Ética e sustentabilidade aplicadas ao etanol

9 junho, 2010 por lemast

O etanol é uma molécula orgânica relativamente simples e de fácil obtenção, que se mistura facilmente com outros líquidos (água e gasolina) e encontra uma ampla aplicação na vida cotidiana do brasileiro. O etanol é usado como solvente industrial, anti-séptico, conservante, componente de diversas bebidas, em desinfetantes domésticos e hospitalares, solvente de fármacos importantes e na forma de combustível. O Brasil tem tradição e conhecimento na produção deste bicombustível para a substituição gradativa do petróleo. Ele pode ser fabricado, principalmente, a partir do plantio da cana-de-açúcar. Para o plantio da cana-de-açúcar, o produtor deve escolher as variedades que melhor se adaptem ao solo, período de safra e clima de sua região, levando em conta as características de produtividade, riqueza de açúcar e facilidade de fermentação. No Brasil, a cana-de-açúcar é produzida essencialmente nas regiões sudoeste e nordeste do país A cana-de-açúcar adapta-se a uma ampla faixa de clima, desde latitudes 35°N a 30° s sendo normalmente plantada em altitude até 1000m do nível do mar. A precipitação volumétrica anual mínima exigida é de 1.200mm, com chuvas bem distribuídas.

O solo deve ser leve sem excesso de umidade rico em matérias orgânicas e minerais. Solos pesados, argilosos e mal drenados são limitantes para o cultivo da cana-de-açúcar. O Brasil se encaixa perfeitamente nesses padrões, o que o torna um dos líderes no que se diz respeito ao etanol. Além do mais, nenhum país industrializado até hoje conseguiu substituir o uso de gasolina na escala em que aqui foi feito e produzir praticamente metade da energia que consome a partir de fontes renováveis. Dessa metade, 16% vêm do etanol. Historicamente no Brasil, a produção de cana-de-açúcar é conhecida pela superexploração do trabalho e pela destruição do meio ambiente, se a jornada dos escravos da cana-de-açúcar era a da natureza, de sol a sol, hoje, os cortadores de cana acordam às quatro horas, preparam sua marmita, e, no máximo, as cinco já estão no ponto do ônibus que os leva até a lavoura, muitas vezes, a mais de 100 km de casa. Eles voltam extenuados, moídos como a cana que sai da destilaria, jogando a água que sobrou das moringas. Isso porque, mesmo sob um sol escaldante, se quiserem acrescentar alguns centavos ao pouco que levam para casa, nem têm tempo de saciar a sede. Sorte pior é a dos trabalhadores vindos de outros estados, conhecidos como “Andorinhas”, que não são nem de lá nem de cá e que vivem num extremo que, às vezes, os leva às raias da loucura. Muitos mal conseguem pagar as despesas contraídas nos alojamentos (senzalas?). Esse é o cotidiano do cortador de cana em muitas destilarias do Oeste e do Noroeste do Estado. Ironicamente, mesmo reeditando o doloroso passado no trato com seus principais colaboradores, as destilarias vivem seus melhores momentos. Elas conseguiram aumentar a área de cultivo, renovar o parque industrial e as frotas, bem como ampliar a produção. Tudo, graças aos trabalhadores, que tiveram um importante papel na queda de braço do setor com o governo federal na crise do final dos anos 90, quando elas vendiam o álcool a 15 centavos, um preço bem diferente dos 90 centavos que hoje recebem.

Quem não se lembra dos cortadores de cana fechando rodovias e fazendo passeatas em Brasília? No entanto, agora, se o preço do álcool aumentou seis vezes, o salário dos cortadores quase nada mudou. Existem problemas que precisam ser resolvidos para que o álcool se torne realmente uma alternativa sócio e ambientalmente sustentável no Brasil. Problemas esses gerados pela monocultura da cana-de-açúcar, pela condição social e trabalhista da mão-de-obra empregada, pelo primitivo processo de colheita (que obriga à queima da cana), entre outros. A queima da palha do canavial visa facilitar e baratear o corte manual, fazendo com que a produtividade do trabalho do cortador aumente de duas para cinco toneladas por dia. Os custos do carregamento e transporte também são reduzidos, e aumenta a eficiência das moendas, que não precisam interromper seu funcionamento para limpeza da palha. Por outro lado, essa prática, empregada em aproximadamente 3,5 milhões de hectares, tem conseqüências desastrosas para o ambiente.

