A cultura da cana - Aspectos Sociais e ambientais

9 junho, 2010 por andersonportel

A produção e consumo de combústiveis mais limpos sempre foi bem difundida  no Brasil. Pioneiro em pesquisa e desenvolvimento de técnicas relacionadas, é inegavelmente um dos líderes mundiais no assunto, principalmente no tocante à produção de etanol. No Brasil, o álcool combustível é produzido a partir da cana-de-açúcar, que pode ser colhida mecanicamente, com o uso de máquinas colheitadeiras, ou manualmente, queimando-se a palha que envolve a base do vegetal e cortando-se o caule, que moído,  libera o caldo que serve de matéria-prima para a produção do etanol.

Além da cana de açúcar, o etanol também pode ser extraído do milho, da beterraba e até da madeira, de onde é feito o metanol. A cana, no entanto, é o vegetal mais eficiente para a produção do etanol e é aí que tivemos sorte: nossa terra é uma das poucas que encontra condições ideais de clima e solo para o plantio da cana.

Por esta facilidade, este negócio se tornou uma das bases da economia do país, e seus numeros impressionam:  o setor canavieiro emprega mais de 3,5 milhões de pessoas no Brasil, e movimentam 40 bilhões de reais por ano.  Porém existem uma série de dificuldades que surgiram em função desta sorte que tivemos, principalmente se analisarmos dois aspectos: o aspecto AMBIENTAL e o SOCIAL.  

Aspecto ambiental: Por conter oxigênio em sua composição, a combustão – reação que normalmente retira oxigênio da atmosfera – do álcool é mais fácil do que a da gasolina e libera menos poluentes. Isso não significa, porém, que seja inofensiva. O etanol também lança no ar monóxido de carbono (CO), óxidos nitrosos (NO e NO2) e hidrocarbonetos (compostos de hidrogênio e carbono). No entanto, a queima do álcool produz em média 25% menos monóxido de carbono e 35% menos óxido de nitrogênio (NO) que a gasolina, dependendo da regulagem do motor. Em contrapartida, a quantidade de aldeídos – compostos orgânicos tóxicos – emitidos pelos carros a álcool é três vezes maior que a dos a gasolina, embora os do álcool sejam menos nocivos à saúde. O problema do álcool está em seu processo de produção: Cada litro obtido da cana-de-açúcar rende outros 13 de vinhoto, um ácido capaz de contaminar ecossistemas inteiros se não for administrado de forma segura. Além disso, a colheita manual, que exige a queimada da palha da cana também promove uma verdadeira chuva de cinzas tóxicas, e precisa ser controlada para que a produção do álcool não comprometa seu caráter de combustível ecologicamente viável.

Aspecto social: Com o desenvolvimento do mercado interno e externo, e consequentemente o aumento de sua importância na economia brasileira, o cultivo da cana de açúcar enfrenta muitos entraves sociais. Para não encher a página toda, podemos citar alguns principais como a exploração do trabalho infantil, trabalho semi-escravo, falta de condições básicas de higiene e saúde nos locais de trabalho, entre outros. Estes problemas são interligados em seus efeitos, promovem um ciclo vicioso que prejudica o desenvolvimento social da maioria dos envolvidos neste processo econômico. 

Muito tem sido feito para melhorar estes problemas, mas ainda pode se desenvolver muito mais  alternativas para coibir estes tipos de mazelas sociais: um controle bem maior do governo, através de leis mais rígidas e fiscalização severa, e principalmente um controle maior da sociedade como um todo, enquanto participantes da cadeia econômica: as empresas verificando o processo produtivo de seus fornecedores até o produtor da materia prima, o cliente verificando a cadeia produtiva do produto que consome, etc. É preciso conferir mais sinergia, desde o produtor da materia prima até o cliente final, pois depende de cada um de nós a constante evolução dos envolvidos: seja na melhoria de seu relacionamento com o meio ambiente ou no compromisso com o desenvolvimento de nossa sociedade.    

DISCUSSÃO DO TEXTO : “A OBRIGAÇÃO DE INOVAR”

