Archive for setembro, 2009

Semana Global do Empreendedorismo deve mobilizar 4 milhões de pessoas

segunda-feira, setembro 28th, 2009

RIO - Se antes, para o brasileiro, abrir um negócio era uma alternativa ao desemprego, hoje é resultado do aproveitamento de suas boas ideias, mostra reportagem de Paula Dias publicada na edição deste domingo do jornal O GLOBO. Segundo a última edição da pesquisa internacional Global Entrepreneurship Monitor (GEM), pela primeira vez, em nove anos, a taxa de empreendedorismo por oportunidade chegou a 8% no país, superando a por necessidade, que é de 4%, num total de 12% de empreendimentos em estágio inicial. No Brasil, o estudo é realizado desde 2000 pelo Instituto Brasileiro da Qualidade e Produtividade (IBQP).

Para melhorar ainda mais esses dados, a Endeavor Brasil está organizando, pela segunda vez, a versão nacional da Semana Global do Empreendedorismo, evento mundial que acontecerá de 16 a 22 de novembro em 90 países. Durante esse período, atividades ligadas ao tema, como palestras, workshops, rodadas de negócios e cursos vão incentivar o desenvolvimento de atitudes empreendedoras.

- Em 2002, por exemplo, a taxa de empreendedorismo por necessidade era de 7,5%, enquanto a de oportunidade era de 5,4%. Um dos motivos para essa inversão é o aumento de programas e cursos sobre o tema nas instituições de ensino, principalmente quando falamos de carreiras como engenharia e administração - diz Rodrigo Teles, diretor da Endeavor, acrescentando que o Brasil tem uma taxa média de empreendedores iniciantes de 12,72%, superior a de outros países pesquisados pelo GEM, que é de apenas 7,25%. - As pessoas estão mais conscientes da importância de identificar oportunidades claras no mercado, sonhar grande e colocá-las em prática.

Enquanto empresas, associações e organizações podem ajudar a montar a programação cadastrando eventos no site oficial ( www.semanaglobal.org.br ), pessoas físicas podem participar das atividades e contribuir para a divulgação do movimento. Já para saber o que vai acontecer pelo mundo afora basta acessar www.unleashingideas.org .

Fonte: http://oglobo.globo.com/

O mercado é uma guerra?

terça-feira, setembro 22nd, 2009

Guerra

Especialista faz fala sobre as similaridades entre as táticas de guerra e as estratégias de gestão no ambiente corporativo.

No final da Segunda Guerra Mundial, o governo americano fez aprovar uma lei que dava aos ex-combatentes o direito de ingressar gratuitamente no ensino superior.  Muitos deles optaram pelas faculdades de administração. Oficiais graduados, com experiência multinacional, visão de mundo, experiência de logística, capacidade de comando e foco em objetivos, habituados a tratar o outro lado como um inimigo a ser vencido, chegaram às grandes empresas e galgaram rapidamente a hierarquia organizacional. Muitos se deixaram ficar na Universidade, e influenciaram as bases do pensamento gerencial.

A mesma lei foi estendida aos veteranos da guerra da Coréia, em 1953, e depois da guerra do Vietnã, em 1966. Os números impressionam: 6 milhões de combatentes da Segunda Guerra ingressaram na universidade (em 1947, os veteranos representavam 49% de todas as matrículas no ensino superior americano);  1,2 milhões de veteranos da Coréia; e 6,8 milhões do Vietnã.

Mas a Segunda Guerra Mundial e a guerra do Vietnã foram diferentes na essência.

A luta na Europa e no Pacífico tinha uma justificativa heróica: a defesa contra a agressão nazista para proteger o mundo livre da perspectiva de uma ditadura cruel, e terminou em vitória, com imenso apoio popular. Os militares que dela saíram para uma carreira gerencial ou acadêmica foram os veículos da expansão americana, campeões da ideologia democrática, conquistadores de mercados estrangeiros e não mais de territórios inimigos. Sua vida executiva coincidiu com uma era de euforia, crescimento, bem-estar e aumento inédito da qualidade de vida. Os sucessos conseguidos funcionaram como validação de seus métodos.

Os egressos do Vietnã têm outra história para contar. Ressentidos, agressivos, reprovados por grande parte da população, retornaram derrotados de uma guerra suja e sem sentido. Nela, os americanos eram os agressores, contra um exército maltrapilho, invisível e guerrilheiro de um pequeno país perdido no mapa. Ao contrário dos campos da Europa e dos mares do Pacífico, os combates eram travados em selvas fechadas, em meio a monções e lamaçais.

