A produção de etanol de cana de açúcar sob a ótica da sustentabilidade…
Os atuais modelos brasileiros de produção de etanol de cana-de-açúcar não são sustentáveis.
O principal motivo da prática não sustentável do etanol, é justamente pela forma que a cana de açúcar é extraída, onde para facilitar o processo de extração, são realizadas queimadas nas plantações.
Esse processo acaba por “neutralizando” o que o etanol traria de positivo, pois toda poluição que etanol como combustível diminuiria, as queimadas para a extração da cana compensam pela grande quantidade de Co2 que são liberados.
Para acabar com as queimadas, teríamos um processo relativamente “simples”, que seria especialmente realizar a mecanização do campo, onde as máquinas substituiriam a mão de obra humana.
Um fator que pesa muito nesta questão, é justamente a parte “social” que o processo de extração (mesmo sendo ecologicamente incorreto) traz, que é a geração de empregos para milhares de cortadores de cana, e famílias que de alguma maneira são influenciadas pelo processo de extração.
E quando entramos nesta questão, não é somente um assunto sócio-sustentável para ser abordado e sim político.
Penso que no país que vivemos hoje, principalmente pela dificuldade de empregos, acho difícil termos alguma ação de “qualificação profissional” para estes cortadores de cana saírem do processo de extração e realizarem outras tarefas e atividades.
Enquanto estivermos neste impasse, não poderemos realizar a mecanização do campo, e assim conseguirmos realmente ter um processo mais limpo para a produção de um combustível sustentável como um todo.