17 dezembro, 2009 por andersonportel

O artigo “A obrigação de inovar” descreve de forma bem clara a evolução do mercado e as consequentes exigências de aperfeiçoamento para se obter sucesso. O artigo foi escrito em 2002, hoje confirmamos as expectativas existentes nesta época, e mais, fazemos parte desta busca alucinante por desenvolvimento de novas tecnologias, capacitação e inserção no mercado agressivo de trabalho.Segundo Gary Hammel, a inovação deve passar a ser o valor máximo das empresas, substituindo a qualidade que deve ser algo dado como certo. A globalização acentuada e o surgimento de profissionais cada vez mais capacitados caracterizam a vantagem competitiva econômica. Em tempos remotos, caracterizávamos a vantagem competitiva com a evolução comparada à uma grande potência mundial, hoje estes parâmetros estão equivocados pois as empresas buscam superar os seus concorrentes de mercado, diversificar e abranger cada vez mais o espaço de atuação, seja em diferentes ramos ou produtos.O potencial da empresa e do profissional se dá de acordo com sua capacidade de reinventar e de possuir capitais diferenciados, como ressalta Gary Hamel. As companhias brasileiras sofrem por conta da falta de ferramentas simples que municiem investimentos em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), bases de uma política de inovação. Hamel brilhantemente caracteriza os focos e importâncias que empresas necessitam para obter o sucesso. O capital da imaginação responsável pelo poder inovativo capaz de criar riquezas diferenciadas com novos conceitos e crenças mudam os vetores de atenção para o impensado. O capital de risco foca em novos investimentos ainda com a incerteza do resultado posterior mas sim a expectativa de potencializar um novo investimento. E por fim o capital de relacionamentos, a proximidade entre diferentes empresas de diversos ramos podem resultar na troca de experiências para aperfeiçoamento de processos.Estes conceitos aplicam-se de forma muito atuantes no dia a dia. A busca por profissionais pró – ativos, dinâmicos, inovadores e de bom relacionamento além da grande exigência de capacitação no que se refere à formação e especialização enquadra-se neste perfil citado por Gary nos tornando mascotes da globalização e evolução corporativa.Flexibilidade, rapidez e inovação serão qualidades essenciais para qualquer empresa até 2010. Pelo menos, é o que revela o estudo realizado pela consultoria inglesa Economist Intelligence Unit (EIU). Os produtos e serviços estão se padronizando. Os processos de criação, entrega e manutenção é que farão diferença na competição empresarial. “Por isso, os modelos de negócio devem ser rápidos e flexíveis para se adequarem ao gosto do consumidor”, ensina Denis McCauley, um dos organizadores do estudo. A inovação, portanto, deve ser regra constante no dia-a-dia das companhias. Mas porque uma regra? Porque inovar significa ver o que ninguém enxerga, é renovar-se, recriar-se para vencer. É também buscar constantemente ser diferente mas sempre com um propósito, um objetivo. Podemos com certeza entender que inovar (e isto ficou claro no texto) é vencer com criatividade o jogo do mercado, é conquistar não somente o “coração do cliente” e sim a “mente “, é ser referência. É distinguir-se dos concorrentes de maneira que o cliente valoriza ( Mr. Porter gostaria dessa frase !).Um exemplo que podemos citar complementando o contexto do texto, é o caso da Aplle que primeiramente mudou a si mesma para depois mudar o mercado, o fruto dessa ação ? Ipod. Não precisamos falar mais nada .Ainda  tomando como base o texto de Gary, o mesmo foi escrito em  2002 mas vamos voltar um pouquinho mais no tempo ? Gary Hamel em 1966 já afirmava: “Admitamos. As empresas ao redor do mundo estão atingindo os limites do incrementalismo. Enxugando um tostão ou outro dos custos, lançando produtos no mercado uma semana antes do planejado, respondendo às consultas dos clientes um pouquinho mais rápido, melhorando a qualidade num tiquinho aqui outro acolá, capturando mais um decimal na participação de mercado. Essas são as obsessões dos executivos os dias de hoje. Mas perseguir melhorias incrementais enquanto que seus rivais reinventam a indústria é como tocar violino enquanto Roma se incendeia.” (Strategy as Revolution - Harvard Business Review, julho-agosto de 1996).Pois é chegamos à conclusão que a Inovação torna-se importante por sua própria definição. Ou definições se preferirem. Simples assim!

GRUPO: Gabriele, Adriana, Heidi, Fernanda, Anderson

Ajudando, aprendendo e crescendo!

23 outubro, 2009 por andersonportel

     Durante o meu discurso de aposentadoria, sem um discurso formalizado, com brincadeiras e algum exagero, procurei me ater a uma proposta principal: ao longo de minha vida profissional, o meu trabalho, o meu esforço para adquirir cada vez mais conhecimento, todos os relacionamentos com colegas de trabalho, sejam líderes ou iguais, clientes, fornecedores, tudo isso trouxe benefícios apenas para as empresas ou negócios que trabalhei? Ou de alguma forma pude contribuir para melhorar a nossa sociedade, sem se preocupar exclusivamente com minha auto-realização profissional, estabilidade financeira etc.?

     Recentemente, navegando pelos blogs acadêmicos, achei um artigo bem interessante (http://www.biinternational.com.br/noticias.php?id=293&acao=ver&categ=1), que tem muito a ver com essa forma mais solidária de crescer, como pessoa e como profissional. Resumindo a história pra quem está com preguiça de ler, um empresário deixou um emprego seguro em uma empresa de telecomunicações dinarmaquesa, para fundar sua própria companhia. O diferencial dela é que a grande maioria de seus colaboradores são autistas, que devido as suas características desempenham sua função mais que satisfatoriamente. Esta iniciativa não só promoveu a inclusão social destes profissionais, como também se mostrou um grande negócio, faturando 2 milhões de euros em 5 anos!