No Brasil as queimadas são uma prática proibida por lei há vários anos. Ainda, a queimada libera gás carbônico, ozônio, gases de nitrogênio e de enxofre e também a indesejada fuligem da palha queimada, que contém substâncias cancerígenas. A prática da queimada, apesar do benefício imediato, tem outros efeitos colaterais, provocando perdas significativas de nutrientes para as plantas e facilitando o aparecimento de ervas daninhas e a erosão, devido à redução da proteção do solo. As internações por problemas respiratórios, intoxicações e asfixias aumentam consideravelmente durante a época da fuligem. Outra questão fundamental para a sustentabilidade é sabermos se o aumento na quantidade de etanol produzida pode afetar outros produtos importantes, como, por exemplo, alimentos. Essa objeção aos biocombustíveis tem sido popularmente aceita na Europa e nos Estados Unidos e é fácil entender por que: estas são regiões do mundo nas quais não há fronteira agrícola a ser explorada – toda a terra arável está em uso. Por isso, falar de plantar “fontes de energia” deslocaria plantações de alimentos. Mas na América Latina e na África há muita terra boa ainda disponível. A disponibilidade nessas duas regiões é especialmente positiva, pois são justamente as regiões mais pobres do mundo e nas quais o desenvolvimento vai levar a maiores demandas por energia.
Um estudo recente, feito por cientistas críticos dos biocombustíveis, mostrou que a área disponível na América Latina e África em 2050 seria de 430 milhões de hectares, já descontando a área necessária para produção de alimentos, habitação, infraestrutura e manutenção de florestas. Ora, o Brasil produz 8 mil litros de etanol por hectare/ano. É razoável supor que essa produtividade poderá chegar, em 2050, a 10 mil litros por hectare/ano, como resultado dos esforços de pesquisa sobre melhoramento da cana. Com essa produtividade – e usando apenas a metade dos 430 milhões de hectares disponíveis – a produção anual seria de 2.150 bilhões de litros por ano. Essa quantidade seria suficiente em 2050 para substituir toda a gasolina que, se prevê, será usada naquela data no mundo todo. Portanto, as perspectivas do etanol de cana são grandes, mesmo sem se considerar avanços tecnológicos que certamente acontecerão nos próximos anos.

Em se tratando de poluição, ao contrário do que muitos acreditam, a emissão de gases poluentes pelos veículos a álcool é bastante semelhante aos veículos movidos à gasolina, a diferença reside na tecnologia empregada nos veículos mais novos que, certamente e independentemente do tipo de combustível que utilizam, poluem menos que os veículos mais antigos, por possuírem mecanismos como catalisadores, canister e injeção eletrônica. Porém, olhando por outro ângulo, o aumento do consumo de álcool, que só é possível graças ao baixo preço em relação à gasolina, é um incentivo ao abandono da utilização do petróleo, que é uma fonte de energia não renovável.
Em suma, a produção de etanol, assim como tudo na vida, tem seus prós e contras. Por um lado diminuiria a necessidade pelo petróleo, que é uma fonte esgotável; em contrapartida, o sofrimento que o processo de transformação da cana em etanol gera à seus colaboradores, não é nem um pouco considerado humano, o que dirá sustentável. Para que a produção do etanol seja mais sustentável, precisamos melhorar as condições dos trabalhadores envolvidos. E que essas melhoras viessem do governo, pois assim não haveria queda dos lucros (o que geraria um aumento no preço do etanol).

A Renovação o Capital Intelectual e a Geração de Novas Idéias

9 janeiro, 2010 por lemast

Há 50 anos atrás começávamos a dar pequenos passos para o crescimento industrial e de serviços tentando melhorar a qualidade e agregar valor ao nossos produtos.

Vemos hoje uma completa mudança de rumo para o nosso crescimento. Hoje só qualidade não basta temos que inovar e esta inovação tem que ser constante. No texto “A obrigação de Inovar” demonstra cases de sucessos de empresas que inovaram e explodiram em termos de venda de produto e serviço. Em diversas ocasiões em nossas aulas de Marketing e Planejamento Estratégico pudemos nos deparar com a criação de novas ideais que revolucionaram o mercado e que sem um plano estrutural de manutenção desta idéia, como analises do ambiente, arquitetura estratégica, plano de ação, implantação e avaliação de controles, podemos ou não progredir-la e transformá-la em um grande produto ou ela pode ser copiada como muitas vezes acontecem só que de um prisma diferente evidenciando a obsolescência e morte de sua idéia inovadora.

A grande importância cada vez mais do capital intelectual na empresa gera uma busca de conhecimento incessante onde temos que cada vez mais termos uma visão macro de uma situação ou de um contexto.

Hoje reforço as palavras do texto temos a obrigação de inovar a geração de novas idéias geram grandes lucros, mas muitas vezes grandes capitais intelectuais e grandes idéias são desperdiçadas por falta de cultura de algumas empresas em valorizar as pessoas que geram estas ideais.

Nunca foi tão importante ser empreendedor e sempre renovar seu conhecimento como hoje, a tecnologia surge como um piscar de olhos (e ficam obsoletas na mesma velocidade), novas idéias vem poucas idéias ficam.

