mais confiante e com um líder que ao invés de gritar, ajudava um pouco mais, tudo ocorreu de maneira melhor, mostrando que a produção um a um funciona bem melhor e que recursos de gestão como o Kanban estão disponíveis para serem usados. Os números mostraram o sucesso da segunda etapa frente a primeira, como por exemplo a cronometragem de cada etapa, importantes segundos foram ganhos como uma produção mais organizada. 

Etapa 3: Produção livre 

Na terceira etapa, as equipes puderam se reunir e discutir o melhor modelo de produção e propôr melhorias e, nesse momento, o líder, esse que vos escreve, perguntou a cada um da equipe se todos se sentiam confortáveis com suas funções e o que cada um sugeria para que a produção fosse mais eficiente. 

Alterações de posições não foram necessárias, pois todos após 2 horas produzindo aviões de papel sentiam-se confortáveis, mas, adequações de tarefas foram realizadas após analise de tempo em cada um dos passos. As tarefas mais longas foram divididas entre mais de um funcionário e as tarefas curtas foram realocadas a apenas um funcionário.

Uma novidade nessa etapa é que tínhamos uma meta. Vinte aviões deveriam ser produzidos, aprovados no teste de vôo e pelo cliente em dez minutos. Com base nisso, todos entenderam a importância da entrega dos vinte aviões e uma pequena reunião antes do início da produção foi feita para agrupar todos no mesmo foco, trazendo calma e coletividade à equipe de trabalho.

Conclusão:

Todos os vinte aviões foram produzidos e entregues com sucesso, sem peças descartadas e sem excesso em estoque, um minuto antes do tempo limite. O tempo de produção, ponto a ponto e como um todo, quantidades em estoque e de desperdícios, todos os números melhoraram, mostrando que técnicas de produção, organização e liderança fazem muito a diferença em nosso dia a dia de trabalho, melhorando os resultados e o ambiente de trabalho. Parabéns a todos!

A Obrigação de Inovar

6 dezembro, 2010 por Ricardo Davini

O desenvolvimento, a inovação, a milênios é inerente ao ser humano. Provocar mudanças e não aceitar a estagnação formam as bases históricas da humanidade, bases que vem sendo transformadas ao longo dos anos.

Se levarmos isso as empresas, temos então, a possibilidade de grandes transformações que podem ditar o sucesso e até, dependendo do como esse processo se da, o fracasso de organizações.

Hoje, temos um mercado muito exigente, em função de clientes cada vez mais preparados e informados que não se contentam com produtos considerados genéricos e serviços que se aplicam o chamado “mais do mesmo”. Não queremos mais isso, nos tornamos cada vez mais seletivos e criteriosos, e demandamos novidades e melhorias, papel esse sob responsabilidade das empresas que aplicam o melhor de seu capital para se reinventar e atender seu publico, como dito anteriormente, cada vez mais exigente.

E para que essa capacidade de se reinventar faça-se valer, os investimentos nos já ditos capitais devem ser, para não dizer alto, proporcionais a necessidade de reinvenção do negocio de determinada empresa, e isso se da através do nível de gerenciamento, capacitação e conhecimento de mercado de seus lideres.

O conhecimento do mercado levará a equipe que cuida do capital imaginativo a desafiar, no sentido literal da palavra, o mercado, e propôs novidades e novas soluções que até então não faziam parte do “core business” da empresa. E, caberá ao ‘board’ da empresa a aplicar o capital de risco, que significa estar de fato, disposto a investir em novos produtos e soluções, aceitando o risco.

Não podemos deixar de citar que uma empresa jamais pode ter a presunção de que esta sozinha no mercado e que as melhores soluções saem dela. Aplicando o capital de relacionamento, estará sempre buscando em fontes externas as melhores praticas e soluções disponíveis do mercado.

Por fim, as empresas que querem estar a frente de seus concorrentes, e ser conhecido como uma marca inovadora pelos seus clientes e futuros clientes, devem manter uma estrutura que favoreça a inovação, pois o mundo mudou, os tempos mudaram, as pessoas mudaram. E, em um ambiente repleto de mudanças, as empresas devem acompanhar esse fluxo e mostrar verdadeiro diferencial. Só assim estará carimbando seu passaporte para o seleto grupo de organizações que fazem a diferença.

Confiança / Confidence

1 dezembro, 2010 por Ricardo Davini

Ola!

Hoje trataremos de um assunto que recentemente presenciei e que, vez ou outra, aparece em conversas entre amigos quando a pauta é relacionamentos. Muitos falam que a base de um relacionamento entre homem e mulher é o amor, outros dizem da importância do dinheiro, outros dizem que respeito é imprescindível ou que o bom humor é uma obrigação ou que fidelidade é o tópico número um e, por fim, surge a palavra confiança e grandes discursos sobre a importância da mesma. Mas, não vou dissecar esses itens nem falar de relacionamentos amorosos, mas quero me ater ao ultimo ponto, confiança. Porem confiança, vejam vocês, no mundo empresarial.

Muitos podem discordar, mas o bom andamento de uma empresa não se da simplesmente sobre bons faturamentos, ou uma margem liquida invejável, ou seja  lá qual termo contábil você quiser usar. Mas sim, o bom andamento de uma empresa, antes de tudo isso, precisa de  relacionamentos. Relacionamentos com seus fornecedores, parceiros, clientes,superiores, pares, subordinados, toda uma cadeia que forma uma grande rede.

Quando tratamos de relacionamentos, várias são as características que podem ser citadas como compromisso, honestidade, respeito, atitude positiva, dentre muitos outros. Mas quero focar esse texto em uma característica em especifico: Confiança. Você confia em seus fornecedores? Confia em seus superiores? Existe uma relação de confiança com seus pares? Sente confiança nas atitudes de seus subordinados?

