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Lições aprendidas na tentativa de fusão entre a Renault e Volvo - Prof. Rodrigo Lara

quinta-feira, agosto 20th, 2009

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OS NUMEROS

A fracassada fusão entre Renault e Volvo é mais um caso de boa teoria onde os “numeros” são facilmente justificaveis, mas que na pratica não funciona quando outros fatores são considerados. Estes fatores de fracasso em fusões e aquisições servem de lição para outros casos, que podem ser por exemplo diferenças culturais, fator ego dos CEO’s, problemas politicos, etc, etc. No caso da fusão “Renault x Volvo” certamente os fatores economicos faziam todo sentido para qualquer matematico ou economista “frances”, mas entre duas empresas estatais Suecas e Francesas existia um abismo cultural e conflito de interesses que foram superiores aos problemas financeiros. 

No passado em 1993 as empresas haviam negociado a fusão, mas desistido depois de os acionistas da Volvo recusarem plano (as Golden Shares) do governo francês (O governo francês possuia na epoca 44% das ações da Renault) que exigia poder de veto em qualquer negociação de alianças futuras. Depois deste caso a Volvo continuou em procura de um novo parceiro desde que sua fusão de US$ 6,9 bilhões com a Scania foi vetada pelos órgãos antitruste europeus. 

Onde foi então a causa do grande furo? Problema politico? Cultural?

Do lado frances, uma grande estatal francesa (e quem ja trabalhou com estatais francesas certamente poderiam facilmente entender os fatores politicos que isso significa) contava com toda a sua burocracia, arrogancia e politica francesa complicada, certamente comprovou-se e colocou muitas dúvidas a respeito da real intenção do Governo Francês e do presidente francês Jacques Chirac em executar com sucesso a privatização da Renault.

 

CULTURA FRANCESA

Do ponto de vista cultural a frança possuia um governo que sempre sustentou o serviço publico. Do outro lado a Suecia que contava com o chairman da Volvo Pehr Gyllenhammar, um politico que contava com valores socialistas suécos, bem estar de todos e visava a união de paises na Europa, demostrando muita confiança no governo frances.

Mas faltava a força da empresa privada, onde alguem deveria defender os interesses dos acionistas da empresa, e não somente visar problemas socios-culturais do pais ou da União Europeia atraves da fusão das duas empresas.As lições aprendidas:- Acabei perdendo dinheiro na venda das minhas cotas, mas como tinha muito poucas cotas nao significou tanto assim. Certamente deveria ter seguido melhor o meu istinto e confiado na forca dos acionistas da Volvo.

Conclusão:

- A fusão com a Volvo poderia trazer um valor superior a privatização da Renault e sem a privatização certamente a fusão traria menor valor aos acionistas da Volvo. Me lembro que na época eu morava na Suécia e possuia poucas ações da Volvo. Como “pequeno acionista” da Volvo, vendi todas as minhas ações na época pois eu nao me sentia confortavel em saber que as minhas ações teriam um destino ligado ao funcionario publico frances e toda a sua ineficiencia. A condicao de manter as minhas poucas cotas da Volvo na época seria de, possivelmente somente considerar o aumento do valor das cotas apos alguns anos apos a privatização da Renault, mas esta poderia durar muitos anos. A compra de acoes da Renault na época teria sido provavelmente a melhor opcao no caso da fusão.

- Para ser saudavel, as empresas precisam sempre de uma doze de iniciativa privada.

- Em uma fusão os dois lados tem de ganhar de alguma forma.