Por que tanto trabalho? (ooops, peguei emprestado o título da Você S/A rsrsr)
Olá pessoal,
resolvi voltar a rotina dos posts diários e me dedicar mais ao blog, afinal de contas, se a gente quer que algo dê certo precisamos ter dedicação e muita persistência, verdade? Eu sempre defendi essa bandeira, e como gosto muito de escrever fica aqui a minha promessa (inspirada por este ano de eleição rsrsr) de manter o blog sempre atualizado.
Muito bem, então vamos ao que interessa. A capa da VOCÊ S/A do mês passado trazia um moço com uma cara de ’saco cheio’ e o título “Por que tanto trabalho?”. Eu me enrolei, me enrolei, me enrolei, mas acabei comprando a revista, pois estou trabalhando em um projeto que tem mais ou menos a ver com isto. Pensei comigo: “pode ser uma boa fonte de informações”.
A matéria em si não me trouxe muita informação; contava a história de vários profissionais que queriam mais tempo para seu lazer e trocaram suas 20 hrs de trabalho diárias, por “só” 8, podendo passar mais tempo fazendo o que gosta.
Eu não sei sabe, talvez eu seja um pouco ‘fora da curva’, mas quando eu penso que tem gente querendo trabalhar menos eu não consigo entender muito bem. OK, talvez sejam pessoas que já tenham alcançado todos os seus objetivos pessoais e atingiram um ponto de equilibrio, onde o trabalho já não é o fator que os motiva a sair de casa todos os dias, mas na verdade o que eu mais penso quando leio isto é que estas pessoas não fazem o que elas gostam ou não tem o trabalho que gostariam de ter. Tudo bem, eu sou nova, estou com gás total e todo mundo me diz “que minha hora vai chegar”, mas eu não consigo conviver com a idéia de fazer planos para me aposentar com 50 anos, por exemplo; ou de achar que só porque eu fui embora do escritório às 18 hrs, o mundo parou ali e eu só volto a pensar nisso no outro dia de manhã. Vocês conseguem? Com e-mail, laptop, Blackberry, etc etc etc? Com as empresas cada vez mais globalizadas, com o expediente terminando aqui e começando do outro lado do mundo, vocês realmente acham que é possível viver uma vida mais dividida, sem a sombra de que você está a alguns dígitos de distância de um cliente, fornecedor, problema, oportunidade?
Bom, eu acho bem difícil isto, mesmo a reportagem defendendo a idéia de que esta geração Y que está entrando no mercado de trabalho agora defenda com unhas e dentes esta divisão de vida pessoal e profissional. E vou mais a fundo nesta questão: esta geração quer liberdade para horários flexíveis, tarefas desafiadoras, plano de carreira, mas tem maturidade/responsabilidade suficiente para assumir tudo que vem junto com isto? Como diria o ditado: “com grandes poderes vem grandes responsabilidades”.
Preciso trocar idéias com vocês sobre isso, pois seremos (se já não somos) os gestores desta “galera” que vem ai, cheia de gás e energia, mas também cheia de imediatismos. Como lidar com as expectativas destes jovens talentos cuja tecnologia e idiomas já não representam mais nenhuma barreira e o tempo de saturação em uma função é bem curto.
Assunto de amanhã: Talento. Tem tudo a ver com o que eu escrevi acima (vocês vão ver!), mas vou deixar para amanhã, senão esse post fica muito longo.
See u
Link final: comentarinhos de Suzie e Jack Welch, meus grande ídolos ! Aproveitem:
