Wall Street Institute
Implantando treinamentos corporativos
Trabalhando com a implantação de cursos corporativos no mercado brasileiro, especificamente na cidade de São Paulo, desde 2002, noto que o sucesso de um treinamento está intrinsecamente ligado a relação que a empresa contratante estabelece com a empresa que ministrará os cursos, bem como a normatização e comunicação aos participantes do programa de treinamento sobre o que será esperado deles durante o curso e o resultado final objetivado pós-curso.
Apesar de parecer óbvio, é alarmante a quantidade de empresas que compram treinamentos e não obtêm bons resultados por falta de planejamento e acompanhamento dos programas que implantam. Vejo duas grandes vertentes neste contexto: empresas que compram treinamentos simplesmente porque o mercado dita que é necessário e politicamente correto pagar treinamentos, mas na verdade não estão preocupadas com a qualidade dos cursos contratados nem com os resultados que conseguirão; e as empresas que implantam cursos, mas não desenvolvem ferramentas de aferição de resultados, e por mais que estejam bem- intencionadas, não estão preparadas para gerir os treinamentos oferecidos aos seus colaboradores.
Sobre o primeiro tipo de empresas, que busca preço baixo e não se preocupa com qualidade nem objetivo dos treinamentos que implanta, não vamos mais falar neste texto. Primeiro porque não vejo sentido em tentar melhorar processos de empresas que não tem nenhum comprometimento a não ser seguir uma tendência de mercado (“Nossa empresa paga cursos para seus colaboradores”), segundo porque imagino que ninguém que trabalha numa empresa com esse comportamento corporativo chegou a ler esse texto até aqui!
O segundo tipo de empresas, o que implanta cursos mas nem sempre consegue ver resultados refletidos no dia-a-dia dos colaboradores que participaram dos treinamentos, é que são o foco destas linhas. Gerenciar cursos do ponto de vista do pagador não é tarefa simples, mas faz toda a diferença para o sucesso do programa. Como responsável pela implantação de dezenas de projetos corporativos de treinamento, recomendo como ferramentas para o sucesso:
1. Identifique claramente os propósitos do treinamento;
2. Conheça o(s) facilitador(es) ou gestor da empresa que será contratada, deixe claras as deficiências dos participantes que deverão ser sanadas pelo treinamento;
3. Desenvolva uma política interna que aponte as regras do programa que será implantado (estou deixando à disposição no blog um modelo de política que recomendo para implantações de cursos de idiomas, área onde atuo);
4. Antes da implantação do programa faça uma reunião com o(s) facilitador(es) e os participantes do programa e leia a política interna de treinamento com todos;
5. Faça uma gestão ativa dos cursos, receba relatórios periódicos e cobre resultados dos participantes (e melhor performance do facilitador, se for o caso);
6. Não se conforme com resultados medíocres. Substitua colaboradores que não estão se dedicando, não seja complacente com falta de dedicação e proteja o investimento de sua empresa.
O primordial é que o contratante participe ativamente dos programas de treinamento que disponibiliza para seus colaboradores. Isso dá força ao programa, o torna sério e faz com que os participantes entendam que sua performance está sendo medida e será levada em conta no desenvolvimento de sua carreira dentro da empresa.