     É justamente a este tipo de sucesso que eu me referia: dar a oportunidade pra quem não teve, com os recursos que você tem. No meio de tanta pressão, stress, cobranças, prazos, algumas vezes acabamos esquecendo não só do próximo, como de nós mesmos. Será que não está na hora de refletir um pouco, sobre o que estamos fazendo para contribuir com a nossa sociedade? ;)
     Por hoje é só… Tentarei postar sempre alguma coisa interessante sobre diversos temas aqui, e sempre que possível com foco em negócios & iniciativas sociais, tão necessárias no contexto que vivemos hoje. Como futuros empresários e gestores, é essencial fazer mais que nossa parte desde já!   

Abraços e até quarta, espero que todos tenham arrebentado na prova! aua

5- Desenvolvimento Estratégico da Gestão de Pessoas e de Carreiras Globais

23 outubro, 2009 por andersonportel

     O módulo facilitado foi bem interessante, foram abordados diversos tópicos principais. Eu particularmente pude identificar alguns itens que ficaram mais evidentes: os voltados para o relacionamento interpessoal, como assertividade, agressevidade, passividade, como agem sobre pressão, a maneira de lidar assertivamente com ambos, sempre exemplificados com histórias muitos interessantes da experiente professora Regina!  
    

     Outro item principal foi dos diferentes tipos de “mentalidade profissional” (branco, azul, vermelho, verde), bem como a forma de motivá-los e trabalhar com eles, é um conceito bem interessante que eu desconhecia. Houveram também outros tópicos levantados pelos colegas de sala, como o CHA/VE (Conhecimento, Habilidades, Atitudes, Valores e Entorno); Muito importante também a parte sobre feedback. Enfim, foram apresentados muitos conceitos novos e alguns não tão novos assim, para podermos trabalhar ainda melhor com gestão de pessoas, enquanto superiores e porque não subordinados também.

Degelo marítimo: bom para o comércio, ruim para o planeta

20 outubro, 2009 por andersonportel

     O The New York Times publicou, nesta semana, uma noticia sobre o recuo de gelo no ártico, atribuido pelos cientistas ao aquecimento global. Mas, ao contrário do que muitos de nós esperamos, o fenomeno não está sendo lamentado. Isso porque o degelo maritimo no local está tornando realidade um sonho antigo dos navegadores: uma rota de navegação mais rápida entre a Ásia e o ocidente, que facilita as atividades comerciais entre os dois continentes.
    

     A rota do mar do norte, ou passagem do nordeste, como é conhecida pelos navegadores, é milhares de quilômetros mais curta que as rotas habituais do sul, o que, na prática, significa uma viagem com menos semanas de duração.

     A empresa de navegação Beluga Group, da cidade alemã de Bremen, é a primeira a testar por inteiro a rota - que deve ser completada no final deste mês - e está sendo parabenizada por outras empresas do mesmo segmento. Como medida de precaução, os cargueiros estão sendo acompanhados por navios quebra-gelos, porque a rota é repleta de grandes blocos de gelo que oferecem risco à navegação. O obstáculo é totalmente previsível, ja que compete-se com as forças da natureza.

     Mas afinal: assistir ao processo de destruição do planeta - ainda que ele esteja favorecendo a economia - é motivo pra comemorar?

Fonte: http://super.abril.com.br/blogs/planeta/198606_post.shtml   

Negociação com humor

23 setembro, 2009 por andersonportel

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     No mundo de competição agressiva que vivemos, a habilidade de negociação deixou de ser um diferencial e passou a ser requisito básico para fazer valer nossos direitos. Todos os dias é colocada à prova nossa capacidade de negociação, seja ela relativa a dinheiro, a um bem, de tempo, de direitos, com seu superior, seu subordinado, com a própria familia, entre outros. É isso que as charges acima expressam; Com um pouco de exagero, é claro, mas relatando preceitos básicos da negociação. Na gravura à esquerda, podemos identificar a necessidade de uma boa preparação (que nem sempre é possível) para não transformar a negociação em uma “queda de braço”: conhecer os interesses e necessidades da outra parte, estabelecer seu MASA, o ZOPA, entre outros pontos. Enfim, definir com clareza todas as etapas de negociação, desde a preparação até as ações finais da negociação. Seja ela integrativa ou distributiva, as chances de sucesso serão consideravelmente maiores.

     Na segunda charge percebemos a relação com a postura de negociação, onde em um campo tenso, sob pressão, nosso comportamento pode mudar surpreendentemente. O negociador mostra um comportamento explicitamente submisso, analisando o desenho podemos imaginar diversas situações: ou nosso “cavalinho” tem um MASA muito fraco ou precisa MUITO fechar este negócio, a ponto de ser extremamente submisso com o outro negociante!

     Exageros à parte, é importante salientar que algumas vezes podemos deixar de ser assertivos por opção em uma negociação, e dotar uma postura um pouco mais submissa ou agressiva, para alcançar um objetivo específico, como é o caso do personagem da charge. Para poder concretizar um negócio vale qualquer estratégia, desde que dentro dos limites da ética e respeito ao próximo!