Agora temos que possuir uma grande certeza: Empreendedor que não se arrisca não é empreendedor e esta capacidade é primordial para o crescimento de um negócio, é não temer os desafios e se apoiar nas novas idéias para o crescimento do seu negócio.

Como havia dito cinqüenta anos atrás víamos a empresa, o produto nos focávamos nisso tão somente na qualidade do mesmo, e hoje o que vemos? Vemos hoje o cliente, temos que nos portar como clientes dentro da empresa para percebermos se o cliente irá querer aquele produto que estamos criando ou não temos que comprar nossas próprias idéias.

Idéias que não compramos estão com certeza fadadas ao insucesso.

Esta semana recebi um e-mail com uma mensagem muito interessante que se encaixa perfeitamente neste contexto e gostaria de compartilhar com vocês é sobre um texto sobre constante renovação do capital intelectual próprio e como vamos ficar obsoletos se não fizermos nada ou não gerarmos idéias novas…

 

Grupo: Ruchelle Trizolio

André Nascimento

Leandro Mastantuono 

Leonardo Lacerenza

Marcelo Sandoval

“O que você aprendeu / reaprendeu no curso de Gestão de Pessoas e de Carreiras?”

2 novembro, 2009 por lemast

Vejo primeiramente que este módulo foi de suma importância em meu desenvolvimento como profissional uma vez que almejo posições de destaque no ”mundo corporativo”. Atualmente como muitos da sala já sabem assumi uma nova área na Hypermarcas, a Gerencia dos Serviços de TI e este módulo com certeza poderá me ajudar a gerir uma equipe de 27 profissionais sendo estes 1 Gerente, 3 Coordenadores e 23 Analistas.

A  tão falada comunicação assertividade que se refere a alguns pontos como  por exemplo:

- viver e usufruir os seus direitos;
- reconhecer e expressar os seus sentimentos e emoções;
- solicitar o que você quer;
- expressar os seus pontos de vista sobre assuntos, idéias, ideais, e conceitos;
- de forma direta, com integridade, honestidade e respeito aos outros.

Me deu a chance de poder medir sempre por qual caminho devo seguir, ou por qual maneira poderei agir com as pessoas. Tenho certeza que ser assertivo em um mundo corporativo cada vez mais competitivo é algo para poucos, mas de qualquer maneira levarei isto como algo que poderei aplicar em diversas situações.

As técnicas de feedback me ajudaram a posicionar as pessoas de minha equipe para um alto grau de comprometimento com os resultados uma vez que com as reuniões semanais e individuais posso aplicar de acordo com cada ”estilo de personalide” através da cores as motivações de cada um. 

Meu Discurso de Aposentadoria

24 outubro, 2009 por lemast

Senhoras e cavalheiros!

Hoje estamos aqui reunidos mais uma vez não para falarmos de trabalho. Em vez disso, estou apresentado meus votos de gratidão. Estou agradecendo a meus colegas, minha equipe, minha família e até mesmo a meus amigos por tudo o que fizeram por mim em minha carreira de presidente desta grande empresa. Em tudo o que obtive com trabalho árduo, apoio e entendimento deles. Certamente, o que não consegui deveu-se inteiramente a caprichos da nossa vida mundana.
Há um ditado que diz, “Desconforto sente a cabeça que usa a coroa”. Eu não sei o que dizer sobre isso, mas eu tenho que dizer que ser um presidente de uma companhia dessas também não é fácil. Seus funcionários podem preferir a empresa do amigo do que a empresa que sempre buscar ser um ótimo local para se trabalhar.
Esta carreira que escolhi envolve longas horas de viagens e de trabalho e, frequentemente, total invasão de privacidade. Hoje devo render tributo a minha esposa e minha família que sempre deram muito apoio, mesmo em ocasiões em que possam ter praguejado contra minhas atitudes para a empresa. De fato, sendo honesto, há ocasiões em que eles praguejam contra a empresa e eu também! Por alguma razão desconhecida, parece que há sempre uma importante reunião em dias de aniversário, festas esportivas na escola e aniversários de casamento!
Hoje, estou me retirando do alvoroço do mundo dos negócios, mas levarei comigo muitas memórias da carreira que foi estimulante, desafiadora e normalmente muito ativa. Levarei comigo memórias de pessoas que foram ofensoras, confrontadoras e, algumas vezes, creiam ou não, alguém que concordava comigo.
Agradeço vossa generosidade, consideração e hoje tenho de agradecer a você também por vosso maravilhoso presente. Ela será uma lembrança constante para mim, que em meu tempo na função levei a cabo uma coisa. Eu fiz muitos, muitos bons amigos. Estou muito feliz de que de agora em diante, terei tempo para falar a eles acerca de coisas realmente muito importantes na vida, como seus netos ou a classificação no golfe.
Trabalho é coisa do passado. Meu interesse está no futuro. Mais do que tudo, à medida que chega a velhice, vou gastar o restante de minha vida lá.

