
http://www.youtube.com/watch?v=D8_NICu4mq0&feature=channel
De acordo com minha vida escolar, sempre tive mais proximidade com as matérias de Humanas (Português, Geografia, História e Inglês). Ao escolher a faculdade que iria cursar, não foi diferente: tirei da escolha os cursos que eu não faria, tanto nas áreas de Exatas quanto de Saúde. Comecei a estudar inglês fora da grade regular da escola a partir dos 15 anos. Aos 17, já iniciava meu curso de espanhol.
Considerando os cursos de Humanas e por haver dado aula de inglês por 2 anos (e, portanto, gostar de estar com pessoas), eu me propus a prestar Relações Públicas na USP, Ciências Sociais na Unicamp e na Ufscar e finalmente Relações Internacionais na Unesp. Devido à proximidade de minha cidade Natal, optei por ficar em SP, cursando RP na USP. O ano de cursinho no Objetivo foi de grande valia, pois pude reforçar a minha aptidão para Humanas, aumentando imensamente os meus conhecimentos de vestibular.
Eu realmente gostaria de ter passado no vestibular logo após o colegial, mas vendo o quanto o cursinho me proporcionou uma formação humanística (principalmente devido ao professor de literatura Fernando Teixeira, mais conhecido por FT), este foi o caminho que o destino me proporcionou. No ano de 2003, para dedicar-me integralmente ao cursinho, deixei de dar aulas de inglês. Foi um período de muita provação de estudos e de postura. Eu que estava acostumada à independência financeira em relação aos meus pais, tive que me submeter à restrição monetária no período. Eu lembro do ano de 2003 como de muitos estudos, lembro mais das apostilas do Objetivo do que da cara das pessoas.
Tive que deixar a minha vida social de lado, para sustentar o meu sonho e necessidade de entrar em uma faculdade pública. O resultado foi extremamente positivo: passei nas 4 universidades que escolhi e pude optar por uma delas! Em 2004, ao entrar na USP, comecei a fazer um estágio na Agência ECA Junior. Não remunerado, porém, muito valioso para o meu início na área de Comunicação. Seguiram-se diversos estágios em diversas empresas. O meu objetivo aqui era experimentar de tudo: agências, veículos de comunicação, instituições de 3º setor, órgãos públicos e empresas. Consegui os estágios que eu queria na Rádio América, Burson-Marsteller, Instituto 5 Elementos, Conrerp 2ª Região e na Henkel.
A USP me proporcionou alguns professores mais técnicos e outros mais filósofos. Dois deles me marcaram profundamente: Prof. Ismar de Oliveira Soares de Psicologia da Comunicação (matéria na qual fui introduzida às maravilhas da Psicologia Profunda de Jung, os tipos psicológicos, os mitos e os contos de fada) e Prof. Clóvis de Barros Filho de Ética (que por meio dos filósofos me incitou ao pensamento livre e à busca da felicidade, “a vida que vale a pena ser vivida”).
Ao entrar na Henkel em 2007, percebi que o meu perfil era corporativo, que eu gosto de interagir com comunicação interna e externa, com diversos stakeholders. A minha carreira pode ser definida antes e depois da Henkel. A empresa fez com que eu me profissionalizasse, entendesse a relação estratégia da Comunicação com os objetivos organizacionais. Entrei como assistente de comunicação corporativa, ainda na faculdade.
Depois de formada fui promovida à analista de comunicação corporativa. Já passei por grandes desafios, tanto de estruturação da área, mudança de gestores, aquisições de empresa, gestão de crises. Para me profissionalizar ainda mais e conseguir uma posição de coordenação na minha carreira, resolvi fazer o MBA em Administração de Empresas na BI International. Esta formação tem me proporcionado uma visão mais estruturada das empresas e espero aproveitar sobretudo os cursos de Direito e Finanças. Portanto, meu desejo é que em 2 anos eu consiga uma posição de coordenação em multinacional (isso irá depender da minha atual empresa ter esta vaga ou não, ou seja, é possível procurar uma oportunidade externa). Além do MBA, estou fazendo cursos gerenciais na universidade corporativa e contratei um estagiário no fim do ano passado, para poder “tirar férias” quando necessário, preparar alguém para ocupar o cargo de assistente no futuro. Eu sou motivada pelo desafio, pela segurança e pela qualidade de vida. Portanto, agora, para dedicar-me mais aos estudos e me trazer mais saúde, estou morando perto do trabalho e da BI International na Paulista. Assim, tenho mais energia para estudar e trabalhar com eficiência e eficácia.
Há um lado profissional e pessoal que tende a gostar, estudar e apreciar Psicologia. Trabalho como voluntária no CVV, já fiz terapia e leio bastante sobre o tema. Penso depois de finalizar o MBA em fazer um curso de Psicanálise no IBCP, Instituto Brasileiro de Ciências e Psicanálise. Planejo em ter meu consultório, mesmo que seja com poucos pacientes no início e de que minha renda principal não surja daí. A 2ª profissão me dá uma segurança maior em relação às mudanças organizacionais e principalmente aquece meu coração. Aquele meu desejo de fazer algo voltado à Psicologia no colegial talvez não tenha se concretizado naquele momento, devido à minha maturidade. Mas acredito que depois de 8 anos estou segura para iniciar este outro desafio. [:))]