E sua chegada ao “mercado” coincidiu com os instantes mais agudos da competição global. A década de 1970, que viu a derrota americana no Vietnã, assistiu também à invasão japonesa aos mercados mundiais. Impossível desprezar o significado simbólico desse fato: os japoneses, adversários vencidos da Segunda Guerra, “invadiram” os Estados Unidos com seus produtos eletrônicos e seus automóveis, compraram alguns dos prédios mais sofisticados de Manhattan – numa versão capitalista do ataque ao World Trade Center – e jogaram os Estados Unidos numa das piores recessões de sua história econômica.

A prática e a doutrina gerencial nascidas desses oficiais que, saídos do Vietnã, optaram pela vida acadêmica e executiva têm uma ferocidade nunca vista no mundo dos negócios.

E praticamente todas as grandes empresas americanas, nos mais diversos setores de mercado, tiveram militares oriundos do Vietnã como presidentes, membros de suas diretorias, ou consultores. Todas, sem exceção, continuam tendo seus executivos formados em teorias que ainda trazem essa marca, através das grandes faculdades de administração.

A guerra é o sintoma mais evidente do esgotamento de um ciclo, uma situação limítrofe onde a normalidade se esvai. Cessa o diálogo. Suspendem-se direitos humanos. Aceita-se a morte. Pratica-se a tortura. Mente-se. Controlam-se os meios de comunicação. Restringem-se as liberdades individuais. Não há adversários, apenas inimigos. Inimigos merecem ódio, e devem ser aniquilados.

A guerra prolongada gera cansaço, produz consumo irracional pela falta de perspectivas de futuro, degrada os valores humanos. O estado de guerra ininterrupta é, por definição, insustentável. Não há sociedade na história que tenha conseguido sobreviver assim. E portanto, cedo ou tarde, as guerras acabam.

Porém, ao contrário da guerra verdadeira, que termina com a vitória, a “guerra” do mercado não tem fim, não existe vitória definitiva, não existe sossego. Vencer significa tão-somente produzir um ganho maior para os acionistas a cada trimestre, sabendo que qualquer passo em falso pode significar o fim da empresa, o fim dos bônus, o fim do emprego, o fim do status. A derrota. Mesmo onde não há acionistas anônimos, esse modo de pensar foi incorporado à vida das organizações.

Daí a hipercompetição, a paranóia, o medo permanente. Os executivos passaram a viver sob a perspectiva de um ataque iminente por parte de competidores ou predadores corporativos que aplicam as suas mesmas técnicas de marketing de guerra e de guerrilha.

Mas se tudo isso é tão tipicamente americano, por que então o fenômeno não ficou limitado aos EUA?  
As explicações são muitas, dentre elas:

• As estratégias de guerra foram mais um vetor do predomínio americano na economia global.

• Seu sucesso fez com que fossem emuladas inclusive pelas principais escolas de administração da Europa – que podem ter suas idiossincrasias, porém, na essência, formam o mesmo executivo “global”.

• A maioria esmagadora dos livros de negócios tem origem nos Estados Unidos.

• Os Estados Unidos lideraram a primeira onda da globalização, com as grandes empresas multinacionais, e também a segunda onda, apoiada nos fluxos financeiros em tempo real e na integração das cadeias de valor.

• É principalmente americana a inovação em tecnologia da informação que impulsiona esse movimento.

• O PIB americano, em 2008, respondia sozinho por 20% do PIB global, o que denota o predomínio das empresas americanas no cenário mundial.

Tão forte é esse apelo que até sociedades menos afeitas à agressividade, como os países orientais, vêm se dobrando progressivamente aos mesmos comportamentos. Países que até há pouco tempo eram comunistas abraçaram a “economia de mercado”. E as nações em desenvolvimento olham para os Estados Unidos com um misto de revolta e inveja.

Seria ingênuo imaginar que essas práticas e conceitos possam ser modificados com facilidade. Porém é urgente entender que o modelo militar aplicado aos mercados se tornou economicamente, empresarialmente, socialmente, ecologicamente e psicologicamente insustentável.

“As metáforas militares nos induzem a pensar e a ver tudo em termos de luta, conflito, guerra. Essa perspectiva limita nossa imaginação quando consideramos as alternativas nas situações que gostaríamos de compreender ou mudar.” Autora: Deborah Tannen.