Max Gehringer aconselha sobre empreendedorismo

9 outubro, 2009 por lemast

Dentro das comemorações da Semana da Micro e Pequena Empresa, realizada pelo sistema Sebrae em todo o País, foi realizada na noite do dia 06 a palestra “Mercado e Empreendedorismo”. Proferida pelo consultor de carreiras Max Gehringer, que ficou conhecido nacionalmente pelo grande público devido às suas participações em um quadro do “Fantástico”, da TV Globo, o evento abordou o mercado de trabalho.

Com muito bom humor, Gehringer conseguiu prender a atenção de uma plateia repleta de grandes e pequenos empresários por mais de duas horas, abordando questões como inovação, criatividade, atitude e atualização para se tornar um empreendedor e para fazer crescer sua empresa. O consultor iniciou sua palestra dando dois conselhos para as pessoas de uma maneira geral.

“Costumo aconselhar todos, quem quer ou não ser um empreendedor, a fazer duas coisas: a primeira é um curso de expressão verbal, que ensina a falar, isso porque o mercado de trabalho é diferente da escola, onde você pode passar de ano sem trocar uma palavra com o colega, basta estudar. Numa empresa você precisa se comunicar para evoluir, em algum momento você vai precisar falar em público. O outro conselho é fazer o curso de empreendedorismo do Sebrae, porque você nunca sabe quando vai precisar empreender”, destacou.

De acordo com Gehringer, o Sebrae oferece uma gama de serviços para o empresário, muitas vezes gratuitos e que podem ser de grande valia. “É preciso perguntar para quem realmente pode ajudar, não adianta pedir a opinião do verdureiro sobre gestão de pessoas, é ao Sebrae que o empresário deve se dirigir”, revelou. Sobre inovar, o consultor destacou que as mudanças não precisam ocorrer drasticamente. “Não é para virar a empresa de pernas para o ar, é procurar analisar os detalhes, ajustando esses detalhes e no final de alguns anos você vai olhar para trás e perceber a grande mudança”, concluiu.

Fonte: Rádio CBN

Exercicio sobre Liderança

4 outubro, 2009 por lemast

Leandro Mastantuono

Aluno do MBA Internacional - BI Internacional Qua/Qui

Prof. Regina Manopelli

Através dos conceitos estudados em sala de aula sobre liderança e estilos de pessoas no dia 30/09/2009 foi feito um exercício onde existiam os papéis de observador sendo sua função analisar o papel do líder que por sua vez deveria traçar uma estratégia para execução do jogo de acerto das bolinhas no cesto. Tendo em vista tudo o que apresentando durante aulas estarei descrevendo alguns pontos sobre liderança e estilos de pessoas.

Com a velocidade em que as mudanças estão acontecendo num ritmo mais acelerado do que as pessoas estão acostumadas a suportar em um ambiente organizacional é muito importante a presença de um líder que saiba conduzir o potencial humano.

O líder eficaz surge nesse momento em que o desafio das forças da mudança parece estar causando pressão sobre executivos e empregados. Buscando sobreviver, as empresas sentem a necessidade de acompanhar o ritmo e a complexidade do ambiente em que se encontram. Líderes verdadeiros são aqueles que conseguem, em meio a situações turbulentas, determinar com precisão o que deve ser feito e mobilizar os seguidores no caminho da execução dessas transformações. Sendo capaz de dominar tecnologias e gerir com eficácia o capital intelectual do qual dispõem, tendo total ligação com o que foi proposto em sala de aula onde o “trabalho” a ser executado foi apresentando de última hora e o líder por sua vez não conhecia todas as aptidões de seus “empregados”.

O líder consegue comprometimento e entusiasmo dos seus seguidores quando está aberto à influência deles. Isso só ocorre quando esses seguidores têm uma visão positiva dos seus líderes.Assim sendo, os executivos devem se dar conta que motivação e liderança estão ligadas e são consideradas como a chave da eficácia, para conseguir credibilidade os líderes eficazes conseguem que seus seguidores percebam como seus objetivos individuais harmonizam-se aos da organização, exigir e convencer essas pessoas de que o trabalho delas é significativo é um dos trabalhos do líder. A influência é a essência da liderança, líderes bem sucedidos possuem autoconhecimento e auto-estima representam os disparadores das mudanças visando atender as exigências especificas das organizações. A reordenação organizacional exige que certos conceitos, anteriormente assumidos como definitivos, como por exemplo, a questão das competências das lideranças que devem ser reconsideradas. Muitos aspectos foram redimensionados frente a conteúdos cada vez mais precisos a respeito de processos organizacionais nos quais o fator humano esteja presente.

