Sobre o acompanhamento dos BP’s
Ontem, 30.05.09, tivemos a oportunidade de assistir a primeira apresentação de Business Plan (BP) de alunos recém-formados pela turma I do MEI. Diante de uma banca de examinadores de alto nível de conhecimento acadêmico e experiência empresarial, foram apresentados os planos de negócio de diferentes empresas já atuantes no mercado como também propostas idéias de outros negócios inovadores. O que me chamou muita atenção, mais do que o próprio conteúdo dos diversos BP’s apresentados, foi a assertividade das colocações e comentários dos integrantes da banca examinadora - em especial do ponto de vista do investidor de capital -, que certamente contribuirão para a reflexão dos alunos sobre a (re)elaboração de seus próprios planos de negócio.
Como todo pioneirismo traz riscos inerentes, o aprendizado de ontem pôde ser aproveitado como oportunidade para as próximas turmas do MEI, em particular a nossa do MEI-II, prestes a concluir o curso e apresentar os seus BP’s. Escrevo, portanto, este comentário - o qual rapidamente expus aos Profs. Sineval e Pedrosa num momento de intervalo - para que possa contribuir de alguma forma para a melhoria desse importante tema da grade curricular.
A sugestão é implementar a dinâmica de apresentações de BP’s dos alunos nas datas agendadas para o Acompanhamento de Business Plan, diante de banca composta pelos próprios colegas de turma e pelo coordenador do programa (definido em comum com os apresentadores dos respectivos BP’s) que possa trazer contribuição relevante para os seus respectivos negócios.
Algumas possíveis objeções - inclusive já discutidas com alguns colegas de turma - poderiam ser que o BP ainda não está robusto o suficiente para ser apresentado ou mesmo “ainda nem comecei a escrever” o texto (apesar da “idéia toda estar bastante consistente na própria cabeça”), e por isso não conseguiria apresentá-lo ainda. Outra razão é que “meu plano de negócios é sigiloso, pois contém estratégia ou dados da minha empresa”, e por isso não posso expô-lo a outros sob risco de revelar o “segredo”. Bem, neste caso, deve-se refletir se o “segredo” da imitabilidade estaria na idéia em si do negócio ou na complexidade da sua arquitetura, o que lhe daria sim a tal vantagem competitiva.
O fato é que esperar a data final da apresentação do BP, como assistimos ontem, para uma banca de alto nível como aquela, sem antes ter experimentado no ambiente mais fechado da própria turma como acima mencionado, me parece correr o risco de mostrar um plano com baixa qualidade. Acredito que o BI pode ajudar muito através da sua rede de contatos de profissionais do mercado e do seu corpo docente, bem como das redes dos próprios alunos das diversas turmas, a estruturar apresentações de altíssimo nível empresarial, o que certamente ajudaria a destacá-lo como instituto que de fato promove o empreendedorismo.
Gostaria muito de estar discutindo esta e possíveis desdobramentos desta sugestão nos próximos encontros que teremos, pois acredito ser possível de implementação ainda para a nossa própria turma neste ano.

1 junho, 2009 em 16:47
Paulo, apesar de fazer outro curso o tema Business Plan é comum a todas as turmas do BI e achei muito pertinente suas colocações. Sou aluna do MBA de RH e Estratégia de Negócio e como foi bem lembrado por você, o ônus do pionerismo poderá ser minimizado compartilhando nosso aprendizado. Vamos conversar melhor sobre estas apresentações? Abraços, Rita
30 agosto, 2009 em 14:31
Olá Rita.
Agradeço o teu comentário e aproveito para informar que essas sugestões estão em implementação pelo BI. No próximo dia 12.09.09 faremos a primeira atividade (são 3 fases no total) relacionada a apresentação do BP sob orientação do Prof. Luiz Bersou. Seria muito interessante contar com a sua colaboração naquele dia.
Um abraço.