Creio que estando inseridos nesse complexa estrutura de inter-relações do mundo corporativo, precisamos, invariavelmente, seguir alguns valores que imagino ser pré requisitos para qualquer empresa no mundo e, confiança, apesar de não ser um pré requisito, se trata da conseqüência de bons trabalhos e, principalmente, ações condizentes com o discurso.

Não podemos negar que entregar resultados, ser super focados em metas seja importantíssimo, mas ao final de um período em uma empresa queremos ser lembrados apenas por entregar resultados e sermos pessoas de confiabilidade dúbia e, constantemente vendo portas se fechando atrás de nós, ou queremos, além do bom trabalho, sermos lembrados como pessoas de real confiança e em total comprometimento com a empresa, que apesar do fim de um período, vemos diversas portas sempre abertas atrás de nós?

Criarmos boas redes de relacionamento e dentro dessas redes desenvolvermos bons ambientes em que a confiança prospere, aplicarmos constantemente empatia com o próximo, tentando sempre que possível servir ao invés de explodirmos com  inúmeras cobranças, servirão sem duvida para que a palavra confiança tenha real sentido.

É isso meus amigos, pensem nisso.

Abraços!

Hi there!

Today we’ll treat about a subject that I recently witnessed and, occasionally, appears in talks between friends when the ruling it’s about relationship. Lots talk that the basis of a relationship between man and woman is the love, other tell about the importance of money, other tell  that respect is indispensable or that the humor it’s an obligation or that fidelity is the topic number one and, finally, arises the confidence word and big speeches about the importance of this one. But, I won’t dissect this items even talk about love relationship, but I want to put focus at the last item, confidence. But confidence, see you guys, at the business world.

Lots may disagree, but a good performance of a company doesn’t happen just on good billing, or an enviable net margin, or whatever buzzword you want to use. But, the good progress of a company, before everything, needs relationship. Relationship with suppliers, partners, customers, board, pairs, employees, a chain that forms a relationship network.

When we talk about relationship, many are the characteristics that can be named like commitment, honesty, respect, positive attitude, among many others. But I want to focus this text in one specific characteristic: Confidence. Do you trust in your suppliers? Do you trust in the board of the company? There’s a confidence relationship with you pairs? Feel confidence in your employees attitudes?

I believe when we are inserted in a complex structure of business world inter relationship, we need, invariably, to follow some values that I wonder be a prerequisite to any company in the world and, confidence, despite not to be a prerequisite, it is a consequence of good jobs and, mainly, actions that are consistent with the speech.

We can’t deny that deliver results, be super focused in goals be very important, but at the end of period in a company we want to be remembered just for deliver results and be persons of a questionable reliability and, constantly seeing closed doors behind our back, or we want, beside the good job, be remembered as real confidence people and in totally commitment with the company, that despite the end of a period, we can see many doors always opened behind us?

Create good network and inside this networks, develop good environment where the confidence thrive, apply constantly empathy to the next, try always that possible serve instead explode with numerous demands, will serve, no doubt, to the real meaning of the confidence word.

That’s it my friends, think about.

Regards!

Sustentabilidade - Produção Etanol

12 novembro, 2010 por Ricardo Davini

Analisando um processo de produção do etanol, devemos olhar para diferentes tipos de etapas para se chegar ao produto final.  Dentre esses processos podemos citar alguns deles de extrema importância, como por exemplo a colheita, a moagem da cana, a produção do melaço,  a fermentação do melaço e a destilação do moço fermentado.

Porém, tão importante quanto a produção em si, é o impacto que isso gera ao meio ambiente e os principais aspectos que podem ser citados são:

  • O impacto na qualidade do ar e o clima decorrente da queima da palha;
  • Os impactos no suprimento e na qualidade da água;
  • A expansão das fronteiras agrícolas pondo a biodiversidade em risco;
  • Utilização de fertilizantes agrícolas e a conseqüente contaminação do solo e recursos hídricos;
  • O desgaste do solo causado pelas queimadas.

Dentre os aspectos sociais gravemente afetados por essa produção, podemos citar dois, também de extrema importância:

  • Mão de obra migrante e temporária com condições precárias de trabalho e por intermédio de contratos ilegais;
  • Os resíduos produzidos pelas queimadas, afeta diretamente regiões vizinhas causando grandes problemas respiratórios e até morte.

O fato dessa prática ser muito mais sustentável ao planeta do que o uso de energia fóssil, pois , obviamente, sua renovação é mais rápida, mais importância e cuidado deveria ser dado a essa produção. Em se tratando de um meio de produção tão importante vários aspectos devem ser melhorados, vamos a eles:

  • Reutilização do bagaço da cana para geração de energia na produção do etanol
  • Reutilização de água na produção
  • Crescimento de áreas de plantio com responsabilidade, respeitando a bio diversidade
  • Melhoria na tecnologia, no que tange o uso de fertilizantes, para que possa-se reduzir drasticamente o uso dos mesmos
  • Forte fiscalização frente a Lei nº 6.171, de 04 de julho de 1988 referente ao uso de terras e disciplina quanto o uso de agentes quimicos
  • Condições dignas aos trabalhadores rurais com os devidos beneficios regidos pela constituição brasileira, para que o trabalho escravo e pessimas condições acabem de vez. (Hoje, o setor sucro-acooleiro responde a 3% dos registros de trabalho escravo no Brasil.)

Finalizando, o setor sucro-alcooleiro trata-se de um setor importantissimo para o desenvolvimento do Brasil e apesar dos executivos do setor demonstrarem uma imagem de produção limpa, existem evidencias de sérios problemas que vem ocorrendo e que, com certeza, devem ser melhorados e sanados para que sua expansão não cause mais danos de proporções catastróficas ao país e ao planeta.