Em momentos difíceis os próprios seguidores reclamam pela figura de líder. O líder assume seus seguidores promovendo, assim, uma relação de mutua realização, é por meio desse tipo de via de mão dupla que o líder transformacional consegue que o seguidor se comprometa com a visão organizacional existente ou pretendida , esforçando-se para mantê-la ou atingi-la.

Líder e administradores não devem ser vistos como adversários dentro das organizações, pois uma vez que se possa contar com lideres eficazes, o administrador competente torna-se indispensável, não se tratando de personagem ultrapassado até porque a existência de um líder não elimina o administrador.

O administrador lógico e racional monitora o ambiente, tornando-o viável atendendo as necessidades da organização, enquanto o líder com habilidade interpessoal conduzem seus seguidores a sentirem desejosos e entusiasmados para realizarem suas atividades.

Já se comprovou que líderes eficazes não nascem assim, nem existem formulas que transformem pessoas comuns em líderes. Estudos atuais evidenciam alguns elementos descobertos; como a Teoria dos Traços que demonstram as diferenças de características pessoais entre líderes eficazes e ineficazes. Essa teoria não comprovada, pois muitas das pessoas que possuam “traços de lideranças” não conseguiam exercer com eficácia seu papel, enquanto que foram encontrados líderes eficazes que não possuíam a relação dos traços.

A teoria motivacional. Os líderes devem estar conscientemente motivados para serem eficazes.

A teoria dos estilos, o enfoque dos estilos não se esgota parcialmente a realidade da psicodinâmica do vínculo de liderança, essa proposição abre caminho para a compreensão de que não existem estilos ideais, que sejam eficazes com qualquer grupo e em qualquer situação.

A importância do poder de um líder na maioria das organizações bem-sucedidas é possível ser percebida pelo alto grau de influência recíproca entre o líder e seus seguidores. Pesquisas no campo da liderança tem procurado ser mais precisa quanto ao reconhecimento dos diferentes tipos de poder, apontando algumas como: Poder legitimo, poder de recompensa, poder coercitivo, poder do especialista, poder de referência.

Nesse sentido, as pessoas que cercam um líder devem sentir-se livres para aceitar ou rejeitar as opiniões dele. O poder do líder não parece estar ligado a nenhuma condição.

A importância do seguidor é que a eficácia da liderança vai depender do processo de trocas entre o líder e o seguidor, como se não houvesse diferenças de nível hierárquico entre eles.

Liderança transacional a influência ocorre do líder para o seguidor, mas, na liderança transformacional ela flui ao mesmo tempo nos dois sentidos, o que determinará um vínculo mais consistente em termos de trocas mais efetivas.

Nem todas as organizações conseguirão instaurar com sucesso um clima transformacional. Ambientes nitidamente controladores serão adversos a atitudes do tipo transformacional. Por outro lado a orientação transformacional mostra ser a posição mais atual e mais valorizada por uma expressiva maioria de grandes organizações. A tecnologia complexa e refinada, adotada por essas organizações, exige criatividade e participação intensa de especialistas atualizados nas mais diferentes áreas. Isso só ocorrerá, caso sejam coordenados por líderes altamente eficazes.

Para conhecer bem a cultura de uma organização, é necessário não só conviver com ela por um bom tempo, como também conhecer mais afundo a sua história enquanto entidade dirigida por vários executivos diferentes.

O líder vê-se na contingência de decodificar muitos dos símbolos que são os elementos formadores da cultura organizacional, para que sejam acessíveis àqueles que orienta. O líder ao exercer seu poder, utiliza sua habilidade de conseguir influenciar a cultura da organização, essa influência ocorre porque o líder atua diretamente na rede de significado que constitui a sua própria essência. Isso se evidencia pelo fato de que as mudanças ocorrem de maneira gradual e lenta, só se efetivando quando disparadas por pessoas que fazem parte integrante dessas organizações.

Estudando as organizações e as características particulares da sua cultura, fica mais fácil chegar à compreensão de quais estilos podem ser considerados como mais eficazes.

É a cultura que retrata a personalidade da organização, é dentro dela que desabrocha uma personalidade que pode manifestar-se de forma sadia ou psicologicamente desequilibrada. Seu funcionamento desequilibrado, com o passar do tempo, pode vir a configurar um quadro patológico mais sério. De maneira geral uma mistura saudável de estilos de liderança pode assegurar o sucesso da empresa.

Bibliografia: Pesquisas sobre os temas estilos de pessoas, líder e liderança no site http://www.google.com.br/

Feira estimula empreendedorismo em Portugal

1 outubro, 2009 por lemast

Sem trocadilhos, os portugueses também são empreendedores. 

A feira de emprego que a Associação Académica de Coimbra realiza, este ano, pela segunda vez, na Praça da República, quer encaixar os jovens no mercado de trabalho. Mas, mais do que dar emprego, procura que sejam eles a criá-lo.

“Empreendedorismo” é a palavra-chave no “Mundo Emprego AAC”, que termina hoje. João Pereira, coordenador-geral do pelouro de Saídas Profissionais da Direcção-Geral da AAC, explica que o espírito empreendedor ainda não está devidamente implantado na comunidade estudantil, pelo que é preciso incentivá-lo. “Falta empreendedorismo, capacidade de arriscar”, defende o estudante de Economia.

João Pereira chama a atenção para o concurso de ideias de negócio “Arrisca Coimbra ‘09″, aberto a candidaturas até ao dia 16 (possível de consultar em www.coimbracriativa.pt). Todavia, a “missão” de incutir o empreendedorismo estende-se a outros domínios. A título de exemplo: hoje, às 18.30 horas, tem lugar o workshop “Cria o teu emprego”.

Entre os cerca de 25 stands, é fácil encontrar informação sobre como montar um negócio. A Microsoft Portugal é só um deles. “Estamos a promover programas de empreendedorismo. Os jovens começam a querer criar as suas coisas. E a Microsoft quer ajudar no desenvolvimento do país”, afirma a consultora Marta Monteiro.

Só que o entusiasmo não parece estender-se a quem circula pela tenda de mil metros quadrados. Rita Fernandes, de 28 anos, recém-licenciada em Gestão e Administração Pública, “esperava muito mais”. Procurava estágios profissionais, mas parte com o mesmo sentimento de vida suspensa que tinha à chegada: “Já dei a volta a tudo e só vejo cursos para enriquecer o currículo”.

Rita está à espera de uma oportunidade desde Julho. Tânia Louro, de 24 anos, concluiu o mestrado em Engenharia Electrónica e de Computadores há menos de um mês. Talvez por isso surja tão sorridente. Interessada, até, na Força Aérea Portuguesa, cujo stand visitou.

Expectativas goradas têm, também, Rita Marinho, de 24 anos, licenciada em Gestão do Lazer e Animação Turística, e Liliana Vilas Boas, de 22, a tirar mestrado em Biologia. “Esperava mais ofertas, mais diversificadas”, diz esta última, com a aprovação total da amiga. É que a feira contempla, sobretudo, as áreas de Engenharia(s), Saúde, Direito, Economia e Gestão. “São as que têm mais procura”, justifica João Pereira.

Semana Global do Empreendedorismo deve mobilizar 4 milhões de pessoas

28 setembro, 2009 por lemast

RIO - Se antes, para o brasileiro, abrir um negócio era uma alternativa ao desemprego, hoje é resultado do aproveitamento de suas boas ideias, mostra reportagem de Paula Dias publicada na edição deste domingo do jornal O GLOBO. Segundo a última edição da pesquisa internacional Global Entrepreneurship Monitor (GEM), pela primeira vez, em nove anos, a taxa de empreendedorismo por oportunidade chegou a 8% no país, superando a por necessidade, que é de 4%, num total de 12% de empreendimentos em estágio inicial. No Brasil, o estudo é realizado desde 2000 pelo Instituto Brasileiro da Qualidade e Produtividade (IBQP).

Para melhorar ainda mais esses dados, a Endeavor Brasil está organizando, pela segunda vez, a versão nacional da Semana Global do Empreendedorismo, evento mundial que acontecerá de 16 a 22 de novembro em 90 países. Durante esse período, atividades ligadas ao tema, como palestras, workshops, rodadas de negócios e cursos vão incentivar o desenvolvimento de atitudes empreendedoras.

- Em 2002, por exemplo, a taxa de empreendedorismo por necessidade era de 7,5%, enquanto a de oportunidade era de 5,4%. Um dos motivos para essa inversão é o aumento de programas e cursos sobre o tema nas instituições de ensino, principalmente quando falamos de carreiras como engenharia e administração - diz Rodrigo Teles, diretor da Endeavor, acrescentando que o Brasil tem uma taxa média de empreendedores iniciantes de 12,72%, superior a de outros países pesquisados pelo GEM, que é de apenas 7,25%. - As pessoas estão mais conscientes da importância de identificar oportunidades claras no mercado, sonhar grande e colocá-las em prática.

Enquanto empresas, associações e organizações podem ajudar a montar a programação cadastrando eventos no site oficial ( www.semanaglobal.org.br ), pessoas físicas podem participar das atividades e contribuir para a divulgação do movimento. Já para saber o que vai acontecer pelo mundo afora basta acessar www.unleashingideas.org .

Fonte: http://oglobo.globo.com/

O mercado é uma guerra?

22 setembro, 2009 por lemast

Guerra

Especialista faz fala sobre as similaridades entre as táticas de guerra e as estratégias de gestão no ambiente corporativo.

No final da Segunda Guerra Mundial, o governo americano fez aprovar uma lei que dava aos ex-combatentes o direito de ingressar gratuitamente no ensino superior.  Muitos deles optaram pelas faculdades de administração. Oficiais graduados, com experiência multinacional, visão de mundo, experiência de logística, capacidade de comando e foco em objetivos, habituados a tratar o outro lado como um inimigo a ser vencido, chegaram às grandes empresas e galgaram rapidamente a hierarquia organizacional. Muitos se deixaram ficar na Universidade, e influenciaram as bases do pensamento gerencial.

A mesma lei foi estendida aos veteranos da guerra da Coréia, em 1953, e depois da guerra do Vietnã, em 1966. Os números impressionam: 6 milhões de combatentes da Segunda Guerra ingressaram na universidade (em 1947, os veteranos representavam 49% de todas as matrículas no ensino superior americano);  1,2 milhões de veteranos da Coréia; e 6,8 milhões do Vietnã.

Mas a Segunda Guerra Mundial e a guerra do Vietnã foram diferentes na essência.

A luta na Europa e no Pacífico tinha uma justificativa heróica: a defesa contra a agressão nazista para proteger o mundo livre da perspectiva de uma ditadura cruel, e terminou em vitória, com imenso apoio popular. Os militares que dela saíram para uma carreira gerencial ou acadêmica foram os veículos da expansão americana, campeões da ideologia democrática, conquistadores de mercados estrangeiros e não mais de territórios inimigos. Sua vida executiva coincidiu com uma era de euforia, crescimento, bem-estar e aumento inédito da qualidade de vida. Os sucessos conseguidos funcionaram como validação de seus métodos.

Os egressos do Vietnã têm outra história para contar. Ressentidos, agressivos, reprovados por grande parte da população, retornaram derrotados de uma guerra suja e sem sentido. Nela, os americanos eram os agressores, contra um exército maltrapilho, invisível e guerrilheiro de um pequeno país perdido no mapa. Ao contrário dos campos da Europa e dos mares do Pacífico, os combates eram travados em selvas fechadas, em meio a monções e lamaçais.

E sua chegada ao “mercado” coincidiu com os instantes mais agudos da competição global. A década de 1970, que viu a derrota americana no Vietnã, assistiu também à invasão japonesa aos mercados mundiais. Impossível desprezar o significado simbólico desse fato: os japoneses, adversários vencidos da Segunda Guerra, “invadiram” os Estados Unidos com seus produtos eletrônicos e seus automóveis, compraram alguns dos prédios mais sofisticados de Manhattan – numa versão capitalista do ataque ao World Trade Center – e jogaram os Estados Unidos numa das piores recessões de sua história econômica.

A prática e a doutrina gerencial nascidas desses oficiais que, saídos do Vietnã, optaram pela vida acadêmica e executiva têm uma ferocidade nunca vista no mundo dos negócios.

E praticamente todas as grandes empresas americanas, nos mais diversos setores de mercado, tiveram militares oriundos do Vietnã como presidentes, membros de suas diretorias, ou consultores. Todas, sem exceção, continuam tendo seus executivos formados em teorias que ainda trazem essa marca, através das grandes faculdades de administração.

A guerra é o sintoma mais evidente do esgotamento de um ciclo, uma situação limítrofe onde a normalidade se esvai. Cessa o diálogo. Suspendem-se direitos humanos. Aceita-se a morte. Pratica-se a tortura. Mente-se. Controlam-se os meios de comunicação. Restringem-se as liberdades individuais. Não há adversários, apenas inimigos. Inimigos merecem ódio, e devem ser aniquilados.

A guerra prolongada gera cansaço, produz consumo irracional pela falta de perspectivas de futuro, degrada os valores humanos. O estado de guerra ininterrupta é, por definição, insustentável. Não há sociedade na história que tenha conseguido sobreviver assim. E portanto, cedo ou tarde, as guerras acabam.

Porém, ao contrário da guerra verdadeira, que termina com a vitória, a “guerra” do mercado não tem fim, não existe vitória definitiva, não existe sossego. Vencer significa tão-somente produzir um ganho maior para os acionistas a cada trimestre, sabendo que qualquer passo em falso pode significar o fim da empresa, o fim dos bônus, o fim do emprego, o fim do status. A derrota. Mesmo onde não há acionistas anônimos, esse modo de pensar foi incorporado à vida das organizações.

