Quando o primeiro livro do que depois virou uma saga de 4 volumes saiu, comprei. Não conseguia parar de ler, e acabei o primeiro volume em menos de uma semana. Quando acabei, entrei na internet, alucinada para comprar o próximo volume, que por não ter sido traduzido ainda para o português, não estava à venda nas livrarias brasileira. A solução foi importar o segundo livro pela internet. Confesso que não conseguia pensar em outra coisa até o momento em que o livro chegou.
Esse eu terminei em tempo record, 1 dia, para um livro de mais de 400 páginas. Fiquei incomunicável. Quando terminei o segundo volume, importei direto os outros 2, sendo que o quarto livro ainda não tinha sido lançado, e pela primeira vez na minha vida comprei um livro pelo qual esperei mais de 1 mês.
Terminados os 4 livros, começou a febre. Todos os livros saíram em português, viraram um sucesso e só se falava nisso, principalmente entre as adolescentes. Então comecei a pesquisar como o mercado estava se organizando para tirar maior proveito do best-seller. Pesquisando sites encontei todo o tipo de produto inspirado no tema: camisetas com mensagens e fotos dos atores, canetas, pins, enfim, o que pudesse ser colocado em um catálogo de brindes customizados já estava disponível com logos da marca.
A autora, por sua vez, criou um canal super interessante de comunicação com os leitores (em inglês, claro), onde contava sua história, como vinha sua inspiração, deixava fragmentos dos episódios que estavam por vir e trocava idéia com os leitores. O mais interessante: já deixava preparada a chamada para o próximo sucesso, uma nova série, “The Host” (comprei, comecei a ler mas não me empolguei como aconteceu com a história de Bella e Edward).
Como um novo Harry Potter, com um público ligeiramente mais velho, Crepúsculo emplacou de uma forma que eu não lembro de ter visto outra série emplacar. Está virando filme, tem uma legião de fans e provoca tumultos em todos os lugares onde chega.
Ah, e um detalhe interessante, efeito da modernidade… Após o quarto livro a autora teve uma idéia genial: recontar a história do primeiro livro sob a perspectiva de Edward, já que os episódios anteriores foram sempre narrados por Bella. E o improvável aconteceu: alguém liberou o manuscrito da autora na internet, a autora se decepcionou (segundo ela o manuscrito ainda não estava pronto, tinha erros e não era a versão que seria publicada por ela) e decidiu paralisar o projeto, liberando o manuscrito gratuitamente em seu próprio site (não sei se alguém já traduziu para o português).
Enfim, uma aula de possibilidades sobre como explorar um produto. E aposto que ainda tem muito mais para acontecer…