Por Fernando Barcellos Ximenes (criador do projeto “A Empresa Necessária”, cuja finalidade é discutir, sem ingenuidade nem preconceitos, a viabilidade de novos princípios de gestão. Website: www.fernandoximenes.com.br)

A inovação vira a tábua de salvação das organizações

sexta-feira, setembro 18th, 2009

“Antes de implementar políticas voltadas a estimular ideias inovadoras, os gestores precisam entender os pontos fortes da organização e devem mapear as aspirações dos clientes.”

James Todhunter, da Innovation Machine.

O início da crise econômica já completou um ano e, apesar dos primeiros sinais de recuperação, as empresas ainda procuram maneiras de melhorar seus resultados e continuar operando de maneira saudável. Por consequência, aumenta a demanda por políticas voltadas a estimular a inovação. Em outra palavra, os gestores começam a entender que não conseguirão expandir suas receitas se continuarem insistindo, apenas, em fazer as coisas da mesma forma.

Os executivos estão corretos nessa percepção, mas eles precisam notar que as mudanças podem - e devem - ser feitas em diferentes níveis corporativos para que suas consequências sejam positivamente palpáveis. Seguem algumas maneiras de usar a inovação para melhorar os resultados corporativos:

• Encontrar novos mercados para produtos já existentes;
• Intensificar as vendas dos produtos nos mercados já existentes;
• Desenvolver aplicações para processos de TI que diminuam os custos operacionais;
• Comercializar novos produtos;

Embora, na teoria, inovar pareça fácil, na prática, a realidade é um pouco mais complicada. Entre mil dicas que eu poderia dar a respeito de como impulsionar a inovação no ambiente corporativo, segue uma única orientação que, se bem aplicada, fará muita diferença nos resultados financeiros da organização: mapeie sua operação (desde as habilidades individuais dos funcionários, até os fatores que geram valor a seus produtos ou serviços) e, separadamente, faça o mesmo com seus consumidores – tentando identificar o que os agrada e, principalmente, quais são seus desejos não realizados e que são relacionados à sua companhia.

Feito isso, perceberá que existe uma zona de intersecção entre as aspirações dos clientes e as questões positivas da companhia. Explorar esse espaço é a chave para sair da crise, bem como para garantir crescimento exponencial das receitas. Repita esse processo constantemente – de preferência trimestralmente.

Globalmente, todas as empresas estão em busca de ideias mirabolantes para conquistar os consumidores. Mas só aquelas que analisarem objetivamente a própria situação encontrarão saídas mais baratas e eficientes para voltar ao topo.

James Todhunter é CTO da Innovation Machine Corporation

Fonte: Cio World. http://cio.uol.com.br/opiniao/2009/09/17/a-inovacao-vira-a-tabua-de-salvacao-das-organizacoes/

Conhecimento!

quinta-feira, setembro 17th, 2009

No Curso de Medicina, o professor se dirige ao aluno e pergunta:
-Quantos rins nós temos?
-Quatro! - Responde o aluno.
-Quatro? - Replica o professor, arrogante, daqueles que sentem prazer  em tripudiar sobre os erros dos alunos.

-Traga um feixe de capim, pois temos um asno na sala… - ordena o  professor a seu auxiliar.
-E para mim um cafezinho! - Replicou o aluno ao auxiliar do mestre.

O professor ficou irado e expulsou o aluno da sala. O aluno era,  entretanto, o humorista Aparício Torelly Aporelly (1895-1971), mais  conhecido como o ‘Barão de Itararé’.

Ao sair da sala, o aluno ainda teve a audácia de corrigir o furioso  mestre:

-O senhor me perguntou quantos rins ‘nós temos’.. ‘Nós’ temos quatro: dois meus e dois seus. ‘Nós’ é uma expressão usada para o plural.Tenha um bom apetite e delicie-se com o capim.

A vida exige muito mais compreensão do que conhecimento! Às vezes as pessoas, por terem um pouco a mais de conhecimento ou ‘acreditarem’ que o tem, se acham no direito de subestimar os outros…

E haja capim!!!

Empreendedorismo é marketing

quarta-feira, setembro 16th, 2009

Blog que, a propósito do livro “Empreendedorismo é Marketing”, discute a importância, a falta e as formas de promover o espírito empreendedor neste país à beira-mar plantado!

Fonte: http://empreendedorismoemarketing.blogspot.com/