Daí a hipercompetição, a paranóia, o medo permanente. Os executivos passaram a viver sob a perspectiva de um ataque iminente por parte de competidores ou predadores corporativos que aplicam as suas mesmas técnicas de marketing de guerra e de guerrilha.

Mas se tudo isso é tão tipicamente americano, por que então o fenômeno não ficou limitado aos EUA?  
As explicações são muitas, dentre elas:

• As estratégias de guerra foram mais um vetor do predomínio americano na economia global.

• Seu sucesso fez com que fossem emuladas inclusive pelas principais escolas de administração da Europa – que podem ter suas idiossincrasias, porém, na essência, formam o mesmo executivo “global”.

• A maioria esmagadora dos livros de negócios tem origem nos Estados Unidos.

• Os Estados Unidos lideraram a primeira onda da globalização, com as grandes empresas multinacionais, e também a segunda onda, apoiada nos fluxos financeiros em tempo real e na integração das cadeias de valor.

• É principalmente americana a inovação em tecnologia da informação que impulsiona esse movimento.

• O PIB americano, em 2008, respondia sozinho por 20% do PIB global, o que denota o predomínio das empresas americanas no cenário mundial.

Tão forte é esse apelo que até sociedades menos afeitas à agressividade, como os países orientais, vêm se dobrando progressivamente aos mesmos comportamentos. Países que até há pouco tempo eram comunistas abraçaram a “economia de mercado”. E as nações em desenvolvimento olham para os Estados Unidos com um misto de revolta e inveja.

Seria ingênuo imaginar que essas práticas e conceitos possam ser modificados com facilidade. Porém é urgente entender que o modelo militar aplicado aos mercados se tornou economicamente, empresarialmente, socialmente, ecologicamente e psicologicamente insustentável.

“As metáforas militares nos induzem a pensar e a ver tudo em termos de luta, conflito, guerra. Essa perspectiva limita nossa imaginação quando consideramos as alternativas nas situações que gostaríamos de compreender ou mudar.” Autora: Deborah Tannen.

Por Fernando Barcellos Ximenes (criador do projeto “A Empresa Necessária”, cuja finalidade é discutir, sem ingenuidade nem preconceitos, a viabilidade de novos princípios de gestão. Website: www.fernandoximenes.com.br)

A inovação vira a tábua de salvação das organizações

18 setembro, 2009 por lemast

“Antes de implementar políticas voltadas a estimular ideias inovadoras, os gestores precisam entender os pontos fortes da organização e devem mapear as aspirações dos clientes.”

James Todhunter, da Innovation Machine.

O início da crise econômica já completou um ano e, apesar dos primeiros sinais de recuperação, as empresas ainda procuram maneiras de melhorar seus resultados e continuar operando de maneira saudável. Por consequência, aumenta a demanda por políticas voltadas a estimular a inovação. Em outra palavra, os gestores começam a entender que não conseguirão expandir suas receitas se continuarem insistindo, apenas, em fazer as coisas da mesma forma.

Os executivos estão corretos nessa percepção, mas eles precisam notar que as mudanças podem - e devem - ser feitas em diferentes níveis corporativos para que suas consequências sejam positivamente palpáveis. Seguem algumas maneiras de usar a inovação para melhorar os resultados corporativos:

• Encontrar novos mercados para produtos já existentes;
• Intensificar as vendas dos produtos nos mercados já existentes;
• Desenvolver aplicações para processos de TI que diminuam os custos operacionais;
• Comercializar novos produtos;

Embora, na teoria, inovar pareça fácil, na prática, a realidade é um pouco mais complicada. Entre mil dicas que eu poderia dar a respeito de como impulsionar a inovação no ambiente corporativo, segue uma única orientação que, se bem aplicada, fará muita diferença nos resultados financeiros da organização: mapeie sua operação (desde as habilidades individuais dos funcionários, até os fatores que geram valor a seus produtos ou serviços) e, separadamente, faça o mesmo com seus consumidores – tentando identificar o que os agrada e, principalmente, quais são seus desejos não realizados e que são relacionados à sua companhia.

Feito isso, perceberá que existe uma zona de intersecção entre as aspirações dos clientes e as questões positivas da companhia. Explorar esse espaço é a chave para sair da crise, bem como para garantir crescimento exponencial das receitas. Repita esse processo constantemente – de preferência trimestralmente.

Globalmente, todas as empresas estão em busca de ideias mirabolantes para conquistar os consumidores. Mas só aquelas que analisarem objetivamente a própria situação encontrarão saídas mais baratas e eficientes para voltar ao topo.

James Todhunter é CTO da Innovation Machine Corporation

Fonte: Cio World. http://cio.uol.com.br/opiniao/2009/09/17/a-inovacao-vira-a-tabua-de-salvacao-das-